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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Se deu mal

(foto: eurohandball.com)O treinador da Seleção Russa feminina de handebol, Yevgeny Trefilov, é conhecido pelo mau humor truculento com que comanda as meninas em quadra, independentemente do placar do jogo. No mundial do Brasil, em dezembro, chegava a discutir com jornalistas durante as entrevistas coletivas. Diante das câmeras, ele parece sempre ranzinza, bravo... bom, pra quem acompanha minimamente o handebol internacional, dispensa-se apresentá-lo.Encontrei, por acaso, um vídeo recente de Trefilov. Quem o vê com tanta aspereza nos jogos da Rússia pode imaginar que ele seja temido (não me refiro ao lado esportivo) pessoalmente; pode acreditar que ele seja um cara que imponha medo pelo porte físico e pelo jeito pouco sutil de reclamar com suas...

É isso mesmo?

No domingo logo cedo, com a lista dos doze classificados na mão, o blog de Bruno Voloch cravou os dois grupos do vôlei feminino para os Jogos de Londres. De um lado, Brasil, EUA, China, Sérvia, Turquia e Coreia do Sul; na outra chave, Grã Bretanha, Itália, Japão, Rússia, Argélia e República Dominicana. Segundo Voloch, a divisão dos grupos se deu pelo ranking das equipes, o que tem uma certa lógica.Os EUA lideram o ranking mundial e a Grã Bretanha é o país-sede. São, pois, os cabeças-de-chave. O Brasil é o segundo do ranking e com o Japão em terceiro, foi um para cada lado, o que se sucedeu até que os dois piores ranqueados, Argélia e Coreia do Sul também seguissem para grupos diferentes. O problema, porém, não é o grupo em que o Brasil caiu, que é bem difícil nesse panorama; o problema é que...

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Youtube olímpico VIII

Mesmo sem um título olímpico ou sem um recorde mundial, um dos nomes mais respeitados da história do atletismo é o do norte-americano Steve Prefontaine. Morto aos 24 de idade, Prefontaine era recordista nacional das duas e três milhas, e dos 5.000m e 10.000m, com marcas estabelecidas abril e julho de 1974. Ele e o maratonista Frank Shorter, campeão em Munique/1972 e vice em Montreal/1976, foram os grandes responsáveis, nos anos 70, pela popularização das corridas de longa distância nos EUA.A única aventura olímpica de Pre, como era conhecido, foi em Munique/1972. Com os Jogos e atletas já bastante estremecidos pelo atentado terrorista do Setembro Negro, cinco dias antes, a prova dos 5.000m rasos se desenvolveu em 10 de setembro, penúltimo dia de competições. O ianque era apontado como um dos...

Fácil e preocupante

O sorteio desta tarde colocou Rússia, Croácia, Montenegro, Angola e Grã Bretanhano caminho da Seleção Brasileira feminina de handebol. Carne de pescoço, mesmo, é a Rússia, campeã mundial em 2009, medalha de prata em Pequim/2008. Croácia e Montenegro não têm lá muita tradição na modalidade (a Croácia é potência do handebol, mas só do masculino). Angola tem um handebol emergente, sempre conquista títulos africanos, sempre consegue um ou outro bom resultado em mundiais, mas nunca levantou nenhuma taça relevante de verdade (feito o Brasil, diga-se). E a Grã Bretanha, que montou um time só pra participar dos Jogos Olímpicos, não deve oferecer resistência a ninguém, deve ser uma anfitriã generosa e derrotada - ao menos, no handebol. No mundial passado, o Brasil, no torneio que decidia entre o quinto...

terça-feira, 29 de maio de 2012

Pela cara?

(foto: ITTF.com)A Seleção Brasileira feminina de tênis de mesa terá, em Londres, uma chinesa naturalizada. Gui Lin tem 18 anos de idade e mora no país desde os 12. Curioso é que a convocação dela deixou Jéssica Yamada fora do time e dos Jogos, mesmo depois de ela haver competido, inclusive, no mundial por equipes deste ano, em Dortmund. Lin se junta à veterana Lígia Silva, que vai para a terceira olímpiada, e Caroline Kumahara.Não vou criticar tecnicamente a decisão. Também não vou aludir o ranking mundial pra dizer se a decisão foi correta, já que as duas estão muito próximas nessa classificação - de acordo com o site da Federação Internacional de Tênis de Mesa, Jéssica é a 247ª do mundo, enquanto Gui Lin, a 258ª, ou seja, posições bastante...

domingo, 27 de maio de 2012

Sem adivinhação

Das seis seleções classificadas para os Jogos de Londres esta semana, no handebol feminino, quatro enfrentaram o Brasil no Mundial de 2011. A Espanha, algoz da seleção nas quartas, conseguiu uma das vaga. Rússia, Croácia e França, batidas pelas brasileiras em dezembro passado, também vão às Olimpíadas. Dinamarca, tricampeã olímpica que volta aos Jogos depois da ausência em Pequim, e Montenegro foram as outras equipes classificadas da semana.Com isso, os oito primeiros colocados no Mundial do Brasil - Noruega, França, Espanha, Dinamarca, Brasil, Rússia, Croácia e Angola - estarão em Londres. A eles se juntam Montenegro (que eliminou a Romênia), Coreia do Sul (tradicionalíssima), Suécia (campeã europeia) e Grã Bretanha (só pra constar mesmo). Ainda que haja um ligeiro favoritismo para a Noruega,...

Ligeiro balanço

A vitória da Sérvia por 3-2 sobre o Japão classificou os dois times para os Jogos de Olímpicos. As duas últimas vagas do vôlei feminino. Dançou a Tailândia. Hora de fazer o balanço.Serão, em Londres, quatro times diferentes em relação a Pequim. Saem Cuba, Venezuela, Cazaquistão e Polônia, entram República Dominicana, Coreia do Sul e as estreantes Turquia e Grã Bretanha. Nada excepcional. A título de comparação, de 2004 para 2008, foram quatro equipes novas também.A grande estreia é mesmo a Turquia, vôlei que investiu em profissionais estrangeiros nos clubes e no comando técnico da seleção. Porque a estreia da Grã Bretanha não vai acrescentar um grama ao peso da competição, é estreia com cara de despedida.Cuba é a ausência mais dolorosa. Mas só pela tradição, pelo nome, pela camisa. A bola...

sábado, 26 de maio de 2012

Fiel da balança

Exceto para a Rússia, que já se classificou, e para Taiwan e Peru, já que ninguém achava mesmo que fossem pras Olimpíadas, a madrugada promete muita emoção no pré-olímpico feminino de vôlei. Ou não! Porque se Cuba vencer a Tailândia, no primeiro jogo da rodada derradeira, Coreia do Sul, Japão e Sérvia nem precisarão entrar em quadra para irem aos Jogos de Londres.Triste que o vôlei das cubanas só tenha relevância, num pré-olímpico, por um resultado que possa interessar a terceiros. Triste que o time nem ia disputar o campeonato por falta de grana e ficou fora das olimpíadas por falta de bola.Cuba é tricampeã olímpica e tri-mundial. Hoje, é só o fiel da balança, é o time que divide os classificados e os eliminados. Essas "chicas" não saltam.(foto:...

De volta ao pódio

Depois de três anos, a brasileira Yane Marques voltou, finalmente, ao pódio mundial do pentatlo moderno. Em Chengdu, na China, na final da Copa do Mundo, o terceiro meeting mais importante do ano, Yane conquistou a medalha de bronze, atrás, pela ordem, da lituana Laura Asadauskaite e da britânica Heather Fell - prata em Pequim/2008, mas ainda sem vaga assegurada para os Jogos deste ano. A última e única vez em que a brasileira havia conquistado uma medalha numa etapa da Copa do Mundo foi na final de 2009, disputada no Rio de Janeiro, quando ficou com a prata.Antes que trombetas verde-amarelas soem para cravar Yane como favorita nos Jogos Olímpicos, é preciso fazer uma ressalva. Várias boas pentatletas não quiseram ir à China. Lena Schoneborn, Elodie Clouvel, Amélie Cazé e Anastasyia Prokopenko,...

sábado, 19 de maio de 2012

Medo medalhando

O revezamento da Tocha Olímpica começou nesse sábado. O fogo sagrado veio de Olímpia, na Grécia, e aportou na Grã Bretanha, onde percorrerá, durante 69 dias, algo em torno de 13 mil quilômetros e será conduzido por oito mil pessoas. Quem acenderá a Pira Olímpica é sempre o segredo-mor da Cerimônia de Abertura, mas é certo que o atleta que recebeu a tocha em território britânico foi escolhido muito bem, o iatista Ben Ainslie, medalhista de ouro nas três últimas olímpiadas. A festa para a chegada do fogo pagão à terra da rainha não esconde, porém, que até esse revezamento da tocha passa pelo chato espírito proibitivo que tomou conta das olimpíadas londrinas.Por medida de segurança, está proibido o uso de telefone celular nos locais de competição...

Acabou a pose

Depois de ter ameaçado não disputar o pré-olímpico feminino de vôlei no Japão, por falta de dinheiro, a Seleção Cubana corre, de fato, o risco de não se classificar para Londres. E na bola, não na grana. Porque o time perdeu por 3-0 da Coreia do Sul na estreia do pré-olímpico e a eliminação parece eminente. Se não for aos Jogos, será uma pena, porque a tradição cubana no vôlei é imensa, mas não será injusto, porque faz tempo que as chicas não assustam ninugém.Além de Cuba e Coreia do Sul, participam do torneio a Rússia e a Sérvia, representando a europa, o Peru, pela América do Sul, e Japão, Taiwan e Tailândia, que são os asiáticos ao lado das sul-coreanas. A distribuição de vagas é generosa: os três primeiros colocados na competição, que é...

No tempo certo

Depois de um título surpreendente em Atenas/2004 e de uma frustração em Pequim/2008, Liu Xiang resolveu não deixar dúvida nenhuma no começo desta temporada: vai a Londres atrás do bicampeonato olímpico. Hoje, na etapa de Xangai da Diamond League, a segunda do circuito, o chinês venceu os 110m c/ barreiras com o tempo arrasador de 12s97. A marca é muito significativa. Não só é a melhor do ano como também faz do ex-campeão o segundo corredor, desde 2009, a concluir a prova abaixo dos 13s - o norte-americano David Oliver é o outro.Não quer dizer, no entanto, que Xiang seja favorito absoluto ao título. A meu ver, inclusive, com gente como Xiang, Oliver, o cubano campeão olímpico, Dayron Robles, e o norte-americano campeão mundial, Jason Richardson,...

domingo, 6 de maio de 2012

Ferimento. Apenas, ferimento

Desde que venceu o Mundial feminino do Japão/2010, a Seleção Russa de vôlei estancou subitamente. O fracasso no pré-olímpico foi só outro atestado da queda brusca do jogo delas.Primeiro, em Moscou, na Copa Yeltsin do ano passado, a Rússia perdeu para um time B do Brasil nas semifinais. Depois, no Grand Prix, perdeu para a Seleção Brasileira novamente. Aí, no europeu, o time não conseguiu vaga nem para a Copa do Mundo do ano passado nem para o Grand Prix deste ano. E, agora, sem ter a Itália pelo caminho, Gamova & Cia. não conseguiram a vaga olímpica no classificatório continental.É nítido que, em quadra, o time russo sente muita falta de Kosheleva, um dos destaques do título mundial de 2010, contundida já há um bocado de tempo. Ausência...

Não à toa, é da Turquia

Se o boxe amador turco se aproveitou do fato de lutar em casa no pré-olímpico, o vôlei feminino da Turquia não deixou por menos. Bateu todo mundo em Ankara, jogou a Rússia no qualificatório mundial do Japão e garantiu vaga, neste domingo, para os Jogos Olímpicos de Londres.É claro que resumir a conquista ao fator caseiro é muito simplista, porque, nos últimos anos, o vôlei turco tem importado técnicos e jogadoras de primeira linha e mostrou que aprendeu muito com esse pessoal. Não é à toa que José Roberto Guimarães treina o Fenehbarçe, não é à toa que ele conta, no time, com jogadoras como a Logan Tom, Sokolova, Fabiana e Yeon-Kung Kim. Não é à toa que os dois últimos campeões europeus de clube, no vôlei feminino, Vakif, ano passado, e Fenehbarçe,...