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sexta-feira, 1 de julho de 2011

Investigar, sim




Antes da punição branda a Cesar Cielo, Henrique Barbosa, Nicholas Santos e Vinicius Waked, uma advertência com base nos antecedentes dos nadadores, a CBDA deveria estar preocupada em investigar o caso.

Cielo, Henrique Barbosa e Nicholas são nadadores do Flamengo. Além disso, Waked e Nicholas Santos fazem parte do PRO (Projeto Rumo ao Ouro), criado pelo próprio Cesar Cielo para preparação de nadadores de alto nível e com chance de conquistar medalhas olímpicas e em mundiais. E os quatro testaram positivamente para furosemida, a mesma substância encontrada num exame em Daiane dos Santos, ano passado. Pelo que se diz, a substância em si não serve para melhorar o desempenho esportivo, mas para mascarar o uso de alguma substância dopante.

O que pode depor a favor dos atletas (embora se deva reconhecer que depoimento não é sentença) é que nenhum deles conquistou grandes marcas ou resultados na competição em que foi realizado o teste, o Troféu Maria Lenk, em maio. Cielo, inclusive, foi derrotado por Bruno Fratus, na prova dos 100m livre. Waked foi terceiro nos 200m livre e quarto nos 100m. Henrique Barbosa, com experiência olímpica em Pequim, terminou os 100m peito em quarto lugar. Nicholas Santos, que também competiu em http://www.blogger.com/img/blank.gifPequim, foi o terceiro na prova dos 50m livre.

Os maus resultados na competição no Maria Lenk não podem servir como álibi dos nadadores. É preciso que eles expliquem melhor que suplemento alimentar ingeriram – pois Cielo disse que consumiu, no período, um suplemento que usa habitualmente – e é preciso, inclusive, que os outros três não usem como escudo a figura do campeão olímpico. Todos devem, sim, explicações.

O Blog de José Cruz foi taxativo: chama de "farsa olímpica", fala em proteção da cartolagem a Cielo, inclusive no eufesmismo que usou para falar do doping – “resultado adverso”. Não quero ir, ainda, a tal extremo, apesar de concordar com o jornalista no tocante à hipocrisia vocabular da CBDA. Mas quero, sim, que o caso seja investigado e esclarecido. Por enquanto, tudo é névoa.

domingo, 28 de novembro de 2010

A outro o que foi de César

Murilo foi eleito o melhor jogador da Liga Mundial e do Campeonato Mundial de Vôlei, além de ter levantado o título nas duas ocasiões – títulos que Giba conquistou quando recebeu o prêmio, em 2006. Leandro Guilheiro venceu a etapa de Paris do Grand Slam de Judô e foi vice-campeão mundial, em Tóquio.

Embora Murilo seja favorito destacado, não será absurdo que o prêmio fique com o judoca, que é o terceiro do ranking mundial da categoria até 81Kg – a mais forte do Judô Brasileiro.

A única possibilidade de o Prêmio Brasil Olímpico ser dado injustamente é, justamente, ao maior atleta brasileiro da atualidade – César Cielo Filho. Pode? Pode.

A indicação de Cielo parece mais fruto de sua história recente do que pelo ano em si. Depois de um ouro e um bronze olímpicos, dois títulos e dois recordes mundiais, o ano de Cielo, adaptando-se a competir sem as vestimentas tecnológicas, não foi dos melhores. Claro, não foi bom para seus padrões.

Além de não ter sido o nadador mais rápido do ano nem nos 50 nem nos 100m livre, ainda foi derrotado nessas duas provas (especialidades dele) na competição mais importante do ano, o Pan-Pacífico, nos EUA. Embora tenha, até, vencido uma prova por lá, os 50m Borboleta, há que se dizer, até, que o nadador mais destacado do Brasil este ano não foi ele, mas Thiago Pereira, o melhor atleta do circuito da Copa do Mundo de Piscina Curta – se alguém da natação tivesse de ser indicado, seria ele.

Tão justo quanto Cielo ter recebido o prêmio em 2009 é Murilo ou Guilheiro recebê-lo este ano. Vou deixar para decidir meu voto no último instante.