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domingo, 1 de julho de 2012

Sem parâmetro

A edição do Grand Prix de vôlei deste ano foi das mais fracas. Difícil fazer prognóstico para Londres tendo o resultado da competição como base. Uma pena, porque mostra que a competição anual, com ausências e times mistos, tem perdido importância.

O título conquistado pelos EUA até pode ser considerado como demonstração de força. É o terceiro consecutivo das ianques, igualando a marca brasileira entre 2004 e 2006, foi um campeonato invicto, foi uma campanha que começou com o time titular e terminou com o reserva sendo campeão. Ouro certo em Londres? Isso já não dá pra dizer.

Porque se é verdade que as meninas de Hugh McCutcheon bateram adversárias da primeira fase olímpica - Brasil, China, Turquia e Sérvia -, por outro lado, não jogaram contra o time principal da Itália nem contra a Rússia, que não dá muita bola mesmo ao Grand Prix.

No fundo, o torneio deste ano só serviu, mesmo, para mostrar que dois times sempre candidatos a medalha estão ainda longe dela. Com um elenco bem jovem, a China parece mais um time para 2016 do que para 2012. E o Brasil, que parece ter definido apenas parcialmente o plantel para Londres, encontrou dificuldades nas primeiras rodadas contras times medianos e, o cúmulo, perdeu para o time reserva dos EUA nas finais.

O Grand Prix deixa como certeza o poderio do elenco norte-americano. E só.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Classificação calculada

Acabou o suspense: o Brasil está na fase final da Liga Mundial de Vôlei. A França era a última ameaça ao posto brasileiro de melhor segundo colocado, e não podia perder ponto algum nos confrontos deste fim de semana. Porém, agora há pouco, em Dallas, os franceses venceram os italianos por 3 sets a 2 e perderam um ponto precioso. Com isso, o Brasil se junta a Polônia, Alemanha, Bulgária e Cuba na fase decisiva da competição. França e EUA ainda disputam a outra vaga, com direito a um confronto direto amanhã à noite, também na terra do Tio Sam.

O vôlei do Brasil não foi dos melhores nessa fase inicial da Liga, houve três derrotas para a Polônia (e uma para o Canadá), mas os pontos conquistados sobre a Finlândia e o próprio Canadá mantiveram a equipe na luta pelo decacampeonato.

A fase final será disputada a partir da próxima quarta-feira, em Sófia, na Bulgária.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

É isso mesmo?

No domingo logo cedo, com a lista dos doze classificados na mão, o blog de Bruno Voloch cravou os dois grupos do vôlei feminino para os Jogos de Londres. De um lado, Brasil, EUA, China, Sérvia, Turquia e Coreia do Sul; na outra chave, Grã Bretanha, Itália, Japão, Rússia, Argélia e República Dominicana. Segundo Voloch, a divisão dos grupos se deu pelo ranking das equipes, o que tem uma certa lógica.

Os EUA lideram o ranking mundial e a Grã Bretanha é o país-sede. São, pois, os cabeças-de-chave. O Brasil é o segundo do ranking e com o Japão em terceiro, foi um para cada lado, o que se sucedeu até que os dois piores ranqueados, Argélia e Coreia do Sul também seguissem para grupos diferentes. O problema, porém, não é o grupo em que o Brasil caiu, que é bem difícil nesse panorama; o problema é que o blog dele, até o momento, é a única fonte confiável que deu essa divisão (sim, confiável).

Procurei no site da FIVB, e nada. No dos Jogos Olímpicos, zero. No da CBV, idem. Menos ainda no site oficial do vôlei norte-americano e no italiano. Só encontrei referência a esses supostos grupos nas páginas em inglês e em polonês da Wikipédia. Páginas, registre-se, atualizadas depois da postagem de Voloch.

Há três hipóteses e, ao que me parece, todas igualmente válidas:

1) eu não procurei direito. Existe, em algum lugar da web, uma informação ofical e precisa que confirma a notícia trazida por Bruno Voloch e que vai me fazer, assim que a encontrar, postar um novo texto sobre o assunto, pedindo desculpas ou coisa assim;

2) um dia, em algum site oficial (FIVB.org, por exemplo) foi dito que os grupos seriam divididos assim. Voloch, atento, anotou. E, agora, a página foi retirada do ar, pois eu não a encontrei. Essa hipótese se parece muito com a primeira e me fará, também, pedir desculpas, também com algum constrangimento;

3) ou, numa variação da última hipótese, o anúncio era de que o ranking seria utilizado no emparceiramento do sorteio das chaves - algo que o handebol, por exemplo, fez. Assim, digamos, EUA e Grã Bretanha seriam cabeças de chave, e o sorteio vai dizer se vão enfrentar Brasil ou Japão, Itália ou China, Rússia ou Sérvia etc., e essa informação tenha causado o que me parece a confusão no blog de Voloch.

Por hora, eu vou acreditar nessa terceira hipótese. Voloch pode ter, simplesmente, cometido um engano, nada que diminua a credibilidade (falando sério) de um dos poucos jornalistas corajosos que reprovaram a marmelada do Brasil contra a Bulgária no mundial passado.http://www.blogger.com/img/blank.gif

Se você encontrar um link que esclareça o assunto, ponha aí no comentário. Minha busca continua.



Nova atualização: não mencionei, também, que o blog das Irmãs Mello, Vôlei sem Fronteiras, também informou que os grupos seriam esses. A fonte delas é o site russo championat.ru.

domingo, 27 de maio de 2012

Ligeiro balanço

A vitória da Sérvia por 3-2 sobre o Japão classificou os dois times para os Jogos de Olímpicos. As duas últimas vagas do vôlei feminino. Dançou a Tailândia. Hora de fazer o balanço.

Serão, em Londres, quatro times diferentes em relação a Pequim. Saem Cuba, Venezuela, Cazaquistão e Polônia, entram República Dominicana, Coreia do Sul e as estreantes Turquia e Grã Bretanha. Nada excepcional. A título de comparação, de 2004 para 2008, foram quatro equipes novas também.

A grande estreia é mesmo a Turquia, vôlei que investiu em profissionais estrangeiros nos clubes e no comando técnico da seleção. Porque a estreia da Grã Bretanha não vai acrescentar um grama ao peso da competição, é estreia com cara de despedida.

Cuba é a ausência mais dolorosa. Mas só pela tradição, pelo nome, pela camisa. A bola que as chicas vêm jogando não faz falta. Mas que vai ser estranho uma olimpíada sem elas, isso vai ser.

Favoritismo é, pela ordem, da Itália (que sempre fraqueja nessas horas) e dos EUA. Mas ninguém menospreze a força das russas, das brasileiras e das chinesas. O pódio não deve ter ninguém fora desse grupo celeto e de sempre. Também não se substime o Japão, que não joga nada há dois anos, mas foi bronze no mundial de 2010. Turquia e Coreia do Sul devem dar algum trabalho, são seleções emergentes, mas não devem ir além das quartas - o que não será mau para elas. As outras seleções devem fazer figuração. Só.

sábado, 26 de maio de 2012

Fiel da balança


Exceto para a Rússia, que já se classificou, e para Taiwan e Peru, já que ninguém achava mesmo que fossem pras Olimpíadas, a madrugada promete muita emoção no pré-olímpico feminino de vôlei. Ou não! Porque se Cuba vencer a Tailândia, no primeiro jogo da rodada derradeira, Coreia do Sul, Japão e Sérvia nem precisarão entrar em quadra para irem aos Jogos de Londres.

Triste que o vôlei das cubanas só tenha relevância, num pré-olímpico, por um resultado que possa interessar a terceiros. Triste que o time nem ia disputar o campeonato por falta de grana e ficou fora das olimpíadas por falta de bola.

Cuba é tricampeã olímpica e tri-mundial. Hoje, é só o fiel da balança, é o time que divide os classificados e os eliminados. Essas "chicas" não saltam.

(foto: FIVB.org)

sábado, 19 de maio de 2012

Acabou a pose




Depois de ter ameaçado não disputar o pré-olímpico feminino de vôlei no Japão, por falta de dinheiro, a Seleção Cubana corre, de fato, o risco de não se classificar para Londres. E na bola, não na grana. Porque o time perdeu por 3-0 da Coreia do Sul na estreia do pré-olímpico e a eliminação parece eminente. Se não for aos Jogos, será uma pena, porque a tradição cubana no vôlei é imensa, mas não será injusto, porque faz tempo que as chicas não assustam ninugém.

Além de Cuba e Coreia do Sul, participam do torneio a Rússia e a Sérvia, representando a europa, o Peru, pela América do Sul, e Japão, Taiwan e Tailândia, que são os asiáticos ao lado das sul-coreanas. A distribuição de vagas é generosa: os três primeiros colocados na competição, que é de pontos corridos, se classificam para Londres, bem como o melhor asiático fora desse grupo. Como indica minha calculadora científica, são quatro vagas para oito times, concorrência de um para dois, o que é só matemático, não é prático.

Na prática, Peru, Tailândia e Taiwan não oferecem muito risco a ninguém. Uma vitória de alguém do trio contra alguém do quinteto será surpresa, zebra, mesmo! Sobram, de fato, cinco times para quatro vagas.

A Rússia, mesmo com a força que tem feito para perder títulos, não ficará fora dos Jogos de Londres. Nem que queira. O Japão, pela tradição que tem, pela campanha que fez no mundial de 2010 e pelo fato de jogar (de novo) em casa, também não deverá ficar sem vaga para as Olimpíadas. Sobram Sérvia, Cuba e Coreia do Sul para duas vagas.

Nas condições normais, Cuba nem estaria jogando esse pré-olímpico, mas teria, sim, ficado com a vaga da Norceca - que perdeu para a República Dominicana. O ciclo olímpico das cubanas é tenebroso, é ainda pior do que fora o de Pequim/2008. Há muito tempo o time não faz uma campanha decente no Grand Prix e fez um mundial bisonho no Japão, há dois anos, quando perdeu sete dos onze jogos que disputou. Some-se aí o eterno fantasma desertor, quando as jogadoras ouvem o canto sereia capitalista e abandonam a seleção noutro pais, fenômeno que se acentuou bastante nos últimos anos e tirou algumas das melhores jogadoras da ilha. Por isso, como as condições não são nada normais, Cuba perder para a Coreia do Sul foi normal. E não será nenhum assombro se perder para as russas e japonesas.

Se não ocorrer nada fora do previsto, resta às cubanas um jogo pela classificação. Nesta quarta-feira, pela quarta rodada, as caribenhas enfrentam a Sérvia. Se vencerem, as chances de visarem o passaporte para o Reino Unido são grandes; se perderem, dirão que a ajuda que a FIVB deu ao time foi dinheiro desperdiçado. Haja o o que houver nesse pre-olímpico, é triste ver o que o voleibol mais vitorioso dos anos 90 está jogando em 2012.

(foto: FIVB.com)

domingo, 6 de maio de 2012

Ferimento. Apenas, ferimento



Desde que venceu o Mundial feminino do Japão/2010, a Seleção Russa de vôlei estancou subitamente. O fracasso no pré-olímpico foi só outro atestado da queda brusca do jogo delas.

Primeiro, em Moscou, na Copa Yeltsin do ano passado, a Rússia perdeu para um time B do Brasil nas semifinais. Depois, no Grand Prix, perdeu para a Seleção Brasileira novamente. Aí, no europeu, o time não conseguiu vaga nem para a Copa do Mundo do ano passado nem para o Grand Prix deste ano. E, agora, sem ter a Itália pelo caminho, Gamova & Cia. não conseguiram a vaga olímpica no classificatório continental.

É nítido que, em quadra, o time russo sente muita falta de Kosheleva, um dos destaques do título mundial de 2010, contundida já há um bocado de tempo. Ausência que levou a uma inexplicável convocação de Artamonova, repetindo o erro da campanha de Pequim. O passe continua uma lástima, Startseva, a levantadora, não é lá essas coisas e Gamova não consegue mais pontuar de qualquer ponto da quadra.

Fim das russas? Calma.

Jogar o qualificatório no Japão ainda não é o fim dos tempos. São oito times (dois europeus) brigando por três vagas, sem a concorrência de Cuba e, possívelmente, do Brasil. Assim, convenhamos, a Rússia se classifica pra Londres.

E em Londres, depois desse sufoco, é bom lembrar que o último título olímpico da Rússia/URSS foi nessas condições. Em 1988, numa época em que só havia oito times no vÔlei olímpico feminino (e não 12), a vaga europeia ficou com a Alemanha Oriental, que bateu a URSS na decisão do europeu de 1987. A sorte das sovieticas é que o Continente Africano preferiu não mandar time nenhum para Seul, o que abriu uma vaga num pré-olímpico mundial. Resultado? A URSS venceu o pré-olímpico e, em Seul/1988, não perdeu para ninguém. Serve para os que gostam de história e, até, para os supersticiosos...

Sim, o vôlei das russas está mal. Mas, não, elas não são peso morto. Em Londres, como sempre acontece, darão trabalho e lutarão pelo título. Ninguém pense nada diferente.

(foto: FIVB.org)

Não à toa, é da Turquia




Se o boxe amador turco se aproveitou do fato de lutar em casa no pré-olímpico, o vôlei feminino da Turquia não deixou por menos. Bateu todo mundo em Ankara, jogou a Rússia no qualificatório mundial do Japão e garantiu vaga, neste domingo, para os Jogos Olímpicos de Londres.

É claro que resumir a conquista ao fator caseiro é muito simplista, porque, nos últimos anos, o vôlei turco tem importado técnicos e jogadoras de primeira linha e mostrou que aprendeu muito com esse pessoal. Não é à toa que José Roberto Guimarães treina o Fenehbarçe, não é à toa que ele conta, no time, com jogadoras como a Logan Tom, Sokolova, Fabiana e Yeon-Kung Kim. Não é à toa que os dois últimos campeões europeus de clube, no vôlei feminino, Vakif, ano passado, e Fenehbarçe, este ano, são turcos. Aliás, o técnico da seleção turca é o brasileiro Marco Aurélio Motta, sucedido na seleção canarinho em 2003, por Zé Roberto.

É por essas e por jogadoras como Darnel Neslihan, Eda Erdem e Neriman Oszoy que as turcas estarão nas Olimpíadas. Pode até ser supresa, mas não é à toa.

(foto: CEV.lu)

sábado, 28 de abril de 2012

Os 17 com ele


(foto: fivb.org)

É claro que a convocação de Ricardinho pra disputa da Liga Mundial deste ano monopolizou o noticiário do vôlei neste fim de semana. Até o blog de Bruno Voloch reconheceu. O cara não joga pela Seleção Brasileira desde a Liga Mundial de 2007, quando, aliás, foi até escolhido o melhor jogador do campeonato, e não é pra menos o alvoroço causado pelo retorno dele. Ele é um dos melhores levantadores da história (talvez, o melhor) e sua ausência pode ter sido um dos fatores que levaram o Brasil a não trazer o ouro de Pequim (enfatizo, um dos fatores, um dos!). Todas as explicações sobre o corte dele pro Pan do Rio/2007 me soam estranhas e nem vou repeti-las ou especular. Passou - eu acho. Certo é que a lista de Bernardinho teve muito mais que o nome agora ex-desafeto.

Lucarelli e Maurício foram ótimas convocações. Estão entre os 18 jogadores da primeira fase da Liga Mundial e, ao que parece, concorrem com João Paulo Bravo pela vaga como quarto ponteiro no time definitivo - somente 14 disputarão a fase final da Liga, na Bulgária. Maurício foi campeão da Liga em 2010, mas atuando como líbero reserva de Mário Júnior. Assim como Bravo, se destaca no passe. Já Lucarelli, se aprender a passar e continuar com a potência que tem no ataque, será titular absoluto da seleção no próximo ciclo olímpico. Pensando no presente, com Dante, Murilo e Giba no elenco, o que, teoricamente, faz com que reste apenas uma vaga na posição, acho que João Paulo Bravo e Maurício têm mais chances do que Lucarelli, com pequena vantagem para Bravo, pois tem sido convocado regularmente. Contudo, o exemplo de Marlon, que revezava a titularidade do time com Bruno, deve alertá-lo.

(Convocar Bruno em vez de Marlon tem o mesmo efeito prático do contrário. Os dois têm um estilo parecido, oscilam bastante e não era incomum o reserva terminar uma competição no time principal. No fim das contas, Ricardinho volta mesmo é pra ser titular da seleção.)

Já na saída de rede, a surpresa foi Renan. O cara tem 22 anos e 2,17m e, com Leandro Vissotto, Théo e Wallace, está com o grupo só pela experiência mesmo. Vissotto, que tem sido titular da posição, dificilmente deixará de ser convocado pra fase decisiva da Liga e pras Olimpíadas. Se Bernardinho optar por três opostos, sem problemas, Théo e Wallace (que é o do Cruzeiro, não o do Sesi) estão dentro. Mas, se apenas dois jogadores da posição forem convocados, acho que o cruzeirense tem vantagem, embora Théo tenha sido convocado mais vezes e até tenha sido campeão mundial na Itália/2010.

Serginho e Mário Jr. como líberos era o esperado. Assim como, no meio-de-rede, a não convocação de Gustavo, com Éder, Lucão e Sidão no elenco. Até aqui, uma convocação indiscutível.

O único senão na lista é Rodrigão. Certo, ele foi, pra mim, o melhor jogador da seleção no Mundial da Italia há dois anos, tem uma história longa e vitoriosa no time etc., etc. Mas não vem jogando mais nada. Aliás, esse ano, passou mais tempo na reserva do Sesi do que em quadra. Repito, é o único senão.

Se a seleção não tem mais o favoritismo destacado que teve nos últimos anos, ao menos tem time pra disputar, de igual pra igual, com qualquer um. Conquistar o deca da Liga Mundial e o tri olímpico não são obrigação. Mas elenco para lutar por esses títulos, ao que indica a convocação de ontem, a seleção tem.

sábado, 14 de abril de 2012

Muito além do nervosismo

(foto: FIVB.org)


Vôlei brasileiro anda tenso. Nem nos tempos áureos em que os brazucas se digladiavam em cima e embaixo da rede com os cubanos a coisa era desse jeito. Esse final de ciclo olímpico tem sido desgastante além da conta e a pressão sobre os protagonistas do esporte por aqui parece insuportável.

Os clubes da Superliga (masculina, principalmente) podem ter sido vítimas do fim previsível da hegemonia da seleção brasileira. Também não se descarte o número excessivo de jogos como razão pra que ninguém fale mais a mesma língua na babel do vôlei nacional. Deve haver uma ou outra razão além dessas (más arbitragens, em alguns casos, são o motivo mais visível pro jogador perder a cabeça), mas o fato é que todo mundo está nervoso.

Senão, recordemos.

Na Copa do Mundo masculina, em novembro do ano passado, num jogo contra a Argentina, Serginho foi defender (?!) Murilo de uma bronca de Bernardinho e fez uma sugestão bastante deselegante ao treinador do time. Anúncio de clima pesado na seleção? Prenúncio de tensão exagerada na Superliga.

Já na Superliga, num jogo ainda no primeiro turno entre Sesi e Cimed, em São Paulo, Murilo e Bruno se desentenderam feio por causa de uma marcação duvidosa da arbitragem. Tão feio, que Murilo entrou na quadra catarinense pra discutir com o levantador a respeito do lance. Não foram só eles que perderam a cabeça.

Lorena, que até parece gostar do confronto direto com torcida e jogadores rivais, também já levou a pior desses momentos dissonantes. No segundo turno, em Florianópolis, o oposto do Vôlei Futuro começou a discutir além da conta com a torcida da Cimed e se perdeu em quadra. E houve, ainda, uma discussão dele no segundo jogo semifinal contra o RJX, no Rio, quando teve de ser contido pelos companheiros pra não avançar em cima de Théo, do time da casa.

O RJX, aliás, foi pivô da confusão mais esdrúxula da temporada. Na noite dessa sexta-feira, no terceiro confronto semifinal contra o Vôlei Futuro, Marlon e Riad tiveram de ser apartados pelo time. Riad foi substituído logo em seguida e quis ir embora do ginásio, mas terminou voltando e assistindo, do banco, à derrota carioca.

No fim das contas, os jogadores depois das brigas dizem que "é do jogo", que "até já fizeram as pazes" e aquele lenga-lenga de sempre.

É preciso observar que os alterados não são jogadores inexpressivos, não foram discussões de Zé Buchudo com Mané Dois Toques. São atletas de seleção (ou selecionáveis, vá lá), que jogam em clubes de investimento pesado, que são paparicados por sites, jornais e TVs. E são só mais um reflexo de que alguma coisa está errada no vôlei brasileiro.

Porque a esse destempero em quadra somam-se os episódios de nazi-racismo em Belo Horizonte e em Rio do Sul (aí, na SL feminina), somam-se os ginásios de goteiras inexplicáveis, somam-se os horários e datas de jogos alterados quase em cima da hora pra satisfazer a televisão, somam-se os atletas que se contundiram devido ao excesso de jogos.

Seja no calendário de competições, seja na direção dos clubes, da seleção, das federações, da confederação, seja lá onde for, há algo de podre na quadra brasileira e isso nem a mídia oficial consegue mais esconder.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Em todas. Ou quase

Longe da seleção desde 2008, a levantadora Fofão teve uma temporada sabática. Ou quase. Se não atuou em clube nenhum, não se pode dizer que ficou afastada do vôlei e da mídia.

Primeiro, ela comentou a Liga dos Campeões feminina pelo Bandsports. Depois, foi convidada especial da Globo numa das transmissões da Superliga. E amanhã, ela vai participar de um quadro no Esporte Fantástico, da Record - ao menos, foi o que Virna, aquisição da emissora pra cobertura olímpica, anunciou no twitter.

Ou seja, num tempo em que a TVs se digladiam pelos direitos de transmissão esportiva no país, Fofão tem trânsito livre na telinha. A levantadora está em todas. Mas bem que poderia estar na seleção.

(foto: wikipedia.org)

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Pode desconfiar




O sérvio Ivan Miljkovic tem 32 anos e ainda está em forma. Para quem duvida, o oposto fez 22 pontos no confronto contra o Brasil, em novembro, na Copa do Mundo, e foi o maior pontuador da peleja vencida pela Sérvia. Caso sua seleção se classifique para Londres, o que não parece ser difícil, ele iria para a quarta olimpíada e tentaria repetir o feito de Sydney/2000, quando ajudou a ainda Iugoslávia a conquistar o ouro. Mas, não. Disse que não quer mais saber da seleção, justamente, quando o ciclo olímpico está acabando.



A russa Eugenia Artamonova vai completar 37 anos em julho e foi, certamente, o grande nome do vôlei russo dos anos 90. Sim, da década retrasada. Não fossem as cubanas, é bem possível que ela tivesse em casa uma medalha de ouro olímpica. Contudo, as três pratas que possui (Barcelona/1992, Sydney/2000 e Atenas/2004) não desmerecem sua carreira. O vice-campeonato em 2004 parecia ter encerrado a história da atacante na seleção, mas eis que ela foi convocada, depois de longa ausência, para os Jogos de Pequim/2008. Ela voltou com penteado diferente e com o sobrenome de casada no uniforme, "Estes", quase como se estivesse disfarçada. A tática não funcionou e a Rússia, campeã mundial em 2006, nem chegou às semifinais olímpicas. Isso tudo para dizer que agora, às vésperas do pré-olímpico europeu, Artamonova-Estes foi pré-convocada para defender a seleção russa, numa lista de 22 nomes - só serão 14 em alguns dias.

Meu palpite?

Miljkovic está cansado, não quer saber de jogar pré-olímpico nem Liga Mundial e volta ao time sérvio quando for pra valer, mesmo, em Londres.

Já Artamonova, se jogar, vai jogar o que jogou em 2008, a Rússia vai se classificar apesar disso, e ela vai assistir aos Jogos de Londres pela TV.

((fotos: FIVB.org)

sexta-feira, 30 de março de 2012

Saudade do vôlei

Se a Superliga de vôlei masculino deste ano tem toda a emoção que tem faltado à feminina, a partida que decidiu a série semifinal esta noite, entre Minas e Osasco, em BH, me trouxe uma recordação. Uma das melhores recordações que eu tenho do vôlei.

Comecei, como o pessoal de minha idade, a me interessar pelo vôlei entre o final dos anos 80 e início dos anos 90, quando o time masculino do Brasil brigava com Itália, URSS/CEI/Rússia, Cuba e EUA pelas primeiras posições nos campeonatos mundo afora, e quando o feminino começava a transição que o levou, em meados da década retrasada, ao nivel dos melhores do mundo. A rivalidade com Cuba, naqueles idos, fez nosso vôlei crescer um bocado.

Naquele tempo, posso dizer isso aos mais novos, quem gostasse de vôlei se ligava na Bandeirantes e acompanhava as recém-criadas Liga Mundial e Grand Prix, e aprendia, com o Prof. Paulo Russo, o que era uma China, uma bola de primeiro tempo, um levantamento na entrada ou na saída. Sem querer ser saudosista, mas sendo saudosista, pois sou saudosista, mesmo, não há, hoje, ninguém na TV aberta ou fechada que comente o jogo como o Professor comentava, com didatismo sem repetição, sem adjetivos excessivos, sem maquiar e sem medo de criticar o ídolo que jogasse mal.

Mas, sobretudo, que começou a acompanhar vôlei vinte anos atrás vai se lembrar de Marco Antônio. Ele morreu em 2004, num acidente de carro, mas seus bordões são eternos.

"Vai jorrar petróleo" ou "Afunda, afunda, afunda... a-fun-dou!", quando o ataque era potente e direto na quadra adversária. Mas se o levantador era quem atacava (e pontuava), lá vinha ele com um "Segundinha de primeira". É claro que um saque errado perto do set point merecia um "Que hora, hein!", entretanto, o último ponto era um "Maaaatch point". De todos, o melhor era quando, num lance duvidoso, ele e Paulo Russo concordavam que a marcação deveria ser contra a Seleção Brasileira. Sem pestanejar, ele dizia "A gente torce, mas não distorce" - e um monte de gente hoje deveria levar isso à risca, quando narrasse jogos da seleção brasileira seja lá de que esporte for.

Mas isso tudo foi porque, hoje, o Osasco bateu o Minas. Três sets a zero. Quase posso ouvir Marco Antônio, com sua voz grave, precisa, dizendo que o jogo, 25/18, 25/18, 25/18, "virou receita médica".

domingo, 18 de março de 2012

Rússia, sim. E Polônia também


(foto: zenit-kazan.com)


Em Lodz, na Polônia, o Zenit Kazan bateu esta tarde o Belchatow no tie break e levou o título europeu de clubes. Mais do que a vitória do vôlei russo sobre o polonês, sobressai a constatação de que essas duas escolas são as que, hoje, dominam a modalidade no continente.

É bem verdade que o russo Zenit estava reforçado pelo levantador italiano Vermiglio e pelo ponteiro americano Priddy, mas estava cheio de jogadores da seleção nacional - Mikhailov, Apalikov, Sivozhelev, Volkov e Obmochaev. Do outro lado, o time da casa era praticamente a seleção polonesa, com Winiarski, Kurek, Klos, Woicki, Plinksi, Mozdzoneck e por aí vai. Nas semifinais, eles havia derrotado as legiões estrangeiras, respectivamente, do Trentino (italiano) e do Arkas (turco). Na prática, o ginásio de Lodz assistiu à mais uma decisão entre Rússia e Polônia, que se tornou frequente nos últimos meses.

No fim do ano passado, a dobradinha Rússia e Polônia evitou o tricampeonato brasileiro na Copa do Mundo e, de quebra, ganhou vaga para Londres/2012. Meses antes, os dois times fizeram uma das semifinais da Liga Mundial. Deu Rússia. E a Rússia levou a melhor sobre o Brasil na decisão do campeonato e a Polônia bateu a Argentina na disputa pelo bronze.

Não deixa de ser curioso notar o crescimento de russos e poloneses às portas dos Jogos de Londres, ainda mais pela campanha medonha que fizeram no Mundial de 2010, na Itália: a Rússia foi eliminada pela Sérvia e não chegou às semifinais, enquanto a Polônia levou duas sovas - de Brasil e Bulgária - e não avançou à terceira fase do torneio. Agora, a Polônia é séria candidata ao pódio olímpico e a Rússia, ao ouro.

sexta-feira, 9 de março de 2012

O jogo-campeonato (II)

(foto: CBV)


Se o jogo teve erros de passe demais pro meu agrado, se faltou equilíbrio no primeiro e no terceiro sets e se, no segundo, uma virada estranha (de 3-9 pra 11-9) definiu a sorte em favor das paulistas, o quarto set disputado entre Unilever e Sollys/Osasco, ontem à note, valeu o iongresso. E valeu a liderança da Superliga também, o que é igual a dizer que valeu não jogar contra o Vôlei Futuro nas semifinais.

A quarta e última parcial do jogo foi uma digna final de campeonato: quem o vencesse, terminaria a fase de classificação em primeiro lugar. Na prática, se desse Unilever, era como se o Osasco perdesse por 2-2, e o tie-break não valeria muita coisa. O set foi imprevisível, equilibrado, como vôlei de alto nível é. A diferença foi que Adenizia, no fim do set, começou a pontuar no ataque, o que liberou as ponteiras e deixou atônito o bloqueio da Unilever.

Deram o prêmio de melhor em quadra para Jaqueline, mas eu o teria dado a Adenízia, que, aliás, fez 15 pontos na partida, sendo oito só de bloqueio. Registre-se, também, que Tandara está voltando a atacar com a mesma potência com que atacava no Brusque e no Vôlei Futuro. Se continuar jogando como ontem, duvido que não vá aos Jogos de Londres.

O passe, como tem sido, foi de longe o pior fundamento da partida e foi assim para os dois times. Fernanda Venturini acabou sofrendo mais com a recepção do que Fabíola, que, no geral, distribuiu melhor o jogo do que carioca. No fim das contas, enquanto Fabíola poderia usar Adenízia, Jaqueline, Tandara e Hooker para atacar, Venturini só podia mesmo contar com Sheilla, pois Mari começou bem, mas foi visada pelo saque oposto e sumiu do jogo, e Regiane acabou substituída por Amanda no fim do terceiro set - se Natália fez falta ao Unilever no campeonato todo, ontem fez mais do que de costume.

Semana que vem começam os play-offs. O Osasco enfrenta o BMG/São Bernardo, o Unilever pega o Mackenzie, o Vôlei Futuro encara o Praia Clube e, no confronto mais interessante, Minas e Sesi decidem uma vaga pras semifinais. Tomara que o bom quarto set de ontem seja o tom dos jogos que vêm por aí.

O jogo-campeonato

A fase classificatória da Superliga feminina de vôlei termina hoje com o clássico de sempre. Desde a temporada 2002/2003 o vôlei feminino do Brasil está monopolizado por Rexona/Unilever, de Curitiba/Rio de Janeiro, e BCN/Finasa/Sollys, de Osasco. Eles arrebatam os últimos nove troféus e vêm decidindo os campeoantos nacionais, ininterruptmente, desde 2005. A partida é no Rio de Janeiro e, se vencer sem levar o jogo para o tie-break, o Osasco conclui a fase inicial com a melhor campanha. Senão, o primeiro posto permnanece, merecidamente, com o Unilever.

Com esse regulamento estúpido, que prevê séries melhor-de-três nas quartas e semifinais, mas um jogo só, em local previamente determinado, para a decisão (que vai ser em São Bernardo do Campo, este ano), ser primeiro ou segundo não muda muita coisa, um não terá vantagem sobre o outro, caso a história se repita de novo e eles decidam o título - a vantagem, nessa hipótese, é do Osasco, já que vai jogar numa cidade vizinha.

Quem fizer mais pontos pega o BMG/São Bernardo ou o Pinheiros, que ainda disputam a última vaga para os play-offs, e não deve encontrar muita resistência. Já o time de segunda melhor campanha vai encarar o Mackenzie ou o Praia Clube. É verdade que o Mackenzie tem um time muito voluntarioso, que compensa com juventude, bloqueio e defesa as deficiências no ataque e no passe, e é verdade, também, que o Praia Clube até chegou a vencer o Osasco nesta Superliga. Mas apostar em uma dessas equipes mineiras contra um dos dois gigantes não é recomendável.

O que vale o jogo de hoje, além da rivalidade eterna, é ver, mesmo, quem escapa de um possível confronto nas semifinais contra o Vôlei Futuro, único time da Superliga que conseguiu bater Osasco e Unilever. É preciso admitir que o time de Araçatuba, com Paula, Walewska, Fernanda Garay e Sikora, tem sido melhor no papel do que na quadra. Porém, depois de haver titubeado bastante durante a campanha, perdendo, até, um tie-break para o Minas em que vencia por 14-8, as meninas ganharam vida nova com a virada sobre o Unilever há três dias. (Na ocasião, o time de Bernardinho vencia por 2-0 e sucumbiu em cinco sets.)

Do outro lado da chave, nessa semifinal hipotética, quem terminar a fase na liderança vai pegar o vencedor da série entre o Minas e o Sesi, confronto que, no papel, deve ser mais fácil do que contra o VF.

Tomara que os dois times estejam pensando nisso e que seja um jogão.

sexta-feira, 2 de março de 2012

País olímpico e do vôlei também

(foto: terra.com.br)
Terça-feira, 29: por causa de umidade na quadra do Capoeirão, em Florianópolis, Cimed e Sesi atrasam confronto pela Superliga masculina de vôlei em quase duas horas. Para amenizar a situação, a organização improvisa ventilares no fundo de quadra.



Quarta-feira, 30: noutra partida da Superliga masculina, agora, em Belo Horizonte, o oposto Wallace, do Cruzeiro e da Seleção Brasileira, foi vítima de racismo. Na partida contra o Minas, ao que parece, uma mulher o chamou de “macaco” e proferiu outros xingamentos racistas. Até agora, nada aconteceu, além de uma nota oficial em que a CBV diz que repudia o fato. (foto: Alexandre Arruda - cbv.com.br)

Em duas noites consecutivas, com TV ao vivo e com quatro dos cinco melhores times do país em quadra, o Brasil mostrou que o vôlei, esporte que mais lhe rendeu vitórias nas últimas duas décadas, é dirigido com profissionalismo e zelo, e que, sobretudo, o país merece receber uma Olimpíada. É pra se orgulhar ou não é?

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Lugar do confronto

foto: fivb.org (divulgação)


A federação de vôlei dos EUA anunciou, nessa sexta-feira, que a cidade californiana de Long Beach é a sede do pré-olímpico masculino da Norceca. O torneio terá oito equipes da América do Norte e Central, e classificará o campeão para as Olimpíadas de Londres e o segundo e terceiro lugares para os pré-olímpicos mundiais, em junho.

As seleções do Canadá, Costa Rica, México, Porto Rico, República Dominicana e Trinidad e Tobago vão tentar atrapalhar a vida de cubanos e norte-americanos, que são as que ambicionam realmente alguma coisa.

Desde que conquistaram o ouro em Pequim/2008, o time masculino dos EUA não desempenhou bom papel em nenhuma competição de que participou e jamais encontrou um substituto razoável pro levantador Lloyd Ball – que já disse que pretende voltar ao time para disputar os Jogos. Também é visível que titulares absolutos do time, como os atacantes Priddy e Stanley, não repetirão mais o vôlei que mostraram há quatro anos, o que deixa o ataque do time muito dependente do novato Matthew Anderson. Também está muito claro que a equipe sente falta do treinador vitorioso de há quatro anos, o neozelandês Hugh McCutcheon, que está com a seleção feminina.

Por outro lado, Cuba tem uma bastante geração promissora, que é, inclusive, atual vice-campeã mundial. Ocorre que alguns dos mais talentosos do time, como Leal, Simón e Hierrizuelo, não atuaram pela seleção no ano passado, como castigo por, supostamente, haverem planejado uma fuga para quando da Liga Mundial. Dos que restaram daquele time de 2010, León e Camejo são os maiores destaques e podem, se contarem com um bom campeonato do instável Hernandez, classificar a ilha para as Olimpíadas, fato que não aconteceu nas duas últimas edições.

O torneio da Norceca será disputado entre os dias 7 e 12 de maio.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Não era zebra

O vôlei da Coreia do Sul vive dias tenebrosos. A promotoria militar – sim, militar – de Daegu investiga uma denúncia de manipulação de resultados da V-League em partidas no período de 2009 a 2011. Entre atletas e ex-atletas, 15 pessoas já teriam sido ouvidas na investigação. Três jogadores (dois deles aposentados) e um corretor de apostas estão presos desde o último dia 8.

As suspeitas recaem sobre alguns jogadores do time masculino do Seongnam Sangmu, que teriam sido aliciados por apostadores nessas temporadas. A equipe é formada por jogadores alistados nas Forças Armadas do país. Com o escândalo, os militares resolveram retirar a equipe da competição a dez rodadas do fim do nacional. Essa decisão abrangeu, inclusive, o time feminino.

A última vez que o vôlei coreano esteve numa Olimpíada foi com as mulheres, em Atenas/2004 – o masculino não vai desde os Jogos de Sydney/2000. É nítido que a modalidade no país, que um dia foi famosa por seus treinadores ásperos e seus jogadores com capacidade infinita de defesa, segue na contramão do desenvolvimento do esporte na Coreia do Sul.

Se a única medalha olímpica que o vôlei de lá possui é um bronze feminino em Montreal/1976, o vôlei não tem feito falta aos coreanos, que, nas duas últimas olimpíadas, figuraram entre os dez primeiros do quadro geral de medalhas. Não será surpresa se um escândalo como esse sepultar, de vez, o vôlei no país.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Caderno de saúde




Noticiário esportivo. Certo?

Basquete
Anderson Varejão teve uma fratura detectada na mão direita e ainda não sabe quando vai atuar de novo pelo Cleveland Cavaliers.

Ginástica
Com ombro lesionado, Diego Hypólito não foi ao pré-olímpico e diz que fará o possível pra adiar cirurgia e poder competir em Londres.

Judô
Tiago Camilo sofre lesão no ombro e só vai para as Olimpíadas, se Hugo Pessanha não conseguir os pontos necessários para conseguir a vaga olímpica.

Vôlei
Por causa de uma fratura por stress, Giba vai operar a tíbia e não atua mais nesta Superliga. *** Depois de nova cirurgia pra retirar, em dezembro, um tumor da perna esquerda, Natália ainda não voltou às quadras.