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terça-feira, 21 de julho de 2009

Redenção

Depois da prata nos Jogos Pan-Americanos de 2007, quando foi prata nos 10Km, Poliana Okimoto ficou carente de bons resultados. A maior nadadora de mar aberto do Brasil deixou de frequentar o pódio nas principais provas mundo afora e ainda viu seu reinado no cenário nacional ser ameaçado por Ana Marcela Cunha – que, inclusive, terminou à frente de Poliana a prova nas Olimpíadas de Pequim.

Prata no Mundial de Mar Aberto em Nápoles/2006, nas distâncias de 5 e 10 Km, Poliana mostrou que se dá bem em águas italianas e voltou ao pódio no Campeonato Mundial de Roma, com uma medalha de bronze. O fôlego gasto nas últimas braçadas, quando lutou contra a espanhola Yurema Requena, terá de ser recuperado para depois de amanhã, quando competirá na prova dos 10Km. Se a prova de hoje cedo a deixou cansada, é bem verdade que deve tê-la motivado o suficiente para esquecer a fadiga e pensar noutro pódio.

Meio segundo

Foi por muito pouco que a russa Larisa Ilchenko não conquistou, em Roma, o hexacampeonato mundial na prova de 5Km em mar aberto. O ouro ficou com a australiana Melissa Gorman. Entretanto, a russa ainda poderá sair da Cidade Eterna com uma medalha de ouro na bagagem. Na prova dos 10Km, na qual é atual tricampeã do mundo e campeã olímpica, Ilchenko poderá subir no topo do pódio mais uma vez, mantendo sua saudável rotina de vitórias, quebrada, momentaneamente, por meio segundo – una cabeza, como diz o tango.

Comparação inevitável

Pode ser precipitado – e é provável que seja, mesmo. Mas é quase impossível não comparar o britânico Tom Daley com o maior saltador ornamental da história, Greg Louganis.

Todos recordam as quatro medalhas de ouro de Greg Louganis nos Jogos Olímpicos de Los Angeles/1984 e Seul/1988, as quatro possíveis dos Saltos Ornamentais, na época – Trampolim de 3m e Plataforma de 10m. Entretanto, sua história olímpica começou nos Jogos de 1976, em Montreal: Louganis tinha apenas 16 anos de idade e ficou com a prata na Plataforma de 10m. Dois anos depois, despontou furiosamente como melhor atleta do esporte, vencendo, no Mundial de Berlim, as provas de Trampolim e Plataforma. Esse é o mito.

Quando competiu em Pequim, com 14 anos, Daley era uma promessa. O sétimo lugar na Plataforma lhe deu o direito de pensar em medalha para os Jogos de Londres, quando competirá em casa.

No entanto, se é para ser precoce, a promessa, neste 21 de julho de 2009, deixou, precocemente, de ser promessa. Tom Daley, se tornou campeão da prova da Plataforma de 10m no Mundial de Roma, aos 15 anos de idade. Mais jovem do que Louganis quando venceu o primeiro mundial e do que quando ele ganhou uma medalha olímpica. Sua precocidade encontra anteparo na da chinesa Fu Minxia, campeã mundial em 1991, com 12 anos, e Olímpica, em 1992, com 13 – a mais jovem de todo o olimpismo moderno.

A partir de agora, que é aspirante a mito, o prodígio britânico terá sobre os ombros e as piruetas a expectativa de sua torcida e da mídia de todo o mundo. Sobre ele não recai o favoritismo ao ouro, mas a perspectiva de ser um dos maiores da história.

domingo, 19 de julho de 2009

Mergulho profundo

Quando parecia que a China dominaria totalmente as provas de Saltos Ornamentais no Mundial de Roma, eis que uma mexicana recebe uma nota 10 e frustra os planos dos orientais. Paola Espinosa, que ainda vai completar 23 anos no próximo dia 31, conquistou, ontem, o ouro na prova da Plataforma de 10m. Para chegar ao primeiro ouro de seu país em mundiais de Desportes Aquáticos, ela teve de superar as chinesas Chen Ruolin, ouro na prova nas últimas Olimpíadas, e Kang Li, que ficaram, respectivamente, em 2º e 3º lugar. O título mereceu, até, um telefonema de congratulações do Presidente do México, Felipe Calderon.

Paola Espinosa, embora muito jovem, já tem uma medalha olímpica no currículo. Saltando com Tatiana Ortiz, em Pequim, ela ficou com o bronze no Salto Sincronizado da Plataforma de 10m. Na prova individual daqueles Jogos, ela ficou na quarta posição. O título em Roma concretiza, finalmente, a promessa de seis anos atrás, quando, com apenas 17 anos, no Mundial de Barcelona, ela ficou com o bronze na prova do Salto Sincronizado do Trampolim de 3m.