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domingo, 29 de abril de 2012

Pode correr



O velocista britânico Dwain Chambers está apto a disputar uma vaga nos Jogos Olímpicos de Londres. Pelo menos, é o que determina a decisão da Corte Arbitral do Esporte (CAS). Ela contrariou a Associação Olímpica Britânica (BOA, na sigla em inglês), que o havia banido por envolvimento no escândalo de doping da Balco, em 2003. O julgamento começou no mês passado e sentença foi divulgada hoje.

Chambers foi medalhista de bronze nos 60m rasos, no Mundial indoor de Atletismo de Istambul, mês passado. Sua única participação olímpica foi em Sydney/2000, quando foi quarto colocado nos 100m rasos. Desde que voltou a competir, em 2006, o corredor só conseguiu uma única vez uma marca abaixo dos 10s nessa prova. Por outro lado, desde 2008, ele sempre termina a temporada como britânico mais rápido do ano.

Em março, o presidente da comissão organizadora dos Jogos de Londres, Sebastian Coe, se pronunciou favorável ao banimento do atleta. Mesmo que contrarie a lógica dos últimos anos e Dwain Chambers não consiga vaga no time britânico, a decisão cria jurisprudência para derrubar a resolução da BOA, que bane do esporte quem tiver suspensão igual ou superior a dois anos por uso de doping.

(foto: iaaf.org)

domingo, 11 de março de 2012

O Lord não perdoa


(foto: iaaf.org)



Com a nobreza que o título de Lord lhe confere e com a autoridade de presidente da comissão organizadora dos Jogos, o ex-corredor Sebastian Coe foi taxativo: não quer que o velocista britânico Dwain Chambers compita nos Jogos. Ele alega que, se o Associação Olímpica Britânica (BOA, em inglês) baniu o corredor, não há por que um outro organismo (a Corte Arbitral do Esporte, no caso) modificar tal decisão.

Em 2003, Chambers foi punido com dois anos de suspensão por haver testado positivamente para o esteróide anabolizante THD (tetrahidrogestrinona), droga que, até aquele ano, não era detectada pelos exames de controle antidopegam. Ele foi um dos envolvidos no escândalo da Balco, laboratório norte-americano que fornecia essa substância aos atletas. O escândalo envolveu, inclusive, norte-americanos campeões olímpicos de Sydney/2000, como os ex-esposos Marion Jones e Tim Montgomery. Jones perdeu as cinco medalhas que conquistou (três de ouro) e Montgomery, medalhista de ouro no revezamento 4x100m, perdeu o recorde mundial dos 100m rasos, do qual era o detentor desde 2002.

Pelo regulamento da Associação Olímpica Britânica, o atleta nacional suspenso por dois anos ou mais pelo uso de doping fica impedido de disputar competições representando a entidade. Ou seja, Chambers pode disputar um campeonato mundial - como disputou o de Istambul e foi bronze nos 60m rasos - mas não pode participar dos Jogos Olímpicos.

A única participação olímpica de Dwain Chambers foi em Sydney. Na ocasião, ele ficou em quarto lugar nos 100m rasos, com o tempo de 10s08 na final. O título mais epressivo de sua carreira veio justamente depois da suspensão, quando foi o homem mais rápido do mundial indoor de Valência, em 2010.

A Corte Arbitral do Esporte (CAS) decide nesta segunda-feira se essa pena imposta pelo comitê britânico é válida. Se o CAS disser que o banimento é injusto, para desgosto do Lord Seb Coe, Chambers poderá pleitear vaga no time britânico que corre em casa.