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terça-feira, 17 de abril de 2012

Em Brasília, hora de aquecer



Começou a temporada internacional do vôlei de praia. Em Brasília, sede da primeira etapa do circuito mundial, foram disputadas hoje as duas primeiras rodadas da chave principal feminina. Quatro duplas brasileiras seguem com chances e a final das mulheres será nesta sexta-feira - no masculino, a decisão é no domingo. Invictas, as duplas Juliana/Larissa e Walsh/May cumprem o dever do favoritismo e seguem rumo a uma final aguardada. Há muito tempo aguardada. E não exatamente para o Distrito Federal.

Embora se admita que há boas duplas no circuito, como o time chinês Xue/Zhang Xi e o norte-americano Kessy/Ross, ninguém nega que hoje o confronto mais esperado do vôlei de praia feminino seja entre Juliana/Larissa e Walsh/May.

Quatro anos atrás, quando (diga-se) o favoritismo seria total das americanas, a contusão no joelho de Juliana, semanas antes dos Jogos, tirou qualquer chance de um duelo entre os times em Pequim. Convém dizer que, mesmo que Juliana tivesse disputado aquelas olimpíadas e estivesse bem fisicamente, ainda teria sido muito difícil o título mudar de mãos: Walsh e May atropelaram todo mundo e, assim como em Atenas/2004, penduraram a medalha no pescoço sem perder um único set que fosse.

Em Londres, se tudo ocorrer como esperado, é possível que a decisão dos Jogos Olímpicos tenha o confronto que faltou em 2008. E dessa vez, até pelo título mundial que conquistaram em Roma, ano passado, justamente sobre Walsh e May, é provável que Juliana e Larissa sejam apontadas como favoritas. Mas mesmo com o campeonato mundial no currículo, esse favoritismo vai ser sempre posto em dúvida, já que do outro lado da rede está a única dupla bicampeã olímpica da história.

Ainda faltam pouco mais de três meses para as Olimpíadas. O circuito mundial terá nove etapas até lá, e servem como prévia ou aquecimento. Um bom aquecimento. Como essa, em Brasília.

domingo, 28 de novembro de 2010

E o prêmio deve ir para...

Entre as mulheres que concorrem o Prêmio Brasil Olímpico, Juliana e Larissa conquistaram o Circuito Mundial de Vôlei de Praia pela quinta vez. Contudo, como não é novidade uma dupla brasileira levantar o título do circuito – só no feminino, esse foi o 16º título em 19 edições disputadas –, é muito difícil que a dupla receba o prêmio.

Ficam Ana Marcela Cunha e Fabiana Murer. Páreo duro.

Ana Marcela venceu a Copa do Mundo de Maratona Aquática, igualando o feito que fez com que Poliana Okimoto fosse considerada favorita ano passado. Já Fabiana Murer conquistou o título da Diamond League no salto com vara. Aí, alguém dirá que ela o fez sem a presença de Yelena Isinbayeva, a dona da prova. Prêmio para a nadadora baiana? Ainda não.

Se ambas conquistaram o circuito mundial de sua modalidade (pois a Copa do Mundo e a Diamond League são isso, circuitos mundiais), a exemplo, até, do que Juliana e Larissa fizeram, e ainda se pode dizer que a conquista de Fabiana foi ofuscada por uma ausência, o que dizer de um campeonato mundial?

Enquanto Ana Marcela ficou em 6º na prova dos 10 Km do Mundial de Maratona Aquática, no Canadá, e em 3º na prova dos 5 Km, Fabiana Murer venceu, em Doha, o Mundial indoor de Atletismo. E se não enfrentou Isinbayeva na Liga de Diamante foi porque a derrotou nessa competição – resultado que fez a russa desistir de competir pelo resto do ano.

Assim, mesmo levando em conta que Ana Marcela Cunha foi uma gigante nas etapas da Copa do Mundo e que Juliana e Larissa ratificaram a condição de melhor dupla brasileira do Vôlei de Praia, vai ser muito injusto se Fabiana Murer não receber a honraria. Tão injusto quanto foi não premiar Poliana Okimoto ano passado.