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domingo, 1 de abril de 2012

Invictos


(foto: ittf.com)

A China venceu os mundiais masculino e feminino de tênis de mesa por equipes. Melhor do que isso: as duas seleções não foram derrotadas em nenhuma série melhor-de-cinco por nenhuma outra seleção. Mas o time masculino foi melhor: fez 3 a 0 em todas os confrontos e saiu de Dortmund, na Alemanha, sem que ninguém conseguisse bater qualquer um de seus jogadores (o time feminino perdeu uma partida nas semifnais, contra Hong Kong, e por isso o título desta postagem é só "Invictos", e não "Invictos e invictas").

(Explicação rápida: nesse mundial, não há confrontos de duplas, só partidas de simples.)

Será que, em Londres, alguém consegue parar os chineses bons de mesa? Difícil, já que, desde a inclusão do tênis de mesa nas olimpíadas, em Seul/1988, a China só não levou quatro medalhas de ouro em disputa, ficando com os outros 20 ouros possíveis (em Atlanta/1996, Sydney/2000 e Pequim/2008, todos os títulos foram chineses).

Antes que eu esqueça, o Brasil terminou o campeonato em 28º lugar, no masculino, e em 36º, no feminino. Isso quer dizer que os dois times segue, para 2014, no Mundial de Tóquio, na segunda divisão. São cinco as divisões no masculino e quatro no feminino, cada uma contando 24 times.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Youtube Olímpico V

Pequim, 2008. O atirador norte-americano Matthew Emmons chegou às Olimpíadas lutando pelo bicampeonato. Em Atenas, com a vitória na prova da Carabina Deitado 50m, o homem foi o único ianque, no tiro masculino, a conquistar uma medalha de ouro. Por isso, na China, recaíam sobre a arma dele as maiores chances de título do país.

Emmons disputou duas provas. Tentava novamente o título na prova que o consagrou na Grécia, mas ficou em segundo lugar. Perdeu para o ucraniano Artur Ayvazyan, que disputava sua terceira olimpíada e jamais havia conquistado medalha alguma. Para não sair de Pequim sem conhecer o ponto mais alto do pódio, restava-lhe a Carabina de Três Posições.

Convém dizer que Emmons, em Atenas, atirou nessa prova e não se saiu bem, terminou apenas em oitavo lugar. Só que, quatro anos mais tarde, esta parecia ser a competição que renderia um ouro.

Depois de chegar à final em segundo lugar, o atirador do Tio Sam assumiu a liderança do concurso logo no primeiro disparo. Nos oito tiros seguintes, a distância dele em relação à concorrência só aumentou. No décimo e último tiro, sua vantagem para o vice-líder, o chinês Qiu Jian, era de 1,4 ponto. Para se ter ideia do que isso representa, quando atirou pela última vez, Jian fez 10,0 pontos (a mosca vale 10,9 pontos). Bastava, portanto, um tiro de 8,7 para Emmons ficar com o título, ao passo que seu pior tiro, na sessão final, havia sido 9,7. Traduzindo, quando Matthew Emmons foi atirar pela última vez, era só por protocolo, pra cumprir tabela, o ouro era barbada. E, para completar a festa de Emmons, o segundo colocado era um chinês, resultado importante para os Estados Unidos na guerra quente contra os anfitriões no quadro de medalhas.

Mas ele, inexplicavelmente, falhou. De tão ruim, seu tiro não apareceu nem dentro do alvo eletrônico da TV. Com o inacreditável 4,4, Matthew Emmons fez o pior tiro dentre todos os finalistas, deixou boquiaberta a comentarista de TV (na verdade, Katerina Emmons, atiradora da República Tcheca, campeã em Pequim, e esposa de Matthew), e - dá pra adivinhar, mesmo sem saber mandarim - deixou entre atônito e eufórico o narrador da televisão chinesa, pensando, certamente, noutro ouro do time da casa. Mais do que isso: Emmons terminou em quarto lugar, sem medalha, sem pódio, sem nada.