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sábado, 30 de junho de 2012

Resta um

O pré-olímpico feminino de basquete da Turquia se revelou generoso com as seleções europeias. Das cinco vagas em jogo, quatro foram definidas ontem, nos confrontos das quartas de final, e se viram arrebatadas pelos quatro times do Velho Continente. Assim, Croácia, que nem havia participado do último mundial, Rep. Tcheca, atual vice-campeã do mundo, França e Turquia vão a Londres.

(Comentário necessário: assim como no pré-olímpico de boxe masculino e de vôlei feminino, a Turquia se aproveitou do fator casa.)

Agora, Argentina, Canadá, Coreia do Sul e Japão disputam a vaga restante. Pela campanha que fez no campeonato mundial de dois anos atrás, quando terminou entre as oito primeiras do torneio, dá pra pensar que as sul-coreanas sejam favoritas ao lugar que restou no avião olimpico.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Últimos times

A partir da próxima segunda-feira, o basquete começa a definir as últimas equipes classificadas para os Jogos Olímpicos. As últimas, mesmo. Porque todos os outros esportes coletivos já definiram seus representantes.

Semana que vem, em Ankara, na Turquia, 12 seleções definem as cinco últimas vagas para o basquete feminino. Na semana seguinte, em Caracas, Venezuela, 12 brigarão pelas três vagas restantes no masculino.

Em ambos os pré-olímpicos, o mesmo sistema de disputas: na primeira fase serão quatro grupos com três times, passando os dois melhores aos mata-matas. No feminino, quem vencer o primeiro jogo play-off estará classificado automaticamente para Londres, restando, aos quatro perdedores, lutar por uma vaga. No masculino, os vencedores do primeiro play-off irão às semifinais, onde, aí, sim, os dois ganhadores se classificarão para Londres, ao que os perdedores se baterão pelo terceiro posto.


Basquete Feminino - Ankara, Turquia - 25/6 a 1º/7

Grupo A - Turquia, Japão, Porto Rico
Grupo B - Rep. Tcheca, Nova Zelândia, Argentina
Grupo C - Croácia, Coreia do Sul, Moçambique
Grupo D - França, Mali, Canadá

Basquete Masculino - Caracas, Venezuela - 02/7 a 08/7

Grupo A - Grécia, Porto Rico, Jordânia
Grupo B - Venezuela, Lituânia, Nigéria
Grupo C - Coreia do Sul, Rússia e Rep. Dominicana
Grupo D - Macedônia, Angola, Nova Zelândia

domingo, 27 de maio de 2012

Ligeiro balanço

A vitória da Sérvia por 3-2 sobre o Japão classificou os dois times para os Jogos de Olímpicos. As duas últimas vagas do vôlei feminino. Dançou a Tailândia. Hora de fazer o balanço.

Serão, em Londres, quatro times diferentes em relação a Pequim. Saem Cuba, Venezuela, Cazaquistão e Polônia, entram República Dominicana, Coreia do Sul e as estreantes Turquia e Grã Bretanha. Nada excepcional. A título de comparação, de 2004 para 2008, foram quatro equipes novas também.

A grande estreia é mesmo a Turquia, vôlei que investiu em profissionais estrangeiros nos clubes e no comando técnico da seleção. Porque a estreia da Grã Bretanha não vai acrescentar um grama ao peso da competição, é estreia com cara de despedida.

Cuba é a ausência mais dolorosa. Mas só pela tradição, pelo nome, pela camisa. A bola que as chicas vêm jogando não faz falta. Mas que vai ser estranho uma olimpíada sem elas, isso vai ser.

Favoritismo é, pela ordem, da Itália (que sempre fraqueja nessas horas) e dos EUA. Mas ninguém menospreze a força das russas, das brasileiras e das chinesas. O pódio não deve ter ninguém fora desse grupo celeto e de sempre. Também não se substime o Japão, que não joga nada há dois anos, mas foi bronze no mundial de 2010. Turquia e Coreia do Sul devem dar algum trabalho, são seleções emergentes, mas não devem ir além das quartas - o que não será mau para elas. As outras seleções devem fazer figuração. Só.

sábado, 26 de maio de 2012

Fiel da balança


Exceto para a Rússia, que já se classificou, e para Taiwan e Peru, já que ninguém achava mesmo que fossem pras Olimpíadas, a madrugada promete muita emoção no pré-olímpico feminino de vôlei. Ou não! Porque se Cuba vencer a Tailândia, no primeiro jogo da rodada derradeira, Coreia do Sul, Japão e Sérvia nem precisarão entrar em quadra para irem aos Jogos de Londres.

Triste que o vôlei das cubanas só tenha relevância, num pré-olímpico, por um resultado que possa interessar a terceiros. Triste que o time nem ia disputar o campeonato por falta de grana e ficou fora das olimpíadas por falta de bola.

Cuba é tricampeã olímpica e tri-mundial. Hoje, é só o fiel da balança, é o time que divide os classificados e os eliminados. Essas "chicas" não saltam.

(foto: FIVB.org)

sábado, 19 de maio de 2012

Acabou a pose




Depois de ter ameaçado não disputar o pré-olímpico feminino de vôlei no Japão, por falta de dinheiro, a Seleção Cubana corre, de fato, o risco de não se classificar para Londres. E na bola, não na grana. Porque o time perdeu por 3-0 da Coreia do Sul na estreia do pré-olímpico e a eliminação parece eminente. Se não for aos Jogos, será uma pena, porque a tradição cubana no vôlei é imensa, mas não será injusto, porque faz tempo que as chicas não assustam ninugém.

Além de Cuba e Coreia do Sul, participam do torneio a Rússia e a Sérvia, representando a europa, o Peru, pela América do Sul, e Japão, Taiwan e Tailândia, que são os asiáticos ao lado das sul-coreanas. A distribuição de vagas é generosa: os três primeiros colocados na competição, que é de pontos corridos, se classificam para Londres, bem como o melhor asiático fora desse grupo. Como indica minha calculadora científica, são quatro vagas para oito times, concorrência de um para dois, o que é só matemático, não é prático.

Na prática, Peru, Tailândia e Taiwan não oferecem muito risco a ninguém. Uma vitória de alguém do trio contra alguém do quinteto será surpresa, zebra, mesmo! Sobram, de fato, cinco times para quatro vagas.

A Rússia, mesmo com a força que tem feito para perder títulos, não ficará fora dos Jogos de Londres. Nem que queira. O Japão, pela tradição que tem, pela campanha que fez no mundial de 2010 e pelo fato de jogar (de novo) em casa, também não deverá ficar sem vaga para as Olimpíadas. Sobram Sérvia, Cuba e Coreia do Sul para duas vagas.

Nas condições normais, Cuba nem estaria jogando esse pré-olímpico, mas teria, sim, ficado com a vaga da Norceca - que perdeu para a República Dominicana. O ciclo olímpico das cubanas é tenebroso, é ainda pior do que fora o de Pequim/2008. Há muito tempo o time não faz uma campanha decente no Grand Prix e fez um mundial bisonho no Japão, há dois anos, quando perdeu sete dos onze jogos que disputou. Some-se aí o eterno fantasma desertor, quando as jogadoras ouvem o canto sereia capitalista e abandonam a seleção noutro pais, fenômeno que se acentuou bastante nos últimos anos e tirou algumas das melhores jogadoras da ilha. Por isso, como as condições não são nada normais, Cuba perder para a Coreia do Sul foi normal. E não será nenhum assombro se perder para as russas e japonesas.

Se não ocorrer nada fora do previsto, resta às cubanas um jogo pela classificação. Nesta quarta-feira, pela quarta rodada, as caribenhas enfrentam a Sérvia. Se vencerem, as chances de visarem o passaporte para o Reino Unido são grandes; se perderem, dirão que a ajuda que a FIVB deu ao time foi dinheiro desperdiçado. Haja o o que houver nesse pre-olímpico, é triste ver o que o voleibol mais vitorioso dos anos 90 está jogando em 2012.

(foto: FIVB.com)

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Luvas de casa



No mundial masculino de boxe amador do ano passado, em Baku, que distribuía entre seis e dez vagas olímpicas para cada uma das 11 categorias de peso, os turcos não conseguiram nada. Zero vaga. Mas, aí, no pré-olímpico europeu, que terminou no último sábado, a reviravolta. Enquanto França e Grã Bretanha conquistaram duas vagas cada uma, e Rússia, Itália e Alemanha só aumentaram em um o número de seus atletas no ringue londrino, a Turquia carimbou logo seis passaportes. O pré-olímpico foi em Trabzon, na Turquia, e isso pode explicar essa enxurrada turca no torneio continental. E traz, por que não?, boas perspectivas para o córner brasileiro também.

O pré-olímpico das Américas é entre 4 e 13 de maio, no Rio de Janeiro. O Brasil já tem três vagas asseguradas (todas muito bem conquistadas no mundial) e deve conseguir mais algumas. Talvez, até, supere o número de seis lutadores numa Olimpíada, recorde nacional estabelecido em Helsinque/1952 e igualado em Atlanta/1996, Sydney/2000 e Pequim/2008. Não só porque Cuba, o bicho papão, já tenha sete classificados e só possa pleitear mais quatro vagas, mas porque lutar em casa propicia esses milagres. Por quê?

Não sei. Sei, porém, é que o santo caseiro dos ringues, que esteve na Turquia semana passada, já deu um título pan-americano ao brasileiro Pedro Lima, no Rio/2007, na categoria meio-médio ligeiro, mas ele, sequer, conseguiu representar o país em Pequim. Se o pré-olímpico tivesse sido aqui, e não, no Caribe...

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Rumo aonde?

Começa hoje o pré-olímpico mundial de handebol masculino. O Brasil, castigado por não ter vencido o Pan de Guadalajara, joga contra a Suécia, a Hungria e a Macedônia. Os quatro jogam entre si e os dois melhores vão para Londres. A lógica diz que o time brasileiro volta para casa. Não é?

A Suécia tem tradição no esporte, já ganhou medalha olímpica e joga em casa. É favorita. A briga pela segunda vaga é entre Hungria e Macedônia.

Os húngaros nunca fizeram nada muito extraordinário no esporte. Até que chegaram às semifinais em Atenas/2004, mas ficaram fora da edição de Pequim. Os macedônios, sem Alexandre, o Grande, e sem o restante da ex-Iugoslávia, não contam histórias de grandes feitos, nunca foram a uma olimpíada, nem mesmo disputaram o mundial de 2011.

Isso, é claro, não deve iludir ninguém: o Brasil vai, mesmo, correr por fora nessa briga, porque não tem handebol para encarar time nenhum do segundo escalão do handebol europeu. Se conseguir a classificação olímpica, será uma zebra, não será nada do tipo "isso comprova a evolução do handebol brsaileiro" e coisas assim. Porque o que evoluiu no handebol nacional, esses últimos anos, foi o jogo da seleção feminina e só - não amplio os horizontes dessa constatação, sequer, para o handebol feminino em si.

Hoje, ao meio-dia, o Brasil enfrenta a Suécia. Amanhã, às 08h30, pega a Hungria. E no domingo, às 09h30, joga contra a Macedônia. A ESPN transmite as partidas.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Lugar do confronto

foto: fivb.org (divulgação)


A federação de vôlei dos EUA anunciou, nessa sexta-feira, que a cidade californiana de Long Beach é a sede do pré-olímpico masculino da Norceca. O torneio terá oito equipes da América do Norte e Central, e classificará o campeão para as Olimpíadas de Londres e o segundo e terceiro lugares para os pré-olímpicos mundiais, em junho.

As seleções do Canadá, Costa Rica, México, Porto Rico, República Dominicana e Trinidad e Tobago vão tentar atrapalhar a vida de cubanos e norte-americanos, que são as que ambicionam realmente alguma coisa.

Desde que conquistaram o ouro em Pequim/2008, o time masculino dos EUA não desempenhou bom papel em nenhuma competição de que participou e jamais encontrou um substituto razoável pro levantador Lloyd Ball – que já disse que pretende voltar ao time para disputar os Jogos. Também é visível que titulares absolutos do time, como os atacantes Priddy e Stanley, não repetirão mais o vôlei que mostraram há quatro anos, o que deixa o ataque do time muito dependente do novato Matthew Anderson. Também está muito claro que a equipe sente falta do treinador vitorioso de há quatro anos, o neozelandês Hugh McCutcheon, que está com a seleção feminina.

Por outro lado, Cuba tem uma bastante geração promissora, que é, inclusive, atual vice-campeã mundial. Ocorre que alguns dos mais talentosos do time, como Leal, Simón e Hierrizuelo, não atuaram pela seleção no ano passado, como castigo por, supostamente, haverem planejado uma fuga para quando da Liga Mundial. Dos que restaram daquele time de 2010, León e Camejo são os maiores destaques e podem, se contarem com um bom campeonato do instável Hernandez, classificar a ilha para as Olimpíadas, fato que não aconteceu nas duas últimas edições.

O torneio da Norceca será disputado entre os dias 7 e 12 de maio.