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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Tem de ler

A entrevista desta semana nas páginas vermelhas da IstoÉ (edição 2207) é com Magic Paula. Ela ataca a estrutura do COB, das confederações, reclama do amadorismo dos dirigentes do esporte nacional e fala do programa da Petrobras voltado para o esporte que ela administra. Ela acredita que, em Londres, este ano, o Brasil deve “manter ou diminuir o número de medalhas conquistadas em Pequim”.

Também lembrou que, nos Jogos de Atlanta/1996, a Seleção Brasileira feminhttp://www.blogger.com/img/blank.gifina de basquete, que chegou com status de campeã do mundo, “teve de arranjar uma costureira brasileira para ajustar o uniforme, porque ele era o mesmo do masculino”.

Ela conta, ainda, que precisou fazer terapia pra se acostumar à ideia de parar com o basquete e confessa: “a rivalidade Paula x Hortência me deixou com sequelas, me fez mal.”

“Uma das causas da grande demora da seleção em conquistar títulos foi porque eu e ela não conseguíamos separar isso (a rivalidade) quando estávamos ali. Cada uma carregava a camisa do clube”, diz a ex-jogadora, tão corajosa com as palavras quanto era habilidosa com a bola na mão.

O resumo da entrevista está aqui.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Caderno de saúde




Noticiário esportivo. Certo?

Basquete
Anderson Varejão teve uma fratura detectada na mão direita e ainda não sabe quando vai atuar de novo pelo Cleveland Cavaliers.

Ginástica
Com ombro lesionado, Diego Hypólito não foi ao pré-olímpico e diz que fará o possível pra adiar cirurgia e poder competir em Londres.

Judô
Tiago Camilo sofre lesão no ombro e só vai para as Olimpíadas, se Hugo Pessanha não conseguir os pontos necessários para conseguir a vaga olímpica.

Vôlei
Por causa de uma fratura por stress, Giba vai operar a tíbia e não atua mais nesta Superliga. *** Depois de nova cirurgia pra retirar, em dezembro, um tumor da perna esquerda, Natália ainda não voltou às quadras.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Força decadente

Cuba não tem quadra para jogar na Liga Mundial de Vôlei, no ano que vem. O Coliseo, de Havana, não tem estrutura para hospedar eventos internacionais. A notícia está no site da UOL. Assim, o time de León vai enfrentar Itália, Coreia do Sul e França sempre no ginásio do adversário. É o final do fim do esporte na ilha.

O começo do fim foi em 2008. Depois de Fidel Castro se afastar da presidência do país, o esporte cubano começou a acompanhar o ritmo da economia nacional – abalada pelas décadas do insano bloqueio imposto pelos EUA. O reflexo disso foi que percebido já nos Jogos de Pequim.

Nos Jogos de Barcelona, em 1992, depois de Cuba boicotar as Olimpíadas de Los Angeles/84 e Seul/88, o país ficou em quinto lugar no quadro de medalhas, com 14 ouros no total – sua melhor campanha na história. Em Atlanta, quatro anos mais tarde, uma ligeira queda, com nove medalhas de ouro e o oitavo lugar no geral. Muito similar ao que ocorreria em Sydney/2000 (com 11 ouros e o nono lugar no quadro) e em Atenas/2004 (quando foram nove títulos olímpicos e o 11º lugar entre todas as nações do planeta).

Mas, em Pequim, depois da substituição de Fidel por Raúl Castro, no poder, a campanha cubana foi muito ruim. Foram apenas duas medalhas de ouro conquistadas (nenhuma no Boxe, a mina de ouro olímpica dos caribenhos) e uma distante 28ª posição no ranking. Foi a primeira vez desde 1992 que Cuba não foi a nação latino-americana mais premiadas nas Olimpíadas – perdeu para o Brasil, que, convenhamos, não é nenhum força olímpica.

Para ilustrar melhor a atuação de Cuba em Pequim, o país teve menos ouros do que Usain Bolt, da vizinha Jamaica.

Pelo jeito, as últimas moedas que Cuba guardou para o esporte estão acabando. Uma pena: o país era modelo esportivo para as nações com poucos recursos, mas essa crise mostra, apenas, que esporte precisa andar junto com dinheiro para ser de alto rendimento.

domingo, 7 de novembro de 2010

Esporte é conhecimento

Fiquei surpreso quando soube que, na prova do Enem aplicada hoje, uma das questões versava sobre Vôlei. A pergunta se referia aos fundamentos do esporte, que apareciam num quadro em três fotos – um saque, uma manchete e um ataque, pela ordem. Vi, também, que havia uma questão sobre a média de gols dos artilheiros das Copas do Mundo de Futebol desde 1930, mas era uma questão que envolvia mais conhecimento matemático do que esportivo, já que um gráfico mostrava quantos gols cada goleador de cada mundial marcara.

Recordei uma questão de dez anos atrás, num concurso público da Caixa Econômica Federal. A pergunta, que aparecia em “Atualidades”, queria saber o nome do piloto de Fórmula 1 que terminou o GP do Brasil daquele ano em 2º lugar, mas foi desclassificado – David Coulthard, escocês da McLaren, era a resposta certa.

Problemas com o gabarito de ontem à parte, boa iniciativa do MEC a de cobrar, do estudante, algum conhecimento na área esportiva. Falta, agora, o próprio MEC valorizar o professor de Educação Física, profissional que, além de educador, deveria ser visto (e remunerado) como formador de novos atletas e disseminador de uma cultura esportiva no país – o que traz, consigo, a ideia de aliar a prática esportiva à saúde e ao lazer.