Pages

Mostrando postagens com marcador Basquete. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Basquete. Mostrar todas as postagens

domingo, 1 de julho de 2012

As últimas



Com a vitória do Canadá agora há pouco sobre o Japão, estão definidas as seleções do femininas de basquete em Londres. As canadenses ficaram com a quinta e última vaga do pré-olímpico. A superstição recomenda champagne: as duas últimas participações canadenses em Jogos Olímpicos coincidiram com as duas únicas medalhas do basquete feminino do Brasil.

O Canadá se junta a Croácia, Turquia, França e Rep. Tcheca, que haviam conquistado a vaga anteontem, a Brasil, Angola, Austrália, Rússia e China, campeões dos pré-olímpicos continentais, EUA, campeão mundial, e Grã Bretanha, país-sede.

Entre as doze seleções estão todas as medalhistas das quatro últimas olimpíadas (EUA, Austrália, Rússia e Brasil) Em relação às Olimpíadas de Pequim, são seis novas seleções: saem Mali, Nova Zelândia, Letônia, Bielorrússia, Espanha e Coreia do Sul, entram França, Canadá, Angola, Turquia, Croácia e Grã Bretanha. Essas quatro últimas seleções, aliás, estreantes na modalidade.

Ficam, também, definidas as duas chaves olímpicas. O Brasil estreia contra a França. A tabela brasileira está aqui.

Grupo A
EUA
Rep. Tcheca
China
Angola
Croácia
Turquia

Grupo B
Austrália
Rússia
Brasil
França
Canadá
Grã Bretanha

sábado, 30 de junho de 2012

Resta um

O pré-olímpico feminino de basquete da Turquia se revelou generoso com as seleções europeias. Das cinco vagas em jogo, quatro foram definidas ontem, nos confrontos das quartas de final, e se viram arrebatadas pelos quatro times do Velho Continente. Assim, Croácia, que nem havia participado do último mundial, Rep. Tcheca, atual vice-campeã do mundo, França e Turquia vão a Londres.

(Comentário necessário: assim como no pré-olímpico de boxe masculino e de vôlei feminino, a Turquia se aproveitou do fator casa.)

Agora, Argentina, Canadá, Coreia do Sul e Japão disputam a vaga restante. Pela campanha que fez no campeonato mundial de dois anos atrás, quando terminou entre as oito primeiras do torneio, dá pra pensar que as sul-coreanas sejam favoritas ao lugar que restou no avião olimpico.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Últimos times

A partir da próxima segunda-feira, o basquete começa a definir as últimas equipes classificadas para os Jogos Olímpicos. As últimas, mesmo. Porque todos os outros esportes coletivos já definiram seus representantes.

Semana que vem, em Ankara, na Turquia, 12 seleções definem as cinco últimas vagas para o basquete feminino. Na semana seguinte, em Caracas, Venezuela, 12 brigarão pelas três vagas restantes no masculino.

Em ambos os pré-olímpicos, o mesmo sistema de disputas: na primeira fase serão quatro grupos com três times, passando os dois melhores aos mata-matas. No feminino, quem vencer o primeiro jogo play-off estará classificado automaticamente para Londres, restando, aos quatro perdedores, lutar por uma vaga. No masculino, os vencedores do primeiro play-off irão às semifinais, onde, aí, sim, os dois ganhadores se classificarão para Londres, ao que os perdedores se baterão pelo terceiro posto.


Basquete Feminino - Ankara, Turquia - 25/6 a 1º/7

Grupo A - Turquia, Japão, Porto Rico
Grupo B - Rep. Tcheca, Nova Zelândia, Argentina
Grupo C - Croácia, Coreia do Sul, Moçambique
Grupo D - França, Mali, Canadá

Basquete Masculino - Caracas, Venezuela - 02/7 a 08/7

Grupo A - Grécia, Porto Rico, Jordânia
Grupo B - Venezuela, Lituânia, Nigéria
Grupo C - Coreia do Sul, Rússia e Rep. Dominicana
Grupo D - Macedônia, Angola, Nova Zelândia

sábado, 31 de março de 2012

Dream Team convocado

(foto: fiba.com)


Campeão invicto nas últimas quatro olimpíadas, o time feminino de basquete dos Estados Unidos que vai disputar os Jogos de Londres foi convocado nessa sexta-feira. Das medalhistas de ouro há quatro anos, seis se mantêm no time. Swin Cash, que estava no time de Atenas/2004, mas ficou fora de Pequim, por contusão, está de volta. Tamika Catchings, Sue Bird e Diana Taurasi tentarão o terceiro triunfo, o que as deixará perto dos quatro de Lisa Leslie. O time é praticamente o mesmo que conquistou, com os pés nas costas, o Mundial da Rep. Tcheca/2010.

Ainda falta um nome para compor o elenco, e o técnico Geno Auriemma cogita chamar a uuniversitária Brittney Griner, 21. Veja a relação das onze convocadas:

Seimone Augustus - ala
Sue Bird - armadora
Swin Cash - ala
Tamika Catchings - ala
Tina Charles - pivô
Sylvia Fowles - pivô
Angel McCoughtry - ala
Maya Moore - ala
Candace Parker - ala/pivô
Diana Taurasi - ala/armadora
Lindsay Whalen - armadora

sábado, 10 de março de 2012

Contusão tira Ricky Rubio das Olimpíadas

Candidato a novato do ano na NBA, pelo Minnesota Timberwolves, e maior revelação do basquete espanhol dos últimos anos, o armador Rick Rubio está fora da temporada do basquete americano e dos Jogos Olímpicos de Londres. Ontem, num jogo contra o LA Lakers, a 16s do final da partida, ele tentou cavar uma falta de ataque de Kobe Bryant, mas acabou levando a pior: além de os árbitros marcarem falta sua, Rubio rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo.

Em sua temporada de estreia na NBA, Ricky Rubio tem a média de 10,6 pontos por jogo e de 8,2 assistências. Nas Olimpíadas de Pequim, Rubio tinha 17 anos de idade e foi o basqueteiro mais jovem da competição. Mesmo na reserva, teve média de 4,75 pontos por partida, assinalando seis deles na decisão, contra os EUA.

A previsão é de que ele não deve voltar às quadras em menos de seis meses. Essa contusão foi a mesma que sofreu Juliana, que faz dupla no vôlei de praia com Larissa, meses antes dos Jogos de Pequim.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Tem de ler

A entrevista desta semana nas páginas vermelhas da IstoÉ (edição 2207) é com Magic Paula. Ela ataca a estrutura do COB, das confederações, reclama do amadorismo dos dirigentes do esporte nacional e fala do programa da Petrobras voltado para o esporte que ela administra. Ela acredita que, em Londres, este ano, o Brasil deve “manter ou diminuir o número de medalhas conquistadas em Pequim”.

Também lembrou que, nos Jogos de Atlanta/1996, a Seleção Brasileira feminhttp://www.blogger.com/img/blank.gifina de basquete, que chegou com status de campeã do mundo, “teve de arranjar uma costureira brasileira para ajustar o uniforme, porque ele era o mesmo do masculino”.

Ela conta, ainda, que precisou fazer terapia pra se acostumar à ideia de parar com o basquete e confessa: “a rivalidade Paula x Hortência me deixou com sequelas, me fez mal.”

“Uma das causas da grande demora da seleção em conquistar títulos foi porque eu e ela não conseguíamos separar isso (a rivalidade) quando estávamos ali. Cada uma carregava a camisa do clube”, diz a ex-jogadora, tão corajosa com as palavras quanto era habilidosa com a bola na mão.

O resumo da entrevista está aqui.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O basquete do economista e o espírito do capitalismo




De duas semanas pra cá, o nome do esporte americano (mundial também?) é o de Jeremy Lin. O cara não chega a ser exatamente um novato, já que o site da NBA informa que, na temporada passada, ele disputou 29 jogos pelo Golden State Warriors, com uma média tímida de 2,6 pontos por partida e 1,4 de assistências. Nada extraordinário. A novidade em si é o basquete que ele tem apresentado em seu novo time, o New York Knicks.

Neste ano, ou melhor, nas últimas oito partidas, o armador assumiu a titularidade do time e, com uma média (quase inimaginável, para alguém nessa posição) de 24,6 pontos por jogo, ele levou a equipe a sete vitórias consecutivas – sequência só interrompida anteontem, pelo New Orleans Hornets. Sorte dos Knicks, que capengavam e, agora, acreditam na classificação pros play-offs? Sim. Mas sorte, sobretudo, da NBA.

Depois de uma greve que cancelou 16 rodadas e no meio de uma crise que atinge frontalmente o capitalismo global, a NBA encontrou em Jeremy Lin a salvação. A história dele rende espaço na mídia, rende assunto nas redes sociais da internet, vende camisas, vende ingressos, vende propagandas e vende, até, o ideal do sonho americano. Vejam se não vende?

“Economista formado em Harvard (faculdade que é o sonho de consumo de personagens dos filmes ianques) e filho de imigrantes taiwaneses (“América, Terra da Oportunidade”? É isso?), Jeremy Lin, depois de um ano sem muito brilho num time pequeno, foi para os Knicks, da gigantes New York. Quando a temporada parecia perdida para a franquia, ele se torna titular e muda a história do time no campeonato”.

Acrescentem aí umas cenas de estigma em Harvard, por ele jogar basquete, algum trote pesado em Golden State, por ele ser um nerd, uns olhares de desconfiança em Nova Iorque, por ninguém nunca ter ouvido falar nele, uma cena tocante em que ele, num treino, convence o coach de que merece uma chance no time e está pronto! O filme vai ser um sucesso e o roteiro vai concorrer ao Oscar (ou, pelo menos, vai passar na Sessão da Tarde).

Duvido que, mesmo em Harvard, o agora economista Jeremy Lin suspeitasse que fosse ser um soldado tão bom do capitalismo. Ele trouxe fôlego novo ao show do basquete, mesmo em tempos de crise, e garantiu que a NBA, mesmo depois de uma paralisação, continue sendo relevante (em termos comerciais, que fique claro, pois esphttp://www.blogger.com/img/blank.gifortivamente a liga sempre teve e continuará tendo importância).

E se o jogo dele cair? E se os Knicks não chegarem aos play-offs? E se, no ano que vem, ele voltar ao ostracismo da reserva e, depois, aparecer num escritório qualquer, prestando consultoria a alguma multinacional? Não tem problema: a NBA, os Knicks e os torcedores procuram outro pra seu lugar.

Porque o capitalismo é assim mesmo, o espírito é esse. O consumo precisa de uma boa história pra vender (o capitalismo pariu a publicidade) e Jeremy Lin é a história da vez.

Obs.: a pauta dessa crônica me veio nesse texto do blog Bala Na Cesta, da UOL, de Fábio Balassiano.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Caderno de saúde




Noticiário esportivo. Certo?

Basquete
Anderson Varejão teve uma fratura detectada na mão direita e ainda não sabe quando vai atuar de novo pelo Cleveland Cavaliers.

Ginástica
Com ombro lesionado, Diego Hypólito não foi ao pré-olímpico e diz que fará o possível pra adiar cirurgia e poder competir em Londres.

Judô
Tiago Camilo sofre lesão no ombro e só vai para as Olimpíadas, se Hugo Pessanha não conseguir os pontos necessários para conseguir a vaga olímpica.

Vôlei
Por causa de uma fratura por stress, Giba vai operar a tíbia e não atua mais nesta Superliga. *** Depois de nova cirurgia pra retirar, em dezembro, um tumor da perna esquerda, Natália ainda não voltou às quadras.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Zebra em Pasto

Se a fase do Basquete Brasileiro masculino ainda não é das melhores, com estrela da NBA pedindo dispensa da seleção, a do feminino é bem ruim. Mas a terceira partida das meninas brasileiras, no sul-americano sub-17, foi pior do que qualquer má fase.

Jogando em Pasto, na Colômbia, as brasileiras foram derrotadas, agora há pouco, por 49-44 pelo time da casa, na prorrogação. Detalhe que, no primeiro quarto, o time comandado por Janeth Arcain fez cinco pontos. No quarto seguinte, apenas quatro. Ou seja, nos 20 primeiros minutos de basquete o Brasil só marcou 9 pontos. O jogo terminou empatado em 39 pontos, com a colombiana Marlyn Caicedo perdendo um lance livre a dois segundos do fim. No tempo extra, não teve perdão. A Colômbia dominou o placar e venceu por cinco pontos.

Na estreia, o Brasil havia vencido o Chile por 79-46. Depois, fez 92-25 no Uruguai. Agora, restam duas partidas à seleção nesta primeira fase: quarta, contra o Equador, e quinta, contra a Argentina.

sábado, 18 de junho de 2011

Dois passos para trás

O Basquete masculino do Brasil não vai a uma Olimpíada desde 1996. Mas depois da onda de renovação pela qual o esporte tem passado no país, é de se supor que alguma coisa esteja mudando – e para melhor.

A NBB ainda não é um sucesso absoluto, mas já teve três edições e começou a flertar com a TV aberta. O Grego, que conseguia desagradar jogadores e clubes, deixou a CBB. Hoje, há quatro brasileiros na NBA e eles, em maior ou menor grau, têm sido utilizados em seus respectivos times – talvez só Splitter possa reclamar do tempo que seu time o deixava em quadra. E a Seleção, com técnico argentino e jogadores de alguma expressão internacional, fez um bom mundial na Turquia, com uma vitória sobre a Croácia e ótimas partidas contra EUA e Argentina. Parecia que alguma coisa estava entrando no eixo. Parecia.

Mas eis que a NBB retrocedeu. O namoro com a Globo roubou do basquete nacionaluma decisão em melhor de cinco partidas para a temporada que vem: em 2012, o campeonato será decidido em um jogo apenas, porque é demais pedir que a TV aberta transmita três, quatro ou cinco jogos de basquete – ainda que sejam jogos decisivos. Uma perda sensível de qualidade por trinta dinheiros.

E, ontem, um golpe profundo: Magnano convocou Larry Taylor para a Seleção e espera que ele consiga ser naturalizado (não tive como não pensar no Futebol do Catar querendo, recentemente, comprar a naturalização de Ailton, paraibano e artilheiro na Alemanha).

Não fui daqueles ufanistas que se posicionaram contra o argentino Magnano no comando da Seleção Brasileira. Acho que o trabalho dele pode servir de espelho para o próximo brasileiro que assumir o posto e, ainda, que ele, pelo currículo olímpico que tem (ouro em Atenas/2004) pode fazer o Brasil disputar a edição de Londres e, quem sabe, voltar de lá com uma medalha. Poderia.

Naturalizar um americano não é inédito no Basquete de alto nível. A Alemanha fez isso com Demond Greene e Chris Kaman. A Rússia fez isso com J.R. Holden, no masculino, e Rebecca Hammon, no feminino. Todos presentes em Pequim/2008. Mas isso não deveria servir de exemplo.

O perigoso caminho da naturalização pode não ter volta. Primeiro, descobriremos que é mais barato naturalizar um ianque do que investir nas categorias de base. Depois, os clubes descobrirão que é mais barato contratar jogadores de terceira ou quarta linha do Basquete Americano, pela grife, do que investir nos jogadores daqui, já que os melhores daqui vão para os states. E, talvez, em alguns anos mais, descobriremos que a Seleção Brasileira não sabe mais falar português. Pessimismo?

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Londres sem Diana?

O Basquete feminino dos EUA pode perder Diana Taurasi para as Olimpíadas de 2012. Atuando pelo Fenerbahçe desde o fim da temporada da WNBA (onde joga pelo Phoenix Mercury), Taurasi testou positivamente para a estimulante modafinil no dia 13 de novembro. O resultado positivo foi divulgado no dia 24 de dezembro e, hoje, o laboratório turco informou que a contraprova também foi positiva. A punição para a jogadora pode chegar a dois anos de suspensão.

O curioso da história é que a tcheca Horakova e a australiana Penny Taylor, companheiras de time de Taurasi na Turquia, se recusaram a fazer o teste nesse laboratório, depois da divulgação do resultado positivo do exame. Elas teriam ido fazer o anti-doping num laboratório em Colônia, na Alemanha.

Até agora, não houve pronunciamento oficial da federação turca, do Fenerbahçe ou da Wada (a agência mundial do controle anti-doping) sobre o assunto.

Diana Taurasi, 28, foi medalhista de ouro nos Jogos de Atenas/2004 e Pequim/2008, campeã mundial em 2010 e bronze em 2006. No Mundial da República Tcheca, a armadora foi a cestinha do time norte-americano, com média de 12 pontos por partida, e foi a segunda melhor assistente da equipe, atrás, apenas, de Sue Bird – 2,6 assistências por jogo.

Em 2003, no Mundial de Atletismo de Paris, a velocista norte-americana Kelli White perdeu as duas medalhas de ouro que conquistou nos 100 e 200m rasos por ter testado positivamente para modafinil, a mesma substância supostamente encontrada no exame de Taurasi. White foi banida por dois anos, em 2004, teve todos os resultados obtidos de 2000 até aquela data anulados e, em 2006, ela se retirou do esporte.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Amanhã, tem final no Basquete

Sport e Católica entram em quadra amanhã, às 21 horas, na Ilha do Retiro, para a decisão do Pernambucano masculino de Basquete. A Católica venceu o primeiro jogo por WO, graças à confusão entre Sport e Náutico, nas semifinais, e o Sport fez 62-58 na segunda partida.

Se vencer, o Sport garante mais um título estadual masculino adulto esse ano, a se juntar ao Futebol e ao Hóquei sobre Patins. Já a Católica luta pelo terceiro estadual consecutivo no Basquete. Tem cara e jeito de jogão.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Confusão nas semifinais leva a WO na decisão

Entrei em contato com o diretor técnico da Federação Pernambucana de Basquete, Rafael Estevão. Ele disse que a FPB puniu os jogadores do Sport que foram expulsos contra o Náutico, nas semifinais de terça-feira, com uma partida de suspensão. Assim, o Sport, com deficiência de elenco (foram nove jogadores punidos), decidiu não participar da primeira partida final, marcada para amanhã, contra a Católica. Dessa forma, o time universitário vence o jogo por WO e faz 1x0 na série decisiva – e o Sport perde a invencibilidade sem entrar em quadra.

Agora, Sport e Católica se enfrentam na próxima terça-feira, às 21h, na Ilha do Retiro. Se vencer, o Sport leva a série para o terceiro jogo. Se a Católica vencer, garante o tricampeonato.

Rafael, que também é o armador titular do time da Católica, disse também que ainda não há uma definição sobre uma possível punição a Neném, técnico-jogador do Náutico, pivô da confusão com torcedores do Sport.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Inusitado: semifinal do basquete termina mais cedo

Uma confusão envolvendo o técnico-jogador do Náutico, Neném, e torcedores do Sport fez a partida entre os dois times acabar antes do tempo regulamentar, na noite da última terça-feira, na Ilha do Retiro.

O jogo era válido pelas semifinais do estadual masculino. Faltava 1min11s para o fim do jogo e o Sport por 72 a 59. A partida não era boa, diga-se, com muitos desperdícios de bola e arbitragem sem critério para marcação de faltas.

Três torcedores do time da casa, que passaram a partida inteira provocando jogadores alvirrubros, iam embora da quadra quando um jogador do Náutico esqueceu a partida e foi tomar satisfações com o trio. Poucas palavras depois, numa discussão rápida e ríspida, o atleta disparou uma cusparada na direção dos três, ao que um deles (aparentemente, o único maior de idade do grupo) devolveu a ofensa.

Então, Neném, treinador do time do Náutico, que havia jogado os últimos minutos do segundo e do último quartos do jogo, entrou em cena. Ele era o alvo preferido das provocações e teve de ser contido pelos atletas dos dois times para não pular a mureta que o separava dos torcedores.

Quando os torcedores saíram e tudo parecia apaziguado, Neném deixou a quadra em disparada, em direção ao estacionamento, querendo, ainda, brigar com os três – note-se que não havia, no ginásio, nenhum policial ou segurança do clube nem da federação. Vendo que a situação ficaria feia do lado de fora, jogadores do Náutico e do Sport correram para conter outra vez o treinador.

A situação só se acalmou de fato quando o carro dos torcedores deixou a Ilha do Retiro.

De volta à quadra, para os segundos restantes da partida, a surpresa: a arbitragem que não havia expulsado Neném e o outro atleta do Náutico no início da confusão, expulsou todos os que saíram para apartar a possível briga.

Neném, ainda na quadra, dizia que o único a ser punido deveria ser ele, e não os atletas das duas equipes. Mas foi em vão: nove rubro-negros e sete alvirrubros expulsos.

O comentário de Rildo Accioly, técnico do Sport, com alguém de seu próprio banco, resumiu o baixo nível da partida e a atitude insensata do adversário: “Brigar por causa de um jogo m.... desses”, disse o rubro-negro, que viu seu time voltar à partida com apenas três jogadores.

Na volta da partida, o Sport converteu dois lances livres e, a 56s do fim, o quinteto alvirrubro (os cinco jogadores que restaram), viu que não havia mais clima para o basquete e desistiu do jogo.

Final, Sport, classificado para a final do pernambucano, 74, Náutico 59. Se o jogo foi fraco, o desfecho foi uma mancha para o tão combalido basquete do estado.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Noite de Basquete no Recife

Para quem gosta de Basquete, uma boa pedida, amanhã, é ir para a Ilha do Retiro, acompanhar os segundos jogos das semifinais do estadual adulto masculino.

Às 19h30, a Católica precisa vencer o Cabo para evitar a eliminação e continuar sonhando com o tricampeonato – na primeira partida, sábado, no Cabo, o Cabo venceu por 67 a 64.

Em seguida, Sport/Ricardo Souto enfrenta o Náutico, bastando-lhe uma vitória para manter a invencibilidade e assegurar a vaga na final. Depois que o time rubro-negro venceu o alvirrubro apenas na segunda prorrogação, sexta-feira passada (89 a 82), é de se esperar outro jogo equilibrado entre os dois times.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Um clássico, uma revanche

Começam hoje as semifinais do Pernambucano masculino adulto de Basquete. As vagas para a final serão decididas em séries melhor-de-três.

Daqui a pouco, nos Aflitos, o Náutico recebe o Sport/Ricardo Souto, time que venceu todos os jogos que disputou no torneio. Amanhã, no Cabo de Sto. Agostinho, Cabo e Universidade Católica iniciam a luta pela outra vaga à final. Esse confronto reedita a final do ano passado, em que a Católica conquistou o bicampeonato.

Os segundos jogos serão na próxima terça-feira, dia 7, na quadra da Ilha do Retiro, a partir das 19:30 horas.

Na fase de classificação, o Sport venceu o Náutico por 96-69 e 99-71. Já os confrontos entre a Católica e o Cabo terminaram com vitórias dos universitários (78-60 e 85-60).

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Oberto, de coração e mente

A lição foi revista duramente nos últimos anos. O coração que mata, em campo ou na quadra, mata quase nunca sem aviso. E o coração de Fabricio Oberto lhe deu um aviso tenaz, na última terça-feira. Atuando na NBA, o pivô argentino sentiu tontura durante o jogo de seu time, o Portland Trail Blazers, contra o Millwalkee Bucks. Somou o sintoma às palpitações que vinha sofrendo, por conta de problemas cardíacos. O resultado da conta pode ter salvado a vida do jogador: Oberto anunciou aposentadoria.

Oberto, 37 anos, conseguiu pela seleção da Argentina glórias que o basquete brasileiro não lembra – como a medalha de bronze, em Pequim, e o vice-campeonato mundial de 2002 – ou nunca viu, como o ouro olímpico em Atenas. Em Atenas/2004, ironia suprema, depois de ser titular em toda a campanha, ele se contundiu nas semifinais contra os EUA e não disputou a final, contra a Itália. Também foi campeão da NBA pelo San Antonio Spurs, em 2007. Não à toa, o diário argentino Olé o saúda como “o melhor pivô argentino da história”.

Se, em Atenas, a decisão de não jogar a final pode ter lhe dado a medalha de ouro, a decisão de agora, de não jogar mais, foi a vitória da razão sobre a emoção, do homem sobre o atleta, da mente sobre o coração.