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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Sem goleira-artilheira



Saiu agora há pouco a convocação da Seleção Brasileira feminina de handebol para os Jogos Olímpicos de Londres. Das 14 convocadas, apenas a goleira Mayssa Pessoa não esteve no elenco nacional que disputou o Mundial do ano passado, em São Paulo. Sobrou, assim, para a goleira reserva Babi, que, em São Paulo, havia até começado algumas partidas em lugar de Chana Masson, a titular da meta brasileira.

Babi ganhou notoriedade no esporte nacional quando fez o gol da vitória do time misto da Seleção sobre a Tunísia, na última rodada da primeira fase. Curiosamente, a goleira repetiu o lance no jogo seguinte, contra a Costa do Marfim, mas o árbitro não validou o gol, alegando que o jogo já havia encerrado. É possível que o técnico da seleção, o dinamarquês Morten Soubak, tenha optado pela experiência de Mayssa, que tem 28 anos de idade, contra 24 de Babi.

Seleção Brasileira feminina de Handebol - Convocadas

Goleiras - Chana, Mayssa
Armadoras-Centrais - Ana Paula, Mayara
Armadoras-Esquerda - Duda Amorim, Silvia Helena
Armadoras-Direita - Deonise, Francine
Ponteiras-Esquerda - Fernanda, Samira
Ponteiras-Direita - Alexndra, Jéssica

Foto: handballbrazil2011.com

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Rumo aonde?

Começa hoje o pré-olímpico mundial de handebol masculino. O Brasil, castigado por não ter vencido o Pan de Guadalajara, joga contra a Suécia, a Hungria e a Macedônia. Os quatro jogam entre si e os dois melhores vão para Londres. A lógica diz que o time brasileiro volta para casa. Não é?

A Suécia tem tradição no esporte, já ganhou medalha olímpica e joga em casa. É favorita. A briga pela segunda vaga é entre Hungria e Macedônia.

Os húngaros nunca fizeram nada muito extraordinário no esporte. Até que chegaram às semifinais em Atenas/2004, mas ficaram fora da edição de Pequim. Os macedônios, sem Alexandre, o Grande, e sem o restante da ex-Iugoslávia, não contam histórias de grandes feitos, nunca foram a uma olimpíada, nem mesmo disputaram o mundial de 2011.

Isso, é claro, não deve iludir ninguém: o Brasil vai, mesmo, correr por fora nessa briga, porque não tem handebol para encarar time nenhum do segundo escalão do handebol europeu. Se conseguir a classificação olímpica, será uma zebra, não será nada do tipo "isso comprova a evolução do handebol brsaileiro" e coisas assim. Porque o que evoluiu no handebol nacional, esses últimos anos, foi o jogo da seleção feminina e só - não amplio os horizontes dessa constatação, sequer, para o handebol feminino em si.

Hoje, ao meio-dia, o Brasil enfrenta a Suécia. Amanhã, às 08h30, pega a Hungria. E no domingo, às 09h30, joga contra a Macedônia. A ESPN transmite as partidas.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Que tenha sido trágica

Eu estou triste pela eliminação do Brasil e arretado porque o time levou um gol de contra-ataque faltando 15 segundos pra terminar o jogo. Mas não é sobre ontem que eu quero falar.

Quero falar que, mesmo sem título, as meninas fizeram uma campanha histórica, quase irretocável. E quero dizer que, mesmo sem título, eu vou sempre me lembrar com carinho da virada sobre a França. Mas ainda não é disso que eu quero falar.

Porque eu quero falar sobre 19 de dezembro, sobre o dia seguinte a esse mundial no Brasil.

Até esse campeonato, o handebol sempre teve fama de ser o esporte mais praticado nas escolas, mas nunca havia conseguido transformar essa prática em gosto verdadeiro pelo jogo. Porque, se houvesse uma relação de causa e consequência entre jogar na escolar e amar o handebol depois dela, a fila de emissoras pra transmitir os campeonatos nacionais e internacionais da modalidade dobraria o quarteirão. E o número de times da Liga Nacional não daria conta dos praticantes da bola na mão país afora.

Se esse time lutará por medalha em Londres ou no mundial da Sérvia, em 2013, é difícil prever (o fator casa, em mundiais de handebol, já levou a Tunísia a uma semifinal masculina, mas o esporte por lá jamais conquistou outro resultado relevante).

Mas, se o empenho e a qualidade que essas meninas demonstraram no Ibirapuera esses dias servirem para que o handebol ganhe novos adeptos, mais patrocinadores e anime alguém a estruturar a confederação brasileira (ou, até, impulsione alguém a concorrer com o atual presidente, que está lá há quase 20 anos), então, a missão delas foi cumprida. E o título perdido dramática e precocemente para Espanha, servirá de incentivo a uma nova obsessão nacional, uma obsessão boa e pertinente, como foi a de vencer a Copa do Mundo de Futebol, depois do Maracanaço de 1950.

Se isso acontecer, o handebol brasileiro pensará em títulos e os historiadores, cronistas, torcedores e ex-atletas jamais deixarão essa derrota de ontem dormir em paz – o que é bom.