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sábado, 17 de março de 2012

Atrás das francesas

Daqui a pouco começa o evento combinado da final da etapa brasileira da Copa do Mundo de Pentatlo Moderno, no Rio de Janeiro. Yane Marques larga em terceiro, 33s atráshttp://www.blogger.com/img/blank.gif da vice-líder, a francesa Amelie Cazé (três vezes campeã mundial). A líder é outra francesa, Elodie Clovel, que entra na pista nove segundos antes da compatriota.

Como a diferença de Yane em relação às francesas é muito grande e ela não costuma se sair bem na corrida (prova que compõe o evento combinado junto com o tiro), o mais provável é que ela fique mesmo é na briga pra sustentar o terceiro lugar - que seria sua segunda melhor classificação na história das etapas da Copa do Mundo.

Na final da Copa do Mundo de 2009, também no Rio de Janeiro, a pernambucana ficou com o segundo lugar. Naquela ocasião, o título foi da russa Donata Rimsaite - que hoje está apenas na 27ª colocação.

A prova deve começar às 17h e o link ao vivo é esse aqui.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Mais pentatlo, mais Yane

Mais uma vez na final de uma etapa da Copa do Mundo, agora, no Rio de Janeiro, a pentatleta pernambucana Yane Marques tem outra chance de confrontar adversárias que encontrará em Londres. É o caso da atual campeã olímpica e vencedora da primeira etapa da Copa, a alemã Lena Schoneborn, da campeã mundial do ano passado, a ucraniana Victoria Tereshuk, da campeã mundial de 2007, 2008 e 2010, a francesa Amelie Cazé (que não competiu semana passada, em Charlotte), e da campeã mundial de 2009, a chinesa Qian Chen.

E vai enfrentar gente que tenta uma vaga para os Jogos, como a a britânica Mhairi Spence e a surpreendente bielorrussa Anastasyia Prokopenko, prata e bronze, respectivamente, em Charlotte. Gente que disputa com a conterrâneas dela - Priscila Oliveira e Larissa Lelys - uma das sete vagas olímpicas pelo ranking mundial.

Danado é que, de novo, Yane é a única brasileira na final de uma etapa, o que deixa Priscila e Larissa cada vez mais longe da briga pelo sonho olímpico. Elas precisam subir no ranking, mas apenas veem as rivais estrangeiras pontuando em etapas da Copa do Mundo.

A disputa amanhã começa às 7h30, com a esgrima, e deve transcorrer durante todo o dia, com a natação, o hipismo e o evento combinado à tarde. O site oficial transmite a prova ao vivo.

Recado

"É sempre bom mandar um recado para os nossos adversários, com mais um melhor tempo do mundo."

(Cesar Cielo, em entrevista ao SporTV, logo depois de nadar os 50m livre em 21s85, em Belém, no sul-americano. Com esse tempo, na final do mundial de Xangai/2011, só teria perdido para ele mesmo, que assinalou 21s52).

domingo, 11 de março de 2012

Os antigos

O Mundial indoor de Istambul trouxe de volta três nomes que andavam sumidos no cenário do atletismo internacional.

Yelena Isinbayeva passou dois anos experimentando a vida de atleta comum, viu as adversárias crescerem (Fabiana Murer foi quem tirou melhor proveito do ostracismo da musa), mas, em 2012, ela voltou com tudo e toda prosa. Dia desses, de passagem por Estocolmo, a russa fez 5,01m e estabeleceu novo recorde mundial indoor para o salto com vara. Em Istambul, ela bem que tentou, sem sucesso, subir a marca em um centímetro. Besteira: com 4,80m ela se tornou campeã mundial pela sexta vez (a quarta em estádio coberto).

Pamela Jelimo foi campeã olímpica dos 800m rasos, em Pequim, com apenas 18 anos de idade. Não satisfeita, cravou as oito melhores marcas da temporada, conquistou a extinta Golden League (venceu as seis provas que disputou) e embolsou o prêmio de um milhão de dólares. Contudo, o ouro e o dinheiro parecem ter feito mal à queniana. Em 2009, ela foi a 21ª do ranking mundial, e em 2010 e 2011, não conseguiu correr nenhuma vez a distância abaixo dos 2 minutos. Mas correu em Istambul no tempo de 1min58s83 e está voltando para casa com um título mundial, coisa que seu currículo não tinha.

Justin Gatlin, ao contrário de Isinbayeva e Jelimo, não estava sumido só por problemas de resultados na pista, mas por um resultado positivo num antidoping realizado em 2006. Campeão olímpico dos 100 e bronze nos 200m rasos em Atenas/2004, o norte-americano pegou quatro anos de suspensão e não pôde, sequer, tentar competir em Pequim. Ele voltou às pistas timidamente em 2010, correndo acima dos 10s nos 100m e passando longe dos 20s00 nos 200m. Ano passado, concentrou-se apenas nos 100m e conseguiu a única marca que obteve abaixo dos 10s desde que voltou da suspensão - 9s95. Nada, contudo, que assombrasse, já que houve quatro americanos e um monte de jamaicanos mais rápidos que ele em 2011. Só que, em Istambul, ele enfrentou o campeão olímpico e mundial no 4x100m, o jamaicano Nesta Carter, e venceu os 60m rasos - como fez em Birmingham/2003, no único título indoor que possuía.

(fotos: iaaf.org)

O Lord não perdoa


(foto: iaaf.org)



Com a nobreza que o título de Lord lhe confere e com a autoridade de presidente da comissão organizadora dos Jogos, o ex-corredor Sebastian Coe foi taxativo: não quer que o velocista britânico Dwain Chambers compita nos Jogos. Ele alega que, se o Associação Olímpica Britânica (BOA, em inglês) baniu o corredor, não há por que um outro organismo (a Corte Arbitral do Esporte, no caso) modificar tal decisão.

Em 2003, Chambers foi punido com dois anos de suspensão por haver testado positivamente para o esteróide anabolizante THD (tetrahidrogestrinona), droga que, até aquele ano, não era detectada pelos exames de controle antidopegam. Ele foi um dos envolvidos no escândalo da Balco, laboratório norte-americano que fornecia essa substância aos atletas. O escândalo envolveu, inclusive, norte-americanos campeões olímpicos de Sydney/2000, como os ex-esposos Marion Jones e Tim Montgomery. Jones perdeu as cinco medalhas que conquistou (três de ouro) e Montgomery, medalhista de ouro no revezamento 4x100m, perdeu o recorde mundial dos 100m rasos, do qual era o detentor desde 2002.

Pelo regulamento da Associação Olímpica Britânica, o atleta nacional suspenso por dois anos ou mais pelo uso de doping fica impedido de disputar competições representando a entidade. Ou seja, Chambers pode disputar um campeonato mundial - como disputou o de Istambul e foi bronze nos 60m rasos - mas não pode participar dos Jogos Olímpicos.

A única participação olímpica de Dwain Chambers foi em Sydney. Na ocasião, ele ficou em quarto lugar nos 100m rasos, com o tempo de 10s08 na final. O título mais epressivo de sua carreira veio justamente depois da suspensão, quando foi o homem mais rápido do mundial indoor de Valência, em 2010.

A Corte Arbitral do Esporte (CAS) decide nesta segunda-feira se essa pena imposta pelo comitê britânico é válida. Se o CAS disser que o banimento é injusto, para desgosto do Lord Seb Coe, Chambers poderá pleitear vaga no time britânico que corre em casa.

sábado, 10 de março de 2012

Faltou fôlego

Depois de boa prova na natação e no hipismo, a brasileira Yane Marques não suportou o ritmo das adversárias e terminou a etapa de Charlotte da Copa do Mundo de Pentatlo Moderno em décimo lugar. O título ficou com a atual campeã olímpica, a alemã Lena Schoneborn, seguida da britânica Mhairi Spence e da supreendente bielorrussa Anastasiya Prokopenko, que largou, no evento combinado, na 18ª posição. Spence e Prokopenko, ao contrário de Yane e Schoneborn, ainda lutam por vaga para os Jogos Olímpicos.

O dia começou complicado pra brasileira, que venceu 17 combates e perdeu 18 na esgrima, ficando na 16ª posição. Mas, com o quinto melhor tempo na piscina (200m nado livre em 2min14s37) e apenas uma falta no concurso de saltos, que lhe rendeu o quarto lugar no hipismo, Yane chegou à quinta posição geral. No entanto, no Evento Combinado (Corrida e Tiro), ela fez apenas a 19ª marca, com o tempo de 12min02s37, e caiu para a décima posição.

A segunda etapa da Copa do Mundo é no próximo fim de semana, no Rio de Janeiro.

Pentatlo e ao vivo (III)

Contusão tira Ricky Rubio das Olimpíadas

Candidato a novato do ano na NBA, pelo Minnesota Timberwolves, e maior revelação do basquete espanhol dos últimos anos, o armador Rick Rubio está fora da temporada do basquete americano e dos Jogos Olímpicos de Londres. Ontem, num jogo contra o LA Lakers, a 16s do final da partida, ele tentou cavar uma falta de ataque de Kobe Bryant, mas acabou levando a pior: além de os árbitros marcarem falta sua, Rubio rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo.

Em sua temporada de estreia na NBA, Ricky Rubio tem a média de 10,6 pontos por jogo e de 8,2 assistências. Nas Olimpíadas de Pequim, Rubio tinha 17 anos de idade e foi o basqueteiro mais jovem da competição. Mesmo na reserva, teve média de 4,75 pontos por partida, assinalando seis deles na decisão, contra os EUA.

A previsão é de que ele não deve voltar às quadras em menos de seis meses. Essa contusão foi a mesma que sofreu Juliana, que faz dupla no vôlei de praia com Larissa, meses antes dos Jogos de Pequim.

Volta por cima



Karlshure, 12 de fevereiro de 2012: o costa-riquenho Nery Brenes disputa sua primeira competição na temporada indoor e vence a prova dos 400m. Contudo, é desclassificado por ter buscado as raias internas antes da distância regulamentar.


(foto: BBC)

Birmingham, 18 de fevereiro de 2012: Nery Brenes, campeão dos 400m rasos no Pan de Guadalajara, lidera a prova indoor com folga, quando, sozinho, tropeça e cai na reta de chegada.





Istambul, 10 de março de 2012: Nery Brenes, em 45s11, se torna campeão mundial indoor dos 400m rasos.

Uma notícia boa e uma melhor ainda

(foto: iaaf)


A notícia boa é que Mauro Vinícius da Silva, embora não tenha repetido a marca de ontem, ficou com o ouro no Mundial indoor de Atletismo de Istambul. Dois saltos a 8,23m de distância asseguraram ao brasileiro um título mundial supreendente, já que, até, sei lá, anteontem, os resultados dele não eram muito expressivos.

E a notícia melhor ainda é que, quando assinalou 8,23m pela primeira vez, Mauro Vinicius fez um salto horrível, não tocou na tábua de impulsão e ficou a quase 25cm da massa que delimita os saltos válidos.

Ou seja, ele ficou com o ouro e ainda tem potencial pra fazer um salto muito melhor.

Ficou distante

(Foto: iaaf)


Bronze no salto em distância do Mundial indoor de Doha, Keila Costa passou longe de repetir sua atuação de dois anos atrás. Com a marca de 6,45m, a pernambucana foi hoje apenas a 11ª colocada e não conseguiu vaga para a final em Istambul.

Amanhã, ela ainda deve competir no salto triplo.

Pentatlo e ao vivo (II)

Pentatlo e ao vivo

Às 10:30 horas, com os duelos na esgrima, começa a final feminina da 1ª http://www.blogger.com/img/blank.gifetapa da Copa do Mundo de Pentatlo Moderno, em Charlotte, EUA. Yane Marques é a representante brasileira. Chance de vê-lahttp://www.blogger.com/img/blank.gif enfrentando a alemã campeã olímpica e Lena Schoneborn, a ucraniana atual campeã mundial Victoria Tereshuk e várias rivais já classificadas para os Jogos de Londres, como a francesa Elodie Clovel e a lituana Laura Asadauskaite.

Além de Yane, o Brasil esteve representado em Charlotte por Priscila Oliviera, mas ela não se classificou para a final.

O site da União Internacional de Pentatlo Moderno (UIPM) transmite a prova ao vivo.

sexta-feira, 9 de março de 2012

O jogo-campeonato (II)

(foto: CBV)


Se o jogo teve erros de passe demais pro meu agrado, se faltou equilíbrio no primeiro e no terceiro sets e se, no segundo, uma virada estranha (de 3-9 pra 11-9) definiu a sorte em favor das paulistas, o quarto set disputado entre Unilever e Sollys/Osasco, ontem à note, valeu o iongresso. E valeu a liderança da Superliga também, o que é igual a dizer que valeu não jogar contra o Vôlei Futuro nas semifinais.

A quarta e última parcial do jogo foi uma digna final de campeonato: quem o vencesse, terminaria a fase de classificação em primeiro lugar. Na prática, se desse Unilever, era como se o Osasco perdesse por 2-2, e o tie-break não valeria muita coisa. O set foi imprevisível, equilibrado, como vôlei de alto nível é. A diferença foi que Adenizia, no fim do set, começou a pontuar no ataque, o que liberou as ponteiras e deixou atônito o bloqueio da Unilever.

Deram o prêmio de melhor em quadra para Jaqueline, mas eu o teria dado a Adenízia, que, aliás, fez 15 pontos na partida, sendo oito só de bloqueio. Registre-se, também, que Tandara está voltando a atacar com a mesma potência com que atacava no Brusque e no Vôlei Futuro. Se continuar jogando como ontem, duvido que não vá aos Jogos de Londres.

O passe, como tem sido, foi de longe o pior fundamento da partida e foi assim para os dois times. Fernanda Venturini acabou sofrendo mais com a recepção do que Fabíola, que, no geral, distribuiu melhor o jogo do que carioca. No fim das contas, enquanto Fabíola poderia usar Adenízia, Jaqueline, Tandara e Hooker para atacar, Venturini só podia mesmo contar com Sheilla, pois Mari começou bem, mas foi visada pelo saque oposto e sumiu do jogo, e Regiane acabou substituída por Amanda no fim do terceiro set - se Natália fez falta ao Unilever no campeonato todo, ontem fez mais do que de costume.

Semana que vem começam os play-offs. O Osasco enfrenta o BMG/São Bernardo, o Unilever pega o Mackenzie, o Vôlei Futuro encara o Praia Clube e, no confronto mais interessante, Minas e Sesi decidem uma vaga pras semifinais. Tomara que o bom quarto set de ontem seja o tom dos jogos que vêm por aí.

O jogo-campeonato

A fase classificatória da Superliga feminina de vôlei termina hoje com o clássico de sempre. Desde a temporada 2002/2003 o vôlei feminino do Brasil está monopolizado por Rexona/Unilever, de Curitiba/Rio de Janeiro, e BCN/Finasa/Sollys, de Osasco. Eles arrebatam os últimos nove troféus e vêm decidindo os campeoantos nacionais, ininterruptmente, desde 2005. A partida é no Rio de Janeiro e, se vencer sem levar o jogo para o tie-break, o Osasco conclui a fase inicial com a melhor campanha. Senão, o primeiro posto permnanece, merecidamente, com o Unilever.

Com esse regulamento estúpido, que prevê séries melhor-de-três nas quartas e semifinais, mas um jogo só, em local previamente determinado, para a decisão (que vai ser em São Bernardo do Campo, este ano), ser primeiro ou segundo não muda muita coisa, um não terá vantagem sobre o outro, caso a história se repita de novo e eles decidam o título - a vantagem, nessa hipótese, é do Osasco, já que vai jogar numa cidade vizinha.

Quem fizer mais pontos pega o BMG/São Bernardo ou o Pinheiros, que ainda disputam a última vaga para os play-offs, e não deve encontrar muita resistência. Já o time de segunda melhor campanha vai encarar o Mackenzie ou o Praia Clube. É verdade que o Mackenzie tem um time muito voluntarioso, que compensa com juventude, bloqueio e defesa as deficiências no ataque e no passe, e é verdade, também, que o Praia Clube até chegou a vencer o Osasco nesta Superliga. Mas apostar em uma dessas equipes mineiras contra um dos dois gigantes não é recomendável.

O que vale o jogo de hoje, além da rivalidade eterna, é ver, mesmo, quem escapa de um possível confronto nas semifinais contra o Vôlei Futuro, único time da Superliga que conseguiu bater Osasco e Unilever. É preciso admitir que o time de Araçatuba, com Paula, Walewska, Fernanda Garay e Sikora, tem sido melhor no papel do que na quadra. Porém, depois de haver titubeado bastante durante a campanha, perdendo, até, um tie-break para o Minas em que vencia por 14-8, as meninas ganharam vida nova com a virada sobre o Unilever há três dias. (Na ocasião, o time de Bernardinho vencia por 2-0 e sucumbiu em cinco sets.)

Do outro lado da chave, nessa semifinal hipotética, quem terminar a fase na liderança vai pegar o vencedor da série entre o Minas e o Sesi, confronto que, no papel, deve ser mais fácil do que contra o VF.

Tomara que os dois times estejam pensando nisso e que seja um jogão.

A marca é boa

Com os 8,28m que saltou nas eliminatórias do Mundial indoor de Istambul, agora há pouco, Mauro Vinícius da Silva teria sido quarto colocado no mundial de Daegu e vice-campeão olímpico em Pequim/2008 no salto em distância. É bem verdade que a última final olímpica não teve lá grandes marcas na caixa de areia, mas, fazer o quê?, são os números.

Bom salto? Sem dúvida. Esperança pra Londres? Calma: só no ano passado, oito caras saltaram para além dessa marca. O que vale é que foi a melhor marca do ano e o melhor salto da vida do brasileiro.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Frescura britânica




A China proibiu seus atletas de http://www.blogger.com/img/blank.gifcomerem carne para evitar contaminação por clembuterol – substância dopante –, que é utilizado nas criações bovinas chinesas. Ok, tudo bem. Pode haver um quê de exagero, mas tem muito de precaução.

Mas, aí, o time britânico recebeu a recomendação de não apertar a mão de “rivais” para evitar doenças.

Era só o que faltava!

Pensando que o hooliganismo já foi chamado de “a doença inglesa”, tenho cá minhas dúvidas sobre quem pode adoecer com quem, num aperto de mãos em Londres.

Youtube olímpico III

Sábado passado, o ucraniano peso pesado Wladimir Klitschko venceu o francês Jean-Mark Mormeck e manteve os cinturões da Associação Mundial de Boxe, da Organização Mundial de Boxe e da Federação Internacional de Boxe. Das quatro associações mais importantes, ele só não tem o título do Conselho Mundial de Boxe, porque esse pertence a seu irmão mais velho, Vitali, e a mãe dos dois, dizem, não permite a luta. De qualquer modo, Wladimir tem 57 vitórias, sendo 50 por nocaute, e apenas três derrotas. Uma carreira que começou em novembro de 1996, cinco meses depois de se sagrar campeão olímpico.

Em Atlanta/1996, Wladimir Klitschko lutava pela categoria +91 Kg, como peso superpesado. Na estreia, ele enfrentou o boxeador da casa Lawrence Clay-Bey, que havia sido medalhista de bronze no mundial de 1995, e o venceu por 10-8. Na segunda luta, já nas quartas-de-final, nocauteou o sueco Attila Levin, no primeiro round. Nas semifinais, fez quatro golpes a um contra o russo Alexei Lezin, então campeão mundial, e foi para a decisão do ouro contra o tonganês Paea Wolfgramm.

Na luta decisiva, vê-se claramente que Wladimir Klitschko tinha melhor forma física que seu rival e que seu boxe era mais próximo do que se luta profissionalmente – com defesa e contragolpe – do que o que se luta como amador – em que o que vale é a quantidade de socos certeiros que se acertam no oponente. Assim, lutando como se deve no boxe amador e mais na garra do que na técnica, Wolfgramm começou melhor a luta e chegou ao terceiro e último round em pequena vantagem de 3 a 2.

Os últimos três minutos de luta mostram um Klitschko incisivo, com golpes contundentes (um deles faz o nariz do tonganês sangrar) e, enfim, vitorioso, campeão olímpico, com o placar de 7 a 3.

Porém, o vice-campeão, Paea Wolfgramm, é quem talvez tenha verdadeiramente feito história daquela noite de boxe em Atlanta: sua medalha de prata é, ainda hoje, a única conquistada por Tonga numa edição dos Jogos Olímpicos.

O primeiro vídeo contém os dois primeiros rounds e o início do terceiro. O terceiro round só termina no segundo vídeo, ambos postados por xyzSports.






domingo, 4 de março de 2012

Sob o teto em Istambul

(foto: http://istanbul2012wic.org )


O Mundial indoor de atletismo de Istambul, no próximo fim de semana, não é, exatamente, uma prévia olímpica, mesmo em março de 2012. Isso não quer dizer, por outro lado, que o campeonato deva ser subestimado. É claro que muita gente que já está de olho nas Olimpíadas não vai competir, mas é certo, porém, que esse pessoal vai ficar atento a quem estiver correndo, saltando e arremessando neste fim de semana.

Fabiana Murer não vai tentar defender o título mundial que conquistou em Doha, dois anos atrás. As polonesas Monika Pyrek e Anna Rogowska, campeã mundial outdoor em Berlim/2009, também não vão a Istambul . Entretanto, rivais suas, como a norte-americana Jenifer Suhr, a cubana campeã pan-americana Yarisley Silva, a britânica Holly Bleadsdale e a alemã Silk Spiegelburg estarão na disputa, assim como Yelena Isinbayeva – que, só pra meter medo em todo mundo, dias atrás, saltou 5,01m.

A prova genuína de velocidade vai ser a dos 60m rasos, porque não existe corrida indoor dos 100. No masculino, vale observar o que Justin Gatlin, homem mais rápido dos Jogos de Atenas/2004 e já sem muita pretensão nas provas outdoor, principalmente depois de longa suspensão por doping, vai fazer. Favoritismo, porém, é da dupla jamaicana – Nesta Carter, campeão olímpico e mundial em revezamentos, e Lerone Clarke, que não deve ter muita chance de ir pros Jogos de Londres e deverá correr tudo o que pode em Istambul. Eles devem protagonizar boa briga com o líder do ranking deste ano, o norte-americano Trell Kimons, outro que tem chances remotas de estar em Londres no mês de agosto.

Na mesma distância, no feminino, Veronica Campbell, atual bicampeã olímpica dos 200m rasos, bronze nos 100m rasos em Pequim e ouro no 4x100m em Atenas, é o grande destaque jamaicano, embora o favoritismo da prova seja da ianque Tianna Madison, que fez os três melhores tempos do ano e só deve assistir às olimpíadas pela televisão mesmo.

Outra prova que deve ser interessante é a do salto em altura feminino. Mesmo sem a grande estrela da prova dos últimos dois ciclos olímpicos, a croata Blanka Vlasic, o torcedor verá duas das maiores rivais da moça saltando em Istambul: a russa Anna Chicherova, bronze em Pequim e campeã mundial em Daegu e que tem batido Vlasic com certa frequência de uns tempos pra cá, e a italiana Antonietta Di Martino, bronze em Daegu. Duvido que Vlasic não assista à prova.

Boa, imagino, vai ser a luta pelo ouro no arremesso de peso masculino. A prova contará com o líder do ranking mundial outdoor do ano passado e vice-campeão do mundo em Daegu, o canadense Dylan Armstrong, o campeão olímpico Tomasz Majewski, da Polônia, o atual campeão mundial David Storl, da Alemanha, o atual vice-campeão olímpico e ex-campeão do mundo Christian Cantwell, dos EUA, além do também americano Heese Hoffa, que há muito não se destaca, mas sempre conquista boas posições.

Contudo, se eu pudesse escolher só uma prova pra assistir nesse campeonato (exceto, é claro, os saltos de Isinbayeva), eu pediria a prova dos 60m c/ barreira. É claro que o vencedor de Istambul não vai sair batendo no peito e exigindo medalha de ouro em Londres, mas ver em ação os dois últimos campeões olímpicos dos 110m c/ barreiras – Liu Xiang, que finalmente está de volta, e Dayron Robles, o vilão de Daegu – vale o ingresso sempre. E, de quebra, ainda tem o norte-americano Terrence Trammel, prata em Sydney/2000 e Atenas/2004.

Há outros nomes relevantes pra acompanhar, seja em nível nacional, como Keila Costa, bronze no mundial de dois anos atrás no salto em distância, e que vai competir, também, no triplo, e a velocista Ana Cláudia Silva, campeã pan-americana dos 200m rasos em Guadalajara, e que vai correr os 60m, seja em nível internacional, como a australiana Sally Pearson, prata em Pequim, campeã mundial em Daegu e líder do ranking mundial nos 100m c/ barreiras, e a queniana Pamela Jelimo, ouro em Pequim nos 800m rasos, que há muito não conquista nada relevante.

Em suma, da próxima sexta-feira até o domingo, vale a pena dar uma olhada no que Istambul tem pra mostrar.

sexta-feira, 2 de março de 2012

País olímpico e do vôlei também

(foto: terra.com.br)
Terça-feira, 29: por causa de umidade na quadra do Capoeirão, em Florianópolis, Cimed e Sesi atrasam confronto pela Superliga masculina de vôlei em quase duas horas. Para amenizar a situação, a organização improvisa ventilares no fundo de quadra.



Quarta-feira, 30: noutra partida da Superliga masculina, agora, em Belo Horizonte, o oposto Wallace, do Cruzeiro e da Seleção Brasileira, foi vítima de racismo. Na partida contra o Minas, ao que parece, uma mulher o chamou de “macaco” e proferiu outros xingamentos racistas. Até agora, nada aconteceu, além de uma nota oficial em que a CBV diz que repudia o fato. (foto: Alexandre Arruda - cbv.com.br)

Em duas noites consecutivas, com TV ao vivo e com quatro dos cinco melhores times do país em quadra, o Brasil mostrou que o vôlei, esporte que mais lhe rendeu vitórias nas últimas duas décadas, é dirigido com profissionalismo e zelo, e que, sobretudo, o país merece receber uma Olimpíada. É pra se orgulhar ou não é?