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quinta-feira, 22 de março de 2012

Sem Bernard

Enquanto todo mundo fala no duelo à distância entre Cielo e Magnussen nas provas de velocidade, o atual campeão olímpico dos 100m livre, Alain Bernard, decepcionou. Com o tempo de 48s97, o nadador terminou campeonato francês de natração na quinta posição e não vai defender seu título em Londres. Ainda lhe resta competir no revezamento 4x100 livre da França, que ele ajudou a conquistar a prata nas Olimpíadas de Pequim/2008 e no Mundial de Xangai/2011.

Não foi só Bernard quem decepcionou. Frédérick Bousquet, companheiro de Cielo nos tempos de Austin, nos EUA, foi o sétimo colocado, e o vice-campeão dos 50m livre de Pequim, Amaury Leveaux, terminou apenas na quarta posição. Já o vice-campeão do mundo em Xangai, William Meynard, nem sequer conseguiu se classificar pra final.

As duas vagas francesas nos 100m livre masculino são de Yannick Agnel, que venceu com 48s02, e Fabien Gilot, segundo com a marca de 48s38.

Na sexta-feira, sai a definição dos representantes franceses nos 50m livre. campeonato prossegue até o domingo.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Mira imprevisível

A vida esportiva da arqueira chilena Denisse van Lamoen é das mais insólitas. Em Sydney/2000, com 21 anos recém-completados, Lamoen cheogu como vice-campeã pan-americana, mas foi a 59ª entre 64 competidoras nos tiros de classificação e foi eliminada logo no primeiro confronto. Impossivel participação mais discreta.

Dois anos depois, nos Jogos Sul-Americanos (que, cá pra nós, não têm relevância quase nenhuma), testou positivamente para anfetamina e perdeu as sete medalhas (seis de ouro) que conquistou. De castigo, passou um ano e meio suspensa. Como a equipe chilena não conseguiu vaga para os Jogos de Atenas/2004, ficou fora da disputa, o que também ocorreu para as Olimpíadas de quatro anos mais tarde.

Mas, numa virada quase inacreditável na carreira, num esporte dominado por europeias, norte-americanas, chinesas e, principalmente, sul-coreanas, Denisse van Lamoen se tornou campeã mundial em Turim, no ano passado. Um feito realmente histórico, que, sem exagero algum, a coloca no rol dos grandes esportistas da história do Chile.

Com o título, Lamoen teve o privilégio de ser, até agora, a única representante sul-americana no esporte nas Olimpíadas de Londres. Além disso, aliás, muito além, mesmo, o campeonato de tiro com arco em Turim foi o único título mundial conquistado por um atleta chileno numa modalidade olímpica. É pra entrar pra história ou não é?

Até hoje, o Chile só coleciona duas medalhas de ouro na história do olimpismo, ambas no tênis masculino e em Atenas/2004. Nicolas Massú foi o melhor no torneio de simples e, ao lado de Fernando González, foi também vencedor nas duplas. Lamoen é a chilena certa pra subir no pódio em Londres? Difícil dizer: no Pan de Guadalajara/2011, três meses depois do mundial, ela teve bursite e não ganhou medalha alguma. Foi só outro imprevisto, como era imprevisto um caso de doping numa edição dos Jogos Sul-Americanos e como era imprevisto ganhar o torneio na Itália. Com Denisse van Lamoen, tudo pode acontecer. Tudo, mesmo.

Um alerta pra dois


(foto: zimbio.com)

James Magnussen, hoje, exatamente hoje, é o cara da natação de velocidade. Foi campeão mundial nos 100m livre em Xangai/2011 e quase bateu o recorde mundial da prova, que ainda é de Cesar Cielo, uns dias atrás. Pra completar, nesta quarta-feira, nadou os 50m livres em 21s74. Está longe dos 20s91 que Cielo fez com um supermaiô, mas é melhor que os 21s85 que o brasileiro chamou de "recado". Enfim, se Cielo pensa em título olímpico, vai ter que bater o australiano em Londres. Disso, hoje, pouca gente duvida.

Porém, esse começo de ano amedrontador de Magnussen lembra um tanto a ascensão meteórica de seu compatriota Eamon Sullivan, em 2008. Naquele ano, o cara começou estabelecendo um novo recorde mundial pros 50m livre, o que o tornou favorito em Pequim. Depois, já nos Jogos, estabeleceu novo recorde para os 100m livre ainda nas semifinais e parecia que ia abocanhar os dois ouros mais rápidos das piscinas, coisa que só o norte-americano Matt Biondi (Seul/1988) e o russo Alexander Popov (Barcelona/1992 e Atlanta/1996) fizeram. Mas, que nada!

Quando a onça bebeu água, Sullivan foi superado por Alain Bernard e teve de se contentar com a prata nos 100. Quando caiu na piscina pros 50m, enxergou de binóculo, na sexta posição, a vitória de Cesar Cielo. Nos revezamentos, Sullivan ainda foi prata no 4x100m medley e bronze no 4x100m livre. Ou seja, voltou de Pequim recordista mundial nos 50 e 100m livre, mas não tinha nenhuma medalha dourada pendurada no pescoço.

Chegar favorito ou ser recordista não foi salutar em 2008. Ganha em Londres quem superar os adversários, o exemplo de Eamon Sullivan e os nervos.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Recado anotado e respondido


(foto: Comitê Olímpico Australiano)


Dias atrás, Cielo nadou os 50m livre em 21s85 e disse que aquilo era um recado pra concorrência. Pelo jeito, lá do outro lado do mundo, teve gente que levou a coisa mesmo a sério e respondeu. Não na mesma prova, mas numa moeda ainda melhor.

James Magnussen, no pré-olímpico australiano, nadou os 100m livre em 47s10. É uma marca que lhe daria o ouro em Pequim/2008, mesmo contra nadadores turbinados pelos supermaiôs. É o tempo mais veloz desde 2010, quando o acessório tecnológico foi vetado. O recorde mundial de 46s91, que pertence a Cesar Cielo desde 2009, nunca esteve tão ameaçado. Foi um recado claro e rápido do campeão mundial de Xangai/2011:

"Preparem-se. Eu vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para quebrar esse recorde mundial, porque quero ser considerado o homem mais rápido da história."

Youtube olímpico IV

Ian Thorpe falhou. Nas seletivas australianas pros Jogos Olímpicos, o nadador não conseguiu vaga nos 100 nem nos 200m livre. Depois de cinco anos oficalmente aposentado, ele havia retornado às competições no ano passado, visando participar das Olimpíadas de Londres. Uma pena não ter conseguido. Porque sua carreira, até parar, em 2006, era das mais vitoriosas da história do esporte. E porque venceu uma das provas de nível mais alto da natação olímpica.

Atenas, 2004. Michael Phelps chegava aos Jogos falando em conquistar oito medalhas, todas de ouro. Cacife, o norte-americano tinha: no Mundial de Barcelona, um ano antes, havia vencido quatro provas e ficado com a prata em outras duas (e tinha apenas 18 anos de idade). A missão, no entanto, era dificílima, pois as provas de velocidade no nado livre em Sydney/2000 haviam sido dominadas pelo holandês Pieter van der Hoogenband. Em Atenas, ele tentaria defender seus dois títulos olímpicos. Só que, para tanto, teria de bater o impetuoso Phelps e o rival de quatro anos antes, Ian Thorpe, que emergira da água em Sydney com três títulos. A prova dos 200m livre pôs os três titans na mesma piscina.

No primeiro dia da natação, Phelps saudou o público e a crítica, vencendo a prova dos 400m medley. Ocorre que, no dia seguinte, uma inesperada vitória do revezamento sul-africano no 4x100 livre lhe tirou a chance de conquistar os oito títulos que prometera. Ainda lhe restava, porém, tentar igualar os sete ouros que seu compatriota, Mark Spitz, conquistara em Munique/1972. Para isso, era preciso vencer os 200m livre. A prova que Hoogenband roubara de Thorpe em 2000.

Em Sydney/2000, a torcida australiana esperava que Thorpe vencesse as duas provas individuais de que participaria - os 200 e 400m livre - e conduzisse o revezamento da Austrália nos 4x100 e 4x200m livre e 4x100m medley. Com ele, a Austrália venceu os revezamentos de nado livre e ficou com a prata no dos quatro estilos. E ele até que conquistou a prova dos 400m livre, mas foi superado por Hoogenband nos 200m. Em Atenas, tinha a oportunidade de conquistar o título que o holandês lhe impedira.

Os 200m livre masculino em Atenas/2004, como se podia esperar, foi muito disputada. Hoogenband, na raia 4, liderou a competição por 150m, mas era sempre escoltado de perto por Thorpe, na 5. Na última virada, o holandês, que nadava bem abaixo do recorde mundial (que era de Thorpe desde 2001), ficou sem fôlego, sem pernas. Phelps, em prova quase discreta, talvez tivesse tirado a prata de Hoogenband, se ainda houvesse mais uns metros de piscina pela frente. A vitória, porém, e finalmente, dos 200m livre, era de Ian Thorpe, que estabelecia ali um novo recorde olímpico

Depois daquela derrota, Phelps jamais foi derrotado novamente numa prova olímpica. Em Atenas, depois daquele dia, conquistou cinco ouros e terminou a campanha com seis títulos e dois bronzes na Grécia - façanha hoje quase esquecida, em vista das oito vitórias em Pequim/2008.

Hoogenband, dois dias depois, teve sua revanche contra Thorpe, nos 100m livre, e não falhou: tornou-se bicampeão da distância, deixando o rival na terceira posição. Sua trajetória olímpica, que começou em Atlanta/1996 e terminou em Pequim/2008, teve três ouros, duas pratas e dois bronzes, medalhas que conquistou em Sydney e Atenas.

Já Ian Thorpe, com a vitória nos 200m, conquistava seu segundo ouro naqueles Jogos. O primeiro veio nos 400m livre, quando se tornou o segundo bicampeão olímpico da história da prova (o primeiro foi seu compatriota Murray Rose, em Roma/1960 e Tóquio/1964). Em duas participações, visitou o pódio olímpico nove vezes, sendo cinco no topo, três vezes como o segundo e uma em terceiro.

A prova que pôs ombro a ombro três dos maiores nomes da natação do século XXI esta neste vídeo.

domingo, 18 de março de 2012

Rússia, sim. E Polônia também


(foto: zenit-kazan.com)


Em Lodz, na Polônia, o Zenit Kazan bateu esta tarde o Belchatow no tie break e levou o título europeu de clubes. Mais do que a vitória do vôlei russo sobre o polonês, sobressai a constatação de que essas duas escolas são as que, hoje, dominam a modalidade no continente.

É bem verdade que o russo Zenit estava reforçado pelo levantador italiano Vermiglio e pelo ponteiro americano Priddy, mas estava cheio de jogadores da seleção nacional - Mikhailov, Apalikov, Sivozhelev, Volkov e Obmochaev. Do outro lado, o time da casa era praticamente a seleção polonesa, com Winiarski, Kurek, Klos, Woicki, Plinksi, Mozdzoneck e por aí vai. Nas semifinais, eles havia derrotado as legiões estrangeiras, respectivamente, do Trentino (italiano) e do Arkas (turco). Na prática, o ginásio de Lodz assistiu à mais uma decisão entre Rússia e Polônia, que se tornou frequente nos últimos meses.

No fim do ano passado, a dobradinha Rússia e Polônia evitou o tricampeonato brasileiro na Copa do Mundo e, de quebra, ganhou vaga para Londres/2012. Meses antes, os dois times fizeram uma das semifinais da Liga Mundial. Deu Rússia. E a Rússia levou a melhor sobre o Brasil na decisão do campeonato e a Polônia bateu a Argentina na disputa pelo bronze.

Não deixa de ser curioso notar o crescimento de russos e poloneses às portas dos Jogos de Londres, ainda mais pela campanha medonha que fizeram no Mundial de 2010, na Itália: a Rússia foi eliminada pela Sérvia e não chegou às semifinais, enquanto a Polônia levou duas sovas - de Brasil e Bulgária - e não avançou à terceira fase do torneio. Agora, a Polônia é séria candidata ao pódio olímpico e a Rússia, ao ouro.

sábado, 17 de março de 2012

"Today is my day"

A francesa Elodie Clouvel não precisou de muitas palavras pra resumir sua participação na etapa brasileira da Copa do Mundo. Mais eloquente competindo do que falando inglês, Clouvel foi modesta ao dizer que hoje era seu dia. Foi o primeiro título da francesa em uma etapa da Copa.

Pra conquistar a medalha de ouro no Rio de Janeiro, Clouvel foi a quinta melhor na esgrima, a mais rápida na natação e a segunda melhor no hipismo, o que lhe deixou na pole position do evento combinado. Sua compatriota Amelie Cazé largava em segundo, a nove segundos da líder. A briga pelo título seria das duas moças, se Cazé não perdesse tanto rendimento depois da segunda e penúltima passagem no estante de tiro, e caísse vertiginosamente para o décimo lugar. A vantagem de Clouvel sobre as outras era tão grande, que ser a 23ª na prova da corrida e tiro foi suficiente pra uma vitória folgada.

Quinta colocada na classificação final, a pernambucana Yane Marques se destacou, como sempre, na natação, em que foi a quarta melhor. No mais, fez uma prova pra ficar ali, no meio do bolo. Ela foi 13ª na esgrima, 12ª hipismo e 11ª no evento combinado. No evento combinado, depois de largar em terceiro lugar e de lutar com a egípcia Aya Medany pelo terceiro lugar, ambas viram a australiana Chloe Esposito e, principalmente, a russa Ekaterina Khurasina (que havia sido a segunda pior na natação) darem um gás danado no final e subirem no pódio.

A atual campeã olímpica Lena Schoneborn não completou o evento combinado (sinceramente, nem sei se ela largou) e ficou na 34ª posição. E a campeã do mundo Victoria Tereshuk, sequer, participou da final, por conta de uma contusão.

A próxima etapa da Copa do Mundo é na cidade húngara quase impronunciável de Szazhalombata, entre os dias 12 e 15 de abril. Até lá, Elodie Clouvel poderá praticar mais o inglês pra dar entrevista ao canal da UIPM ou, então, convencer o repórter a entrevistar o pessoal com um tradutor do lado.

CLASSIFICAÇÃO:
1º - Elodie Clouvel (França) - 5.512
2ª - Ekaterina Khuraskina (Rùssia) - 5.428
3ª - Chloe Esposito (Austrália) - 5.420
5ª - Yane Marques (Brasil) - 5.388

Atrás das francesas

Daqui a pouco começa o evento combinado da final da etapa brasileira da Copa do Mundo de Pentatlo Moderno, no Rio de Janeiro. Yane Marques larga em terceiro, 33s atráshttp://www.blogger.com/img/blank.gif da vice-líder, a francesa Amelie Cazé (três vezes campeã mundial). A líder é outra francesa, Elodie Clovel, que entra na pista nove segundos antes da compatriota.

Como a diferença de Yane em relação às francesas é muito grande e ela não costuma se sair bem na corrida (prova que compõe o evento combinado junto com o tiro), o mais provável é que ela fique mesmo é na briga pra sustentar o terceiro lugar - que seria sua segunda melhor classificação na história das etapas da Copa do Mundo.

Na final da Copa do Mundo de 2009, também no Rio de Janeiro, a pernambucana ficou com o segundo lugar. Naquela ocasião, o título foi da russa Donata Rimsaite - que hoje está apenas na 27ª colocação.

A prova deve começar às 17h e o link ao vivo é esse aqui.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Mais pentatlo, mais Yane

Mais uma vez na final de uma etapa da Copa do Mundo, agora, no Rio de Janeiro, a pentatleta pernambucana Yane Marques tem outra chance de confrontar adversárias que encontrará em Londres. É o caso da atual campeã olímpica e vencedora da primeira etapa da Copa, a alemã Lena Schoneborn, da campeã mundial do ano passado, a ucraniana Victoria Tereshuk, da campeã mundial de 2007, 2008 e 2010, a francesa Amelie Cazé (que não competiu semana passada, em Charlotte), e da campeã mundial de 2009, a chinesa Qian Chen.

E vai enfrentar gente que tenta uma vaga para os Jogos, como a a britânica Mhairi Spence e a surpreendente bielorrussa Anastasyia Prokopenko, prata e bronze, respectivamente, em Charlotte. Gente que disputa com a conterrâneas dela - Priscila Oliveira e Larissa Lelys - uma das sete vagas olímpicas pelo ranking mundial.

Danado é que, de novo, Yane é a única brasileira na final de uma etapa, o que deixa Priscila e Larissa cada vez mais longe da briga pelo sonho olímpico. Elas precisam subir no ranking, mas apenas veem as rivais estrangeiras pontuando em etapas da Copa do Mundo.

A disputa amanhã começa às 7h30, com a esgrima, e deve transcorrer durante todo o dia, com a natação, o hipismo e o evento combinado à tarde. O site oficial transmite a prova ao vivo.

Recado

"É sempre bom mandar um recado para os nossos adversários, com mais um melhor tempo do mundo."

(Cesar Cielo, em entrevista ao SporTV, logo depois de nadar os 50m livre em 21s85, em Belém, no sul-americano. Com esse tempo, na final do mundial de Xangai/2011, só teria perdido para ele mesmo, que assinalou 21s52).

domingo, 11 de março de 2012

Os antigos

O Mundial indoor de Istambul trouxe de volta três nomes que andavam sumidos no cenário do atletismo internacional.

Yelena Isinbayeva passou dois anos experimentando a vida de atleta comum, viu as adversárias crescerem (Fabiana Murer foi quem tirou melhor proveito do ostracismo da musa), mas, em 2012, ela voltou com tudo e toda prosa. Dia desses, de passagem por Estocolmo, a russa fez 5,01m e estabeleceu novo recorde mundial indoor para o salto com vara. Em Istambul, ela bem que tentou, sem sucesso, subir a marca em um centímetro. Besteira: com 4,80m ela se tornou campeã mundial pela sexta vez (a quarta em estádio coberto).

Pamela Jelimo foi campeã olímpica dos 800m rasos, em Pequim, com apenas 18 anos de idade. Não satisfeita, cravou as oito melhores marcas da temporada, conquistou a extinta Golden League (venceu as seis provas que disputou) e embolsou o prêmio de um milhão de dólares. Contudo, o ouro e o dinheiro parecem ter feito mal à queniana. Em 2009, ela foi a 21ª do ranking mundial, e em 2010 e 2011, não conseguiu correr nenhuma vez a distância abaixo dos 2 minutos. Mas correu em Istambul no tempo de 1min58s83 e está voltando para casa com um título mundial, coisa que seu currículo não tinha.

Justin Gatlin, ao contrário de Isinbayeva e Jelimo, não estava sumido só por problemas de resultados na pista, mas por um resultado positivo num antidoping realizado em 2006. Campeão olímpico dos 100 e bronze nos 200m rasos em Atenas/2004, o norte-americano pegou quatro anos de suspensão e não pôde, sequer, tentar competir em Pequim. Ele voltou às pistas timidamente em 2010, correndo acima dos 10s nos 100m e passando longe dos 20s00 nos 200m. Ano passado, concentrou-se apenas nos 100m e conseguiu a única marca que obteve abaixo dos 10s desde que voltou da suspensão - 9s95. Nada, contudo, que assombrasse, já que houve quatro americanos e um monte de jamaicanos mais rápidos que ele em 2011. Só que, em Istambul, ele enfrentou o campeão olímpico e mundial no 4x100m, o jamaicano Nesta Carter, e venceu os 60m rasos - como fez em Birmingham/2003, no único título indoor que possuía.

(fotos: iaaf.org)

O Lord não perdoa


(foto: iaaf.org)



Com a nobreza que o título de Lord lhe confere e com a autoridade de presidente da comissão organizadora dos Jogos, o ex-corredor Sebastian Coe foi taxativo: não quer que o velocista britânico Dwain Chambers compita nos Jogos. Ele alega que, se o Associação Olímpica Britânica (BOA, em inglês) baniu o corredor, não há por que um outro organismo (a Corte Arbitral do Esporte, no caso) modificar tal decisão.

Em 2003, Chambers foi punido com dois anos de suspensão por haver testado positivamente para o esteróide anabolizante THD (tetrahidrogestrinona), droga que, até aquele ano, não era detectada pelos exames de controle antidopegam. Ele foi um dos envolvidos no escândalo da Balco, laboratório norte-americano que fornecia essa substância aos atletas. O escândalo envolveu, inclusive, norte-americanos campeões olímpicos de Sydney/2000, como os ex-esposos Marion Jones e Tim Montgomery. Jones perdeu as cinco medalhas que conquistou (três de ouro) e Montgomery, medalhista de ouro no revezamento 4x100m, perdeu o recorde mundial dos 100m rasos, do qual era o detentor desde 2002.

Pelo regulamento da Associação Olímpica Britânica, o atleta nacional suspenso por dois anos ou mais pelo uso de doping fica impedido de disputar competições representando a entidade. Ou seja, Chambers pode disputar um campeonato mundial - como disputou o de Istambul e foi bronze nos 60m rasos - mas não pode participar dos Jogos Olímpicos.

A única participação olímpica de Dwain Chambers foi em Sydney. Na ocasião, ele ficou em quarto lugar nos 100m rasos, com o tempo de 10s08 na final. O título mais epressivo de sua carreira veio justamente depois da suspensão, quando foi o homem mais rápido do mundial indoor de Valência, em 2010.

A Corte Arbitral do Esporte (CAS) decide nesta segunda-feira se essa pena imposta pelo comitê britânico é válida. Se o CAS disser que o banimento é injusto, para desgosto do Lord Seb Coe, Chambers poderá pleitear vaga no time britânico que corre em casa.

sábado, 10 de março de 2012

Faltou fôlego

Depois de boa prova na natação e no hipismo, a brasileira Yane Marques não suportou o ritmo das adversárias e terminou a etapa de Charlotte da Copa do Mundo de Pentatlo Moderno em décimo lugar. O título ficou com a atual campeã olímpica, a alemã Lena Schoneborn, seguida da britânica Mhairi Spence e da supreendente bielorrussa Anastasiya Prokopenko, que largou, no evento combinado, na 18ª posição. Spence e Prokopenko, ao contrário de Yane e Schoneborn, ainda lutam por vaga para os Jogos Olímpicos.

O dia começou complicado pra brasileira, que venceu 17 combates e perdeu 18 na esgrima, ficando na 16ª posição. Mas, com o quinto melhor tempo na piscina (200m nado livre em 2min14s37) e apenas uma falta no concurso de saltos, que lhe rendeu o quarto lugar no hipismo, Yane chegou à quinta posição geral. No entanto, no Evento Combinado (Corrida e Tiro), ela fez apenas a 19ª marca, com o tempo de 12min02s37, e caiu para a décima posição.

A segunda etapa da Copa do Mundo é no próximo fim de semana, no Rio de Janeiro.

Pentatlo e ao vivo (III)

Contusão tira Ricky Rubio das Olimpíadas

Candidato a novato do ano na NBA, pelo Minnesota Timberwolves, e maior revelação do basquete espanhol dos últimos anos, o armador Rick Rubio está fora da temporada do basquete americano e dos Jogos Olímpicos de Londres. Ontem, num jogo contra o LA Lakers, a 16s do final da partida, ele tentou cavar uma falta de ataque de Kobe Bryant, mas acabou levando a pior: além de os árbitros marcarem falta sua, Rubio rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo.

Em sua temporada de estreia na NBA, Ricky Rubio tem a média de 10,6 pontos por jogo e de 8,2 assistências. Nas Olimpíadas de Pequim, Rubio tinha 17 anos de idade e foi o basqueteiro mais jovem da competição. Mesmo na reserva, teve média de 4,75 pontos por partida, assinalando seis deles na decisão, contra os EUA.

A previsão é de que ele não deve voltar às quadras em menos de seis meses. Essa contusão foi a mesma que sofreu Juliana, que faz dupla no vôlei de praia com Larissa, meses antes dos Jogos de Pequim.

Volta por cima



Karlshure, 12 de fevereiro de 2012: o costa-riquenho Nery Brenes disputa sua primeira competição na temporada indoor e vence a prova dos 400m. Contudo, é desclassificado por ter buscado as raias internas antes da distância regulamentar.


(foto: BBC)

Birmingham, 18 de fevereiro de 2012: Nery Brenes, campeão dos 400m rasos no Pan de Guadalajara, lidera a prova indoor com folga, quando, sozinho, tropeça e cai na reta de chegada.





Istambul, 10 de março de 2012: Nery Brenes, em 45s11, se torna campeão mundial indoor dos 400m rasos.

Uma notícia boa e uma melhor ainda

(foto: iaaf)


A notícia boa é que Mauro Vinícius da Silva, embora não tenha repetido a marca de ontem, ficou com o ouro no Mundial indoor de Atletismo de Istambul. Dois saltos a 8,23m de distância asseguraram ao brasileiro um título mundial supreendente, já que, até, sei lá, anteontem, os resultados dele não eram muito expressivos.

E a notícia melhor ainda é que, quando assinalou 8,23m pela primeira vez, Mauro Vinicius fez um salto horrível, não tocou na tábua de impulsão e ficou a quase 25cm da massa que delimita os saltos válidos.

Ou seja, ele ficou com o ouro e ainda tem potencial pra fazer um salto muito melhor.

Ficou distante

(Foto: iaaf)


Bronze no salto em distância do Mundial indoor de Doha, Keila Costa passou longe de repetir sua atuação de dois anos atrás. Com a marca de 6,45m, a pernambucana foi hoje apenas a 11ª colocada e não conseguiu vaga para a final em Istambul.

Amanhã, ela ainda deve competir no salto triplo.

Pentatlo e ao vivo (II)

Pentatlo e ao vivo

Às 10:30 horas, com os duelos na esgrima, começa a final feminina da 1ª http://www.blogger.com/img/blank.gifetapa da Copa do Mundo de Pentatlo Moderno, em Charlotte, EUA. Yane Marques é a representante brasileira. Chance de vê-lahttp://www.blogger.com/img/blank.gif enfrentando a alemã campeã olímpica e Lena Schoneborn, a ucraniana atual campeã mundial Victoria Tereshuk e várias rivais já classificadas para os Jogos de Londres, como a francesa Elodie Clovel e a lituana Laura Asadauskaite.

Além de Yane, o Brasil esteve representado em Charlotte por Priscila Oliviera, mas ela não se classificou para a final.

O site da União Internacional de Pentatlo Moderno (UIPM) transmite a prova ao vivo.