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sábado, 14 de abril de 2012

Roupa nova

E aí, gostou do layout novo do blog?

O crédito é todo pra João Alberto Burgo, que deu de presente um design novo aqui pro Pontogol. De quebra, o cara colocou, até, uma foto minha lá no cabeçalho - justo eu, que tento não ser só mais um rostinho bonito.

Valeu, xará!

domingo, 8 de abril de 2012

Em Londres por 2020

Em franca campanha para que Doha seja sede das Olimpíadas de 2020, o Qatar anunciou que, pela primeira vez na história, vai mandar uma mulher representando o país nos Jogos. Uma, não, três. A atiradora Bahya Al-Hamad e a corredora Noor Houssain al-Malki e a nadadora Mohammed Wafa Arakji serão as pioneiras. Mais do que para conquistarem medalhas, pois para isso têm poucas chances, as três vão a Londres como cabos eleitorais.

Enviar atletas olímpicas é um recado do comitê local de que, no Qatar, os tempos são outros. Sim, a medida é mais política do que esportiva. Mas é uma medida que muito a contento, principalmente, quando os vizinhos sauditas decidiram, mais uma vez, não inscrever mulheres nos Jogos.

Fechou a conta na quadra. E o Brasil?

Nesta semana, definiram-se as seis vagas olímpicas que restavam no handebol masculino. Quem não conseguiu classificação aos Jogos por não ter sido campeão continental ou mundial, ou não ser a própria Grã Bretanha, teve de se virar num dos três torneios pré-olímpicos. Suécia, Hungria, Croácia, Islândia, Espanha e Sérvia foram agraciadas com o direito de competir em Londres.

Curiosidade: dos quatro semifinalistas em Pequim/2008, só a França, campeã mundial em 2011, já estava assegurada nos Jogos; Islândia, Espanha e Croácia tiveram de ralar um mais um bocadinho. Mas todo mundo passou, sem trauma, sem drama.

E o Brasil?

A Seleção Brasileira jogou o pré-olímpico na Suécia. Mesmo sem vaga e sempre correndo por fora, até que não fez muito feio. Perdeu um jogo equilibrado para Suécia, venceu a Macedônia num jogo apertado, mas amistoso, já que ninguém tinha mais chances, e, poderia ter vencido a Hungria, no sábado, resultado que, junto à hipotética vitória contra os macedônios, teria levado o time brasileiro para Londres. Mas não venceu. Teve chance de empatar e falhou em dois ataques consecutivos, no finzinho do jogo. Ficou fora, depois de estar presente às duas últimas olimpíadas.

Se Manoel Luiz Oliveira tem a chance de ver seu sétimo mandato à frente da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) coroado com uma boa campanha das meninas em Londres, vai ser, e com razão, criticado pelo marasmo nas categorias de base, nos clubes e na seleção masculina - que, na vera, mesmo, perdeu a vaga pra Argentina, em Guadalajara, ano passado. Estagnado, o handebol brasileiro vê, passivamente, o argentino evoluir e assumir a liderança continental da modalidade. Enquanto a Argentina fez uma campanha brilhante no mundial passado, vencendo Suécia e Eslováquia, e empatando com a Coreia do Sul, o Brasil perdeu, até, do Japão, naquele campeonato.

São sete mandatos de Manoel Oliveira, e o Brasil ainda não é capaz de fazer frente a seleções medianas da europa - como é o caso da Hungria (o jogo com a Macedônia não valia muita coisa, né?). São sete mandatos de Manoel Oliveira, e o Brasil também não foi capaz de suplantar os hermanos na luta pela vaga olímpica. Mas, se as meninas voltarem de Londres com medalha, tudo estará bem, dirão que o "o projeto handebol feminino teve êxito", repetirão que foi o "resultado de um longo trabalho" e outras lengas. Não é assim?

(foto: SEED.gov.br)

Fechou a conta na piscina. E o Brasil?

O pré-olímpico mundial deste fim de semana, no Canadá, definiu as quatro últimas vagas olímpicas do polo aquático masculino. Montenegro, Espanha, Grécia e Romênia vão a Londres. A novidade foi a classificação da Romênia, que não ia a uma olimpiada desde Atlanta/1996.

E o Brasil?

A Seleção Brasileira fez uma primeira fase, como esperada, bem irregular no torneio. Levou uma surra da Espanha, perdeu pra única rival de verdade que tem no esporte, o Canadá, goleou a Argentina e empatou com a Turquia. Ruim, mas normal. E, mesmo assim, nas quartas-de-final, ainda ficou a uma vitória da vaga pra Londres. Simples assim. Se vencesse, carimbava o passaporte. Só que tomou de 19-8 da Romênia.

A distância em relação aos europeus é grande demais. Distância que a eterna gestão de Coaracy Nunes Filho (presidente da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos, e não da Confederação Brasileira de Natação, como às vezes parece) não fez nada para diminuir.

O Brasil não manda uma seleção para as Olimpíadas desde Los Angeles/1984. Mas tudo bem. Porque, enquanto Cielo trouxer medalha pra casa, ninguém vai questionar o presidente por causa de outro resultado ruim no polo aquático.

(foto: bestswimming.com.br)

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Em todas. Ou quase

Longe da seleção desde 2008, a levantadora Fofão teve uma temporada sabática. Ou quase. Se não atuou em clube nenhum, não se pode dizer que ficou afastada do vôlei e da mídia.

Primeiro, ela comentou a Liga dos Campeões feminina pelo Bandsports. Depois, foi convidada especial da Globo numa das transmissões da Superliga. E amanhã, ela vai participar de um quadro no Esporte Fantástico, da Record - ao menos, foi o que Virna, aquisição da emissora pra cobertura olímpica, anunciou no twitter.

Ou seja, num tempo em que a TVs se digladiam pelos direitos de transmissão esportiva no país, Fofão tem trânsito livre na telinha. A levantadora está em todas. Mas bem que poderia estar na seleção.

(foto: wikipedia.org)

Rumo aonde?

Começa hoje o pré-olímpico mundial de handebol masculino. O Brasil, castigado por não ter vencido o Pan de Guadalajara, joga contra a Suécia, a Hungria e a Macedônia. Os quatro jogam entre si e os dois melhores vão para Londres. A lógica diz que o time brasileiro volta para casa. Não é?

A Suécia tem tradição no esporte, já ganhou medalha olímpica e joga em casa. É favorita. A briga pela segunda vaga é entre Hungria e Macedônia.

Os húngaros nunca fizeram nada muito extraordinário no esporte. Até que chegaram às semifinais em Atenas/2004, mas ficaram fora da edição de Pequim. Os macedônios, sem Alexandre, o Grande, e sem o restante da ex-Iugoslávia, não contam histórias de grandes feitos, nunca foram a uma olimpíada, nem mesmo disputaram o mundial de 2011.

Isso, é claro, não deve iludir ninguém: o Brasil vai, mesmo, correr por fora nessa briga, porque não tem handebol para encarar time nenhum do segundo escalão do handebol europeu. Se conseguir a classificação olímpica, será uma zebra, não será nada do tipo "isso comprova a evolução do handebol brsaileiro" e coisas assim. Porque o que evoluiu no handebol nacional, esses últimos anos, foi o jogo da seleção feminina e só - não amplio os horizontes dessa constatação, sequer, para o handebol feminino em si.

Hoje, ao meio-dia, o Brasil enfrenta a Suécia. Amanhã, às 08h30, pega a Hungria. E no domingo, às 09h30, joga contra a Macedônia. A ESPN transmite as partidas.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Mau retrato

(foto: CBF)


Admito: fui enganado. Ver a Seleção Brasileira feminina de futebol enfrentar EUA e Japão nesta semana me fez acreditar que alguma coisa, ainda que de muito longe, havia mudado. Nem que fosse a mentalidade da CBF, que sempre tratou a modalidade como produto de fim de feira. Ou, pelo menos, eu achava que os jogos serviriam pra preparar o time pras Olimpíadas. Nada disso.

Os dois jogos sem Marta serviram, apenas, para mostrar o que todo mundo sabia desde sempre: sem Marta, sem chance. As duas goleadas que o Brasil sofreu essa semana fazem crer que esse time, sem sua craque, é bem mais fraco do aquele dos anos 90, que tinha Roseli, Sissi, Pretinha, mas do qual ninguém podia esperar muita coisa, além de uma luta danada e alguns resultados surpreendentes. Do time de hoje, quando a dez não joga, não se pode esperar, nem mesmo, que encare um adversário de gabarito.

Mudou o treinador. Saiu Kleiton Lima, em novembro, e voltou Jorge Barcellos, vice-campeão mundial na China, em 2007, e prata em Pequim/2008. E a defesa continua horrível. Aline sabe fazer gol de cabeça, Daiane tem boa estatura, mas as duas não ganham uma bola cruzada na área. Hoje, eu fico até surpreso que Wambach só tenha conseguido fazer um gol de cabeça nessa defesa aos 17 do segundo tempo da prorrogação, na Copa do Mundo do ano passado.

O meio-de-campo e o ataque são incapazes de segurar uma bola, de trocar passes (mesmo aqueles improdutivos, de lado) de evitar que o time adversário se arme e desça com tudo contra a defesa brasileira. Pedir uma boa jogada, então, é querer demais. Querer que as meias chutem de fora da área, arma mortal no futebol feminino, também é pedir muito. Querer que Cristiane se pareça com a que jogou entre 2004 e 2008, então, nem se fala. Mas ela não é, necessariamente, "a maior culpada" de alguma coisa. Seria injusto dizer isso.

Porque o time inteiro não rende bulhufas, como diz meu pai. Elas esperam que Marta receba uma bola casual ali na frente, saia driblando todo mundo e faça o gol sozinha ou presenteie alguém com um passe na cara do gol. Conclusão terrível: se Marta, por azar, ficar fora de alguma partida decisiva nas Olimpíadas, adeus!

Contudo, se as meninas não estão jogando nada, há de se reconhecer que a CBF tem muita culpa nisso. José Maria Marin não entra em campo, não marca a atacante que fez o gol de cabeça, não tabela com Marta, mas ele, que assumiu a CBF há quase um mês, ainda não se pronunciou sobre a modalidade. Ainda não disse o que espera da seleção, se quer manter esse campeonato mequetrefe que chamam de "Copa do Brasil"; não fala nada sobre categorias de base, não está nem ligando se a seleção foi jogar contra os dois favoritos ao ouro olímpico e só chegou ao Japão 48 horas antes da estreia.

Sim, 48 horas foi o que as meninas tiveram para se acostumarem a trocar o dia pela noite no Japão. Certo, a seleção passou uns dez dias treinando em Boston, mas, por que não foi direto para o Japão? Foi dinheiro o que faltou à CBF?

Esses dois jogos, que se juntam à derrota para o Canadá, no mês passado, mostram que a preparação para os Jogos de Londres vai ser tensa e que, mesmo na Inglaterra, o time vai sofrer muito, quando Marta não jogar ou não estiver muito inspirada. Mas o retrato do descaso da CBF com o futebol das mulheres, pra mim, é o uniforme.

Enquanto o time masculino já enfrentou a Bósnia, mês passado, de roupa nova, sem aquela camisa chinfrim de 2011, é esse uniforme velho, surrado, pavoroso que as brasileiras ainda estão estão usando. Feio como o futebol que jogaram no Japão e como é o tratamento que a CBF lhes dá.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Pode desconfiar




O sérvio Ivan Miljkovic tem 32 anos e ainda está em forma. Para quem duvida, o oposto fez 22 pontos no confronto contra o Brasil, em novembro, na Copa do Mundo, e foi o maior pontuador da peleja vencida pela Sérvia. Caso sua seleção se classifique para Londres, o que não parece ser difícil, ele iria para a quarta olimpíada e tentaria repetir o feito de Sydney/2000, quando ajudou a ainda Iugoslávia a conquistar o ouro. Mas, não. Disse que não quer mais saber da seleção, justamente, quando o ciclo olímpico está acabando.



A russa Eugenia Artamonova vai completar 37 anos em julho e foi, certamente, o grande nome do vôlei russo dos anos 90. Sim, da década retrasada. Não fossem as cubanas, é bem possível que ela tivesse em casa uma medalha de ouro olímpica. Contudo, as três pratas que possui (Barcelona/1992, Sydney/2000 e Atenas/2004) não desmerecem sua carreira. O vice-campeonato em 2004 parecia ter encerrado a história da atacante na seleção, mas eis que ela foi convocada, depois de longa ausência, para os Jogos de Pequim/2008. Ela voltou com penteado diferente e com o sobrenome de casada no uniforme, "Estes", quase como se estivesse disfarçada. A tática não funcionou e a Rússia, campeã mundial em 2006, nem chegou às semifinais olímpicas. Isso tudo para dizer que agora, às vésperas do pré-olímpico europeu, Artamonova-Estes foi pré-convocada para defender a seleção russa, numa lista de 22 nomes - só serão 14 em alguns dias.

Meu palpite?

Miljkovic está cansado, não quer saber de jogar pré-olímpico nem Liga Mundial e volta ao time sérvio quando for pra valer, mesmo, em Londres.

Já Artamonova, se jogar, vai jogar o que jogou em 2008, a Rússia vai se classificar apesar disso, e ela vai assistir aos Jogos de Londres pela TV.

((fotos: FIVB.org)

Celebridade

(foto: facebook.com/pages/Official-Victoria-Pendleton)


Quando se aproxima o início dos Jogos Olímpicos, a gente começa a ler, aqui e ali, notícias sobre esportes e atletas dos quais quase não se ouvirá falar pelos próximos anos. Triste, mas é assim mesmo: esporte, no Brasil, é futebol e o que estiver dando títulos ao país. A exceção é agora e só haverá exceção, de novo, em 2016.

Notícias sobre levantamento de peso, Robert Scheidt, concurso completo de equitação e resultados de um meeting em pista coberta soam comuns nesses dias, nem parece que o não-futebol passou praticamente em segredo nos últimos anos. Nesses tempos pré-olímpicos, o nome estrangeiro de atleta que eu mais recordo ter visto e lido na mídia é o da ciclista britânica Victoria Pendleton. E não é à toa.

Pendleton é uma das grandes esperanças de medalha para o Reino Unido, no esporte que deu mais medalhas ao país em Pequim/2008. O ciclismo rendeu 14 dos 47 pódios do time britânico e oito dos 19 ouros da Terra da Rainha. A própria Victoria colaborou na conta, vencendo a prova feminina de Velocidade.

Hoje, além de duas participações em olimpíadas e um ouro, a mulher acumula oito títulos mundiais, uma inimizade na Austrália, alguns anúncios publicitários e uma polêmica recente. Em suma, ela tem sido notícia.

Dia desses, ela disse, numa entrevista, que não gostava do estilo da rival australiana Anna Meares, campeã olímpica em Atenas/2004 e a quem Victoria venceu em Pequim. Tudo porque Meares, numa competição em Bordeaux, há seis anos, teria feito uma manobra que a levou ao chão. Pelo jeito, o tempo passou, a britânica se tornou gigante no esporte, mas nunca esqueceu o incidente.

Aí, uma companheira de time de Meares, Kaarle McCulloch, escudou a amiga e disse que, na verdade, Pendleton estaria era com medo de perder e, por isso, trazia à tona uma história tão antiga.

Nesse meio-tempo, porém, a mídia já se ocupava de Pendleton por outra razão, já que ela assumiu que namorava um membro da comissão técnica do time britânico de ciclismo, a quem conhecera durante os Jogos de Pequim. Nos bastidores, os outros atletas se queixavam de que o romance atrapalhava a relação do sortudo (sortudo, sim!, olhe de novo a foto dela) com o restante da equipe.

Ruim pra imagem dela? Pois ontem mesmo a Samsung anunciou que ela faz parte de um programa da empresa para promover os Jogos de Londres.

Nesse turbilhão de acusações, ciumeira e campanhas publictária, a agenda da inglesa guardou espaço para competição. Começou hoje o mundial de ciclismo de pista, em Melbourne, Austrália. Na prova de Velocidade por Equipes, as alemãs Kristina Vogel e Miriam Welte ficaram com o título e estabeleceram novo recorde mundial. Mas as atenções dadas à dupla campeã foram divididas com a vitória de Anna Meares (correndo com Kaarle McCulloch) num confronto direto contra Victoria Pendleton (parceira de Jessica Varnish), ainda durante a fase de classificação.

O campeonato mundial termina já neste domingo, porém, o rostinho bonito da moça ligeira ainda continuará sendo notícia depois disso. A imprensa vai repercutir suas declarações, que continuarão sendo polêmicas. As polêmicas serão reacesas a cada resultado na pista ou a cada entrevista das adversárias. E a mídia brasileira falará seu nome com uma proximidade quase familiar, como se ela sempre tivesse sido notícia por essas bandas e como se os internautas e leitores daqui colecionassem tudo o que escrevem sobre Victoria Pendleton. Será assim, poelo menos, até a Olimpíada chegar.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Touché, Sr. Presidente!

Foi a estocada que faltava contra o antigo esgrimista. Pal Schmitt não resistiu à acusação de plágio de sua tese de doutorado e renunciou ao cargo de Presidente da Hungria.

Como atleta, Pal Schmitt foi bicampeão olímpico na Espada por Equipes, na Cidade do México/1968 e Munique/1972. Um ano antes de se aposentar, participou dos Jogos de Montreal/1976 e voltou de lá sem medalhas, com um quarto lugar. Também foi presidente do Comitê Olímpico Húngaro de 1989 a 2010 e da Associação Mundial dos Atletas Olímpicos, entre 2000 e 2007.

Como político, Schmitt é membro do Fidesz, uma legenda de direita. Com a vitória do partido nas eleições de 2010, ele assumiu a presidência. Sua popularidade caiu vertiginosamente quando, em janeiro deste ano, promulgou a nova constituição do país, considerada, pelos EUA e pela Europa Ocidental, um documento que abre brechas para instalação de um governo ditatorial. Nela, por exemplo, o termo "República da Hungria" foi substituído simplesmente por "Hungria". Seus opositores o acusaram de ter sido manipulado pelo primeiro-ministro Viktor Orban, presidente do Fidesz.

Mas foi como acadêmico que o político levou uma golpe certeiro de espada. Sua tese de doutorado, defendida em 1992, foi considerada plágio, o que fez a Universidade Semmelweiss, de Budapeste, lhe retirar a laura de doutor.

Um homem que foi marionete, como presidente, caiu por ter sido trapaceiro, enquanto estudante. Somente sua reputação de atleta parece a salvo, mas até nela a lama desse escândalo respingou. A tese de doutorado plagiada por Pal Schmitt não versava sobre outro tema, senão, a história dos Jogos Olímpicos.

domingo, 1 de abril de 2012

Invictos


(foto: ittf.com)

A China venceu os mundiais masculino e feminino de tênis de mesa por equipes. Melhor do que isso: as duas seleções não foram derrotadas em nenhuma série melhor-de-cinco por nenhuma outra seleção. Mas o time masculino foi melhor: fez 3 a 0 em todas os confrontos e saiu de Dortmund, na Alemanha, sem que ninguém conseguisse bater qualquer um de seus jogadores (o time feminino perdeu uma partida nas semifnais, contra Hong Kong, e por isso o título desta postagem é só "Invictos", e não "Invictos e invictas").

(Explicação rápida: nesse mundial, não há confrontos de duplas, só partidas de simples.)

Será que, em Londres, alguém consegue parar os chineses bons de mesa? Difícil, já que, desde a inclusão do tênis de mesa nas olimpíadas, em Seul/1988, a China só não levou quatro medalhas de ouro em disputa, ficando com os outros 20 ouros possíveis (em Atlanta/1996, Sydney/2000 e Pequim/2008, todos os títulos foram chineses).

Antes que eu esqueça, o Brasil terminou o campeonato em 28º lugar, no masculino, e em 36º, no feminino. Isso quer dizer que os dois times segue, para 2014, no Mundial de Tóquio, na segunda divisão. São cinco as divisões no masculino e quatro no feminino, cada uma contando 24 times.

Já podia valer medalha

Semana de jogaços no futebol feminino. De hoje até quinta-feira, no Japão, o time da casa enfrenta EUA e Brasil e, de quebra, ainda hospeda uma partida entre as duas seleções. São jogos amistosos, é claro, mas podem valer muita coisa, já que, com a Alemanha fora do páreo, é bem possível que as três seleções dividam o pódio olímpico (embora não se descarte uma intromissão da Suécia na distribuição dessas medalhas). O desfalque desses amistosos é Homare Sawa, eleita melhor do mundo em 2011, pela Fifa, ausente por problemas de saúde.

Hoje pela manhã, numa reedição da final da Copa do Mundo do ano passado, EUA e Japão empataram em 1 a 1. Kinga abriu o placar para o Japão no primeiro tempo e Alex Morgan, autora do primeiro gol ianque na decisão do mundial, empatou para as visitantes.

Na terça-feira, às 8h da manhã (horário do Recife), o Brasil pega os EUA, o confronto de maior rivalidade do futebol feminino. E na quinta-feira, às 7h45 da manhã, as brasileiras enfrentam as campeãs mundiais e donas da casa. O Bandsports transmite os dois amistosos ao vivo.

Distância de peso

Com a marca de 18,84m, o catarinense Darlan Romani quebrou ontem, em São Paulo, o recorde brasileiro do arremesso de peso. A marca anterior, 18,78m, pertencia a Ronald Odair de Oliveira e foi estabelecida em agosto do ano passado. O recorde evidencia um nome novo do atletismo nacional, já que Romani tem 20 anos de idade, e também a diferença terrível do arremesso de peso brasileiro em relação aos atletas de ponta.

Um arremesso a 18,84m de distância seria suficiente, apenas, para deixar alguém na 35ª posição entre os 45 que disputaram as eliminatórias nos Jogos de Pequim/2008. Longe, portanto, de ser um dos 12 finalistas, para o que seria necessário um lançamento de, pelo menos, 20,02m. E deve-se registrar, também, que não houve, na final olímpica, nenhum arremesso válido abaixo dos 19,55m. Usei as últimas olimpíadas como parâmetro e poderia ter usado, digamos, o Mundial de Berlim/2009 ou de Daegu/2011, que não mudaria quase nada.

Darlan Romani foi sétimo colocado no Mundial júnior de Moncton/2010 e mostra que tem potencial para evoluir. Duro vai ser fazer isso no Brasil, onde um recorde nacional nem chega perto de ser razoável entre os bons.

Candidatos

(foto: femexfut.org.mx)



México e Honduras são os representantes da Concacaf no torneio masculino de futebol, em Londres. Os dois (Honduras, principalmente) contaram com a ajuda inesperada de El Salvador, que eliminou os EUA com um gol nos acréscimos, ainda no estágio de grupos.

A Seleção Hondurenha esteve nos Jogos de Pequim/2008, mas não passou da primeira fase. Aliás, nem ponto fez. A medalha que ganham é a da participação, nada mais. Já os mexicanos, ao que parece, podem sonhar com alguma coisa além da importância de competir.

Primeiro de tudo, é bom que se ressalte que o futebol tem evoluído no México esses últimos anos. Desde 1994, o time principal sempre tem se classificado para a Copa do Mundo e, lá, pelo menos, tem conseguido chegar aos mata-matas. Já suas seleções de base, vira e mexe, têm feito bons campeonatos mundiais e até, como foi no sub-17 de 2005 e de 2011, conquistado títulos.

Além disso, convenhamos, a concorrência no futebol masculino não vai ser das mais fortes. Os sempre temidos africanos, finalistas em três das últimas quatro olimpíadas, medalhistas em quatro das últimas cinco edições, dessa vez, não mandam Camarões, Gana ou Nigéria, e sim, Egito, Marrocos e Gabão. Os dois sul-americanos, Brasil e Uruguai, são fortes, mas é melhor enfrentá-los a concorrer com a atual bicampeã olímpica, a Argentina, que certamente escalaria Messi. E na Europa, a Espanha é o time a ser batido. Suíça e Bielorrússia não têm grande credenciais, exceto, talvez, pelo mundial sub-17 que suíços ganharam há três anos. O país-sede, a Grã Bretanha, só compete porque é em casa e deve usar o selecionado mais como ente político (talvez convocando o inglês David Beckham e o galês Ryan Giggs) do que esportivo, pois não vai utilizar nenhum atleta que participe da Eurocopa desse ano, que termina em 1º de julho.

Talvez o México não seja um time para levar o ouro. Entretanto, se de fato seus concorrentes mais fortes forem apenas Espanha, Uruguai e Brasil, é possível pensar que, com bola em campo e sorte nos cruzamentos das quartas-de-final e semifinal, os mexicanos possam, pela primeira vez, voltar dos Jogos com uma medalha no futebol.

sábado, 31 de março de 2012

Dream Team convocado

(foto: fiba.com)


Campeão invicto nas últimas quatro olimpíadas, o time feminino de basquete dos Estados Unidos que vai disputar os Jogos de Londres foi convocado nessa sexta-feira. Das medalhistas de ouro há quatro anos, seis se mantêm no time. Swin Cash, que estava no time de Atenas/2004, mas ficou fora de Pequim, por contusão, está de volta. Tamika Catchings, Sue Bird e Diana Taurasi tentarão o terceiro triunfo, o que as deixará perto dos quatro de Lisa Leslie. O time é praticamente o mesmo que conquistou, com os pés nas costas, o Mundial da Rep. Tcheca/2010.

Ainda falta um nome para compor o elenco, e o técnico Geno Auriemma cogita chamar a uuniversitária Brittney Griner, 21. Veja a relação das onze convocadas:

Seimone Augustus - ala
Sue Bird - armadora
Swin Cash - ala
Tamika Catchings - ala
Tina Charles - pivô
Sylvia Fowles - pivô
Angel McCoughtry - ala
Maya Moore - ala
Candace Parker - ala/pivô
Diana Taurasi - ala/armadora
Lindsay Whalen - armadora

sexta-feira, 30 de março de 2012

Saudade do vôlei

Se a Superliga de vôlei masculino deste ano tem toda a emoção que tem faltado à feminina, a partida que decidiu a série semifinal esta noite, entre Minas e Osasco, em BH, me trouxe uma recordação. Uma das melhores recordações que eu tenho do vôlei.

Comecei, como o pessoal de minha idade, a me interessar pelo vôlei entre o final dos anos 80 e início dos anos 90, quando o time masculino do Brasil brigava com Itália, URSS/CEI/Rússia, Cuba e EUA pelas primeiras posições nos campeonatos mundo afora, e quando o feminino começava a transição que o levou, em meados da década retrasada, ao nivel dos melhores do mundo. A rivalidade com Cuba, naqueles idos, fez nosso vôlei crescer um bocado.

Naquele tempo, posso dizer isso aos mais novos, quem gostasse de vôlei se ligava na Bandeirantes e acompanhava as recém-criadas Liga Mundial e Grand Prix, e aprendia, com o Prof. Paulo Russo, o que era uma China, uma bola de primeiro tempo, um levantamento na entrada ou na saída. Sem querer ser saudosista, mas sendo saudosista, pois sou saudosista, mesmo, não há, hoje, ninguém na TV aberta ou fechada que comente o jogo como o Professor comentava, com didatismo sem repetição, sem adjetivos excessivos, sem maquiar e sem medo de criticar o ídolo que jogasse mal.

Mas, sobretudo, que começou a acompanhar vôlei vinte anos atrás vai se lembrar de Marco Antônio. Ele morreu em 2004, num acidente de carro, mas seus bordões são eternos.

"Vai jorrar petróleo" ou "Afunda, afunda, afunda... a-fun-dou!", quando o ataque era potente e direto na quadra adversária. Mas se o levantador era quem atacava (e pontuava), lá vinha ele com um "Segundinha de primeira". É claro que um saque errado perto do set point merecia um "Que hora, hein!", entretanto, o último ponto era um "Maaaatch point". De todos, o melhor era quando, num lance duvidoso, ele e Paulo Russo concordavam que a marcação deveria ser contra a Seleção Brasileira. Sem pestanejar, ele dizia "A gente torce, mas não distorce" - e um monte de gente hoje deveria levar isso à risca, quando narrasse jogos da seleção brasileira seja lá de que esporte for.

Mas isso tudo foi porque, hoje, o Osasco bateu o Minas. Três sets a zero. Quase posso ouvir Marco Antônio, com sua voz grave, precisa, dizendo que o jogo, 25/18, 25/18, 25/18, "virou receita médica".

quarta-feira, 28 de março de 2012

Youtube Olímpico V

Pequim, 2008. O atirador norte-americano Matthew Emmons chegou às Olimpíadas lutando pelo bicampeonato. Em Atenas, com a vitória na prova da Carabina Deitado 50m, o homem foi o único ianque, no tiro masculino, a conquistar uma medalha de ouro. Por isso, na China, recaíam sobre a arma dele as maiores chances de título do país.

Emmons disputou duas provas. Tentava novamente o título na prova que o consagrou na Grécia, mas ficou em segundo lugar. Perdeu para o ucraniano Artur Ayvazyan, que disputava sua terceira olimpíada e jamais havia conquistado medalha alguma. Para não sair de Pequim sem conhecer o ponto mais alto do pódio, restava-lhe a Carabina de Três Posições.

Convém dizer que Emmons, em Atenas, atirou nessa prova e não se saiu bem, terminou apenas em oitavo lugar. Só que, quatro anos mais tarde, esta parecia ser a competição que renderia um ouro.

Depois de chegar à final em segundo lugar, o atirador do Tio Sam assumiu a liderança do concurso logo no primeiro disparo. Nos oito tiros seguintes, a distância dele em relação à concorrência só aumentou. No décimo e último tiro, sua vantagem para o vice-líder, o chinês Qiu Jian, era de 1,4 ponto. Para se ter ideia do que isso representa, quando atirou pela última vez, Jian fez 10,0 pontos (a mosca vale 10,9 pontos). Bastava, portanto, um tiro de 8,7 para Emmons ficar com o título, ao passo que seu pior tiro, na sessão final, havia sido 9,7. Traduzindo, quando Matthew Emmons foi atirar pela última vez, era só por protocolo, pra cumprir tabela, o ouro era barbada. E, para completar a festa de Emmons, o segundo colocado era um chinês, resultado importante para os Estados Unidos na guerra quente contra os anfitriões no quadro de medalhas.

Mas ele, inexplicavelmente, falhou. De tão ruim, seu tiro não apareceu nem dentro do alvo eletrônico da TV. Com o inacreditável 4,4, Matthew Emmons fez o pior tiro dentre todos os finalistas, deixou boquiaberta a comentarista de TV (na verdade, Katerina Emmons, atiradora da República Tcheca, campeã em Pequim, e esposa de Matthew), e - dá pra adivinhar, mesmo sem saber mandarim - deixou entre atônito e eufórico o narrador da televisão chinesa, pensando, certamente, noutro ouro do time da casa. Mais do que isso: Emmons terminou em quarto lugar, sem medalha, sem pódio, sem nada.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Eton foi logo ali

(foto: facebook.com/LuanaBartholo)


Foram apenas 40 dias de treinamento, mas Fabiana Beltrame e Luana Bartholo conquistaram o direito de disputar os Jogos Olímpicos nas regatas do skiff duplo peso leve. A vaga para Londres (Eton, na verdade, pois esta é a sede das provas de remo e canoagem) veio nesse fim de semana, nas raias de Tigre, na Argentina, com um segundo lugar no pré-olímpico latino-americano. Será a terceira olímpíada consecutiva para Fabiana, que vai completar 30 anos mês que vem, e a estreia para Luana, que completou 27 mês passado.

Se pensar em pódio parece um sonho ainda distante, distância aumentada pelo curto período de existência da dupla, Luana Bartholo quer, ao menos, fazer história em seu debut olímpico. Seu desejo, em Londres, é "chegar à final A, estar entre as seis melhores do mundo. Mas, se conseguirmos a final B, já será o melhor resultado do Brasil (no remo feminino) em Olimpíada". Até hoje, o máximo que uma remadora brasileira conquistou numa edição dos Jogos foi o 14º lugar de Fabiana Beltrame no skiff simples, em Atenas/2004, posição que obteve com a segunda colocação na final C. Em Pequim/2008, Fabiana venceu a final D, o que a classificou como 19ª.

A expectativa da carioca, de pôr o barco brasileiro entre os 12 melhores, se explica justamente naquilo que é a maior desvantagem do time: o tempo curto de existência da dupla. O êxito na missão pré-olímpica faz a atleta pensar que as duas podem chegar bem longe.

"Perdemos um pouco (de tempo), sim, porque as outras duplas já estão formadas há pelos menos dois anos. Mas tenho certeza de que com foco e determinação conseguiremnos compensar a falta de tempo. Treinamos juntas só 40 dias e já conseguimos ganhar de duplas campeãs pan-americanas", diz a remadora, que, como Fabiana, também é atleta do Flamengo.

Na Argentina, as brasileiras só ficaram atrás das donas da casa, Milka Kraljev e María Klara Rohner (campeãs no Pan de Guadalajara, competindo no skiff quádruplo). Por outro lado, as remadoras tuniquins deixaram para trás a dupla mexicana Analicia Ramirez e Lila Perez Rul, e o barco das cubanas Yoslaine Dominguez e Yaima Velazquez, ouro e prata, respectivamente, no Pan de Guadalajara (Yaima também foi ouro no Pan do Rio/2007, remando com Ismaray Marrero).

O próximo teste para a agora dupla olímpica do Brasil no skiff peso leve será na segunda etapa da Copa do Mundo de Remo, entre 25 e 27 de maio, em Lucerna (Suíça). Luana Bartholo e Fabiana Beltrame já terão mais dois meses de remadas e poderão mostrar do que serão capazes mais dois meses adiante, quando estarão no lago de Eton, a uma hora de Londres.

Pressão por repetição

(foto: divulgação)

Ano passado, no Mundial de Ginástica Artística de Tóquio, Arthur Zanetti ficou com a prata nas argolas. O brasileiro só foi derrotado pelo chinês Chen Yibing, campeão olímpico em Pequim e tetracampeão mundial no aparelho.

Nesse fim de semana, na etapa de Cottbus da Copa do Mundo, o brasileiro repetiu a medalha nas argolas e só foi superado, de novo, por Chen Yibing (gostava mais quando chamavam o cara de Yibing Chen). Coincidência? Tem mais.

Em Tóquio, a nota de Zanetti foi 15.600, a mesma em Cottbus. E como se não bastasse, essa pontuação é produto da soma de 6.500 na nota de dificuldade com 9.100 na execução, pontuações que o ginasta obteve nos dois eventos.

Pra não ficar tudo igual, a nota de Yibing, na Alemanha, foi menor do que no ano passado, no mundial: se ali foi 15.800, dessa vez foi 15,675 (a queda foi na nota de execução, de 9 para 8.875, o que pode ser considerado normal, já que a temporada está só no início).

Com a artroscopia de Diego Hypolito há duas semanas, que vai lhe custar um mês de preparação, as expectativas de medalha brasileira na ginástica em Londres recaem sobre Zanetti. Pode ser a primeira medalha olímpica do Brasil no esporte que mais cresceu por aqui nesse século. Seus resultados são animadores, mas a pressão da imprensa e da torcida já derrubou e tirou do tablado muita gente que foi aos Jogos pensando em pódio e voltou com o estigma (injusto) de ter amarelado. Adversário para Arthur Zanetti tão duro quanto Chen Yibing.

Bom de verdade

(foto: handball.no)


Sempre que leio que alguma seleção brasileira de handebol se deu bem contra um gigante europeu, corro pra ver se o time adversário era o titular. Lembro que, ano passado, o time masculino que se aprontava pro Pan de Guadalajara venceu algumas partidas contra a Dinamarca. Um resultado de botar medo em todo mundo, não fosse o fato de os dinarqueses terem vindo ao Brasil com um time sub-25. Mas quando dizem que os dois empates do time feminino contra a Noruega foram animadores, sou obrigado a concordar: as nórdicas levaram para os amistosos da semana passada, em Londres, várias campeãs do mundo de 2011.

A artilheira da decisão contra a França, Kristine Lunde (foto), e também Marit Frafjord, Karoline Breivang, Kari Johansen, Heide Loke, Linn Sulland, e por aí vai. Não descobri se a goleira era Haraldsen, mas tudo bem (só encontrei no site da federação norueguesa informações sobre quem fez os gols do time em cada jogo, nada sobre qualquer outra estatística).

Foram duas provas de fogo e as brasileiras se saíram bem. O primeiro empate, em 29 gols, na quinta-feira, teve como goleadoras a norueguesa Sulland e a ponteira brasileira Alexandra, ambas com 8 gols. Já no segundo amistoso, no sábado, com empate em 25, Duda Amorim marcou 11 vezes e fez mais gols do que todo mundo.

Resultados que fazem o torcedor olhar com esperança para o futuro e com uma pontada de dor para o passado: foi um gol a 15 segundos do fim da partida contra a Espanha, nas quartas-de-final, que tirou o Brasil da caminho da Noruega nas semis. O resultado era imprevisível, mas dá pra pensar que teria sido um jogão.